Os movimentos de (des)valorização do trabalho dos(as) professores(as) nas políticas educacionais de 1996 a 2024
DOI:
https://doi.org/10.24220/2318-0870v31a2026e16365Palavras-chave:
Análise dos movimentos de sentidos, Trabalho dos professores(as), Valorização/ desvalorizaçãoResumo
O presente estudo teve como objetivo investigar os sentidos atribuídos à valorização e à desvalorização do trabalho dos(as) professores(as) nas políticas educacionais brasileiras no período de 1996 a 2024. Para tanto, foi adotada como base teórico-metodológica a Análise dos Movimentos de Sentidos, de orientação dialética, com foco na totalidade social e nas contradições históricas. A pesquisa se deu por meio da seleção e análise documental de legislações e normativas nacionais que incidem sobre o trabalho docente, especialmente aquelas que tratam de carreira, remuneração e formação. O estudo se concentrou na leitura crítica de textos legais produzidos pelo Estado brasileiro, tendo como lócus o campo da política educacional. Os resultados revelam que, embora as políticas mencionem a valorização, esta se apresenta de forma fragmentada e subordinada a uma lógica técnica e economicista. A remuneração, frequentemente tratada como sinônimo de valorização, é destacada em detrimento de outras dimensões estruturantes, como condições de trabalho, carreira e reconhecimento social. Além disso, identificou-se que muitas das políticas transferem a responsabilidade da valorização aos estados e municípios, configurando um processo de terceirização que desobriga o governo central de seu papel efetivo. O estudo conclui que a valorização do trabalho docente, conforme expressa nas políticas analisadas, permanece subordinada às lógicas do sistema capitalista e da Nova Gestão Pública, o que limita sua efetividade e contribui para a manutenção da precarização da docência.
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