A permanência do Moderno em Álvaro Siza
entre memória, contexto e transformação (1950 –2020)
DOI:
https://doi.org/10.24220/2318-0919v23e2026a16839Palabras clave:
Álvaro Siza, Lugar, Movimento moderno, Permanência crítica, Processo de projetoResumen
O artigo investiga a permanência crítica dos fundamentos do Movimento Moderno na obra de Álvaro Siza (1933–), entre 1950 e 2020, por meio de uma leitura teórico-crítica articulada à contextualização histórica e cultural da arquitetura portuguesa. Este estudo visa examinar de que modo Álvaro Siza mobiliza, seleciona e reinterpreta estratégias projetuais associadas ao Movimento Moderno ao longo de um processo contínuo, marcado por revisões, inflexões e transformações, no qual se articulam memória, materialidade e contexto cultural, a partir de uma organização cronológica e de uma leitura crítica não linear. Metodologicamente, o estudo combina revisão bibliográfica, análise documental e de projetos representativos. Os resultados indicam que a permanência do moderno na obra de Álvaro Siza não se configura como atitude nostálgica ou passiva, mas como postura disciplinar consciente, fundada na atualização de procedimentos projetuais diante das transformações históricas, culturais e técnicas. Ao evidenciar a modernidade como processo e não como imagem, o artigo contribui para o debate contemporâneo sobre continuidade, projeto e cultura arquitetônica, reafirmando a arquitetura como mediação entre memória, contexto e transformação.
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