O novo Ensino Médio em debate
impactos no currículo e no trabalho docente
DOI:
https://doi.org/10.24220/2318-0870v31a2026e15879Palavras-chave:
Ceará, Currículo flexível, Ensino médio, GerencialismoResumo
O texto examina a dinâmica e o papel das secretarias estaduais de ensino nas recentes reformas educacionais sob indução do chamado “Novo Ensino Médio”. A análise se debruça especificamente sobre os estados de Pernambuco e Ceará, reconhecidos por conduzirem experiências exitosas recentes neste nível da educação básica. Para tanto, foi realizada a análise de documentos oficiais e de instituições privadas, além de entrevistas com professores das redes estaduais em análise. O quadro teórico-metodológico tem como categorias centrais oriundas do pensamento gramsciano, “hegemonia”, “intelectuais orgânicos” e “revolução passiva”. Concluiu-se que a que as redes estaduais de ensino nestes dois estados têm atuado como laboratórios de formulação e testagem de orientações, diretrizes e propostas de educação sob influência do empresariado, a partir de mudanças moleculares, gradativas e de longa duração que vão estabelecendo a concepção empresarial de educação, especialmente através da iniciativa de flexibilização curricular e da inserção do gerencialismo na gestão do trabalho docente, como um senso-comum entre os professores(as), gestores(as), estudantes, sindicatos e profissionais da educação, buscando apassivar iniciativas e reações antagônicas a este projeto.
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