As Diretrizes Curriculares de Formação de Professores(as) (2015-2024):
cenário de influências e concepções em disputa
DOI:
https://doi.org/10.24220/2318-0870v31a2026e16344Palabras clave:
Concepções de formação de professores(as), Influências neoliberais, Políticas de formação docenteResumen
O artigo tem por objetivo compreender o cenário de influências neoliberais e as concepções de formação normatizadas nas diretrizes curriculares de 2015, 2019 e 2024 para a formação de professores(as) da Educação Básica no Brasil. Trata-se de um estudo de pós-doutorado, realizado na Universidad Nacional de La Plata, Argentina e vinculado a um projeto de pesquisa internacional, financiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, que parte de uma perspectiva investigativa inserida no debate geopolítico Sul-Sul e centra sua atenção nas políticas educacionais destinadas à formação de professores(as) em quatro contextos sul-americanos nos últimos dez anos (2014-2023): Argentina, Brasil, Chile e Uruguai. Amparada em uma abordagem qualitativa, a investigação assume natureza teórico-documental e apoia-se em referencial bibliográfico de natureza crítica-reflexiva. Os resultados da pesquisa apontam que as concepções de formação de professores(as), apresentadas pelas diretrizes analisadas, revelam tendências e aspectos antagônicos que se envolvem com uma trajetória de severa disputa hegemônica, em que as a ões de direcionamento, por parte do Estado, se vinculam aos interesses das classes que este representa. Essas concepções oscilam entre os ditames do mercado e a formação do(a) professor(a) como intelectual, cuja base se assenta no campo teórico -científico dos
fundamentos da educação e das teorias didático pedagógicas.
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