From silence to screaming for help
childhood aggression as a demand for care in the face of social suffering
Keywords:
Aggressive behavior, Family relations, Psychoanalysis, Social class, Social vulnerabilityAbstract
The present work aimed to investigate aggressivity complaints brought to the Mental Health Program “Brincando em Família”, seeking to understand how the social suffering generated by structural classism is associated with these complaints. In order to achieve this purpose, we adopted a qualitative approach, designed through a case study developed with a family that utilizes the Program. The exploration of clinical material followed the epistemological assumptions of psychoanalysis, and the analyses were based on the methodological techniqueof thematic analysis. The findings situate childhood aggression as a family symptom, whose origin lies in silencing the suffering caused by class oppression. Furthermore, aggression is also an expression of the child’s psychological and social suffering, who finds in the “rebellion” a way to demand support from both family and institutions. It is concluded that care work made to address complaints of aggressivity must be conducted through intersectoral partnerships and should involve sociopolitical dimensions.
Downloads
References
Aiello-Vaisberg, T. M. J. (2017). Estilo clínico ser e fazer: resposta crítico-propositiva a despersonalização e sofrimento social. Boletim - Academia Paulista de Psicologia, 37(92), 41-62. https://pepsic.bvsalud.org/pdf/bapp/v37n92/v37n92a05.pdf
Aires, S., Flores, L., Vezedek, L., Bustamante, V., & Santana, J. P. (2021). Práticas de cuidado para crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade: inventividades necessárias. In M. Lima, D. Coutinho, V. Bustamante, S. Aires, & R. Patiño (Orgs.), Pensar junto/fazer com: saúde mental na pandemia de covid-19 (pp. 271-291). EDUFBA.
Almeida, T. (2014). Processo da escolha conjugal sob a perspectiva da psicanálise vincular. Pensando Família, 18(1), 3-18.
Avelar, M. R., & Malfitano, A. P. S. (2020). A proposição de articulação em rede para atenção pública a crianças e adolescentes. Pesquisas e Práticas Psicossociais, 15(2), 1-15. https://pepsic.bvsalud.org/pdf/ppp/v15n2/10.pdf
Benghozi, P. (2010). Malhagem, filiação e afiliação: psicanálise dos vínculos: casal, família, grupo, instituição e campo social. Vetor.
Birman, J. (2006). Arquivo da agressividade em psicanálise. Natureza Humana, 8(2), 357-379.
Bustamante, V., & Oliveira, R. S. (2018). O brincar de crianças e suas famílias como alternativa de cuidado à saúde mental infantil. Psicologia em Revista, 24(3), 726-743. https://doi.org/10.5752/P.1678-9563.2018v24n3p726-743
Bustamante, V. (2020). Cuidado a crianças e suas famílias e queixas de agressividade: um estudo de caso clínico. Psicologia Clínica, 32(1), 15-34. https://doi.org/10.33208/PC1980-5438v0032n01A01/
Bustamante, V., & Oliveira, E. L. V. (2023). Saúde Mental Infantil, Gênero e Cuidado em Famílias Chefiadas por Mulheres em Tempos de Pandemia. Revista de Psicologia, 14, e023016. https://doi.org/10.36517/revpsiufc.14.2023.e023016
Braun, V., & Clarke, V. (2006) Using thematic analysis in psychology. Qualitative Research in Psychology, 3(2), 77-101.
Carlos, M. M., & Gallassi, A. D. (2024). Práticas de articulação de rede na atenção psicossocial: quais desafios enfrentam os profissionais para matriciar, reunir-se e encaminhar? Interface - Comunicação, Saúde, Educação, 28, e230651. https://doi.org/10.1590/interface.230651
Costa, E. S. (in press). Quando se quebra o instituído ou acerca de ser uma pessoa branca mestiça. In M. Lima (Org.), Autonarrativas, autoetnografia e reflexões sobre subjetividade e saúde. EDUFBA.
Costa, E. S. (2020). Vínculos, grupos e redes em prol da vida ou na pactuação racista para a produção de morte [Edição especial]. Revista da Associação Brasileira de Pesquisadores/as Negros/As, 12, 78-107. https://abpnrevista.org.br/site/article/view/1117
Creswell, J. W. (2007). Projeto de pesquisa: métodos qualitativo, quantitativo e misto (2a. ed.). Artmed.
Dias, E. O. (2000). Winnicott: agressividade e teoria do amadurecimento. Natureza Humana, 2(1), 9-48.
Fernandes, A. D. S. A., Matsukura, T. S., Lussi, I. A. O., Ferigato, S. H., & Morato, G. G. (2020). Reflexões sobre a atenção psicossocial no campo da saúde mental infanto-juvenil. Cadernos Brasileiros de Terapia Ocupacional, 28(2), 725-740. https://doi.org/10.4322/2526-8910.ctoARF1870
Ferrari, I. F. (2006). Agressividade e violência. Psicologia Clínica, 18(2), 49-62.
Figueiredo, L. C. (2007) A metapsicologia do cuidado. Psyche, 11(21), 13-30.
Flynn, A., & Bustamante, V. (2024) Gênero, raça e “problemas externalizantes” em um serviço de saúde mental infantil. Psicologia em Estudo, 29, 1-14. https://doi.org/10.4025/psicolestud.v29i1.56169
Fórum Brasileiro de Segurança Pública. (2024). 18º anuário brasileiro de segurança pública. FBSP.
Fulgencio, L. (2013). Metodologia de pesquisa em psicanálise na universidade. In C. A. Serralha & F. Scorsolini- Comin (Orgs.), Psicanálise e universidade: um encontro na pesquisa (pp. 25-66). Editora CRV.
Gomes, L. C. N. (2022). A interseccionalidade para além da academia: a práxis crítica dos movimentos de mulheres. Antropolítica, 54(3), 559-565. https://doi.org/10.22409/antropolitica2022.i3.a55372
Gomes, M. C. C., & Silva, M. M. (2022). Efeitos do discurso capitalista: reflexões sobre a violência na atualidade. Analytica, 11(20), 1-21. http://www.seer.ufsj.edu.br/analytica/article/view/4199/2820
Jucá, V., & Mascarenhas, C. (2020) Reflexões sobre o brincar como recurso diagnóstico e potência no tratamento. In V. Bustamante (Org.), Saúde mental infantil: fundamentos, práticas e formação (pp. 25-46). Appris.
Kaës, R. (2005). Os espaços psíquicos comuns e partilhados: transmissão e negatividade. Casa do Psicólogo.
Leite, V. E. P., & Campos, R. T. O. (2020) Trajetórias de vidas marcadas pela violência: aspectos macrossociais e subjetivos. Revista de Psicologia da UNESP, 19, 4-29. https://doi.org/10.5935/1984-9044.20200011
Levisky, D. L. (2017) Privação e delinquência: caminhos e descaminhos da esperança. Uma contribuição psicanalítica para políticos e cidadãos brasileiros. Ide (São Paulo), 39(63), 167-184. https://pepsic.bvsalud.org/pdf/ide/v39n63/v39n63a13.pdf
Lima, P. M. R., & Lima, S. C. (2020). Psicanálise crítica: a escuta do sofrimento psíquico e suas implicações sociopolíticas. Psicologia: Ciência e Profissão, 4, e190256. https://doi.org/10.1590/1982-3703003190256
Oliveira, R. S., & Bustamante, V. (2020). A psicanálise com crianças: história, possibilidades e desafios atuais. In V. Bustamante (Org.), Saúde mental infantil: fundamentos, práticas e formação (pp. 77-94). Appris.
Pavarino, M., Del Prette, A., & Del Prette, Z. (2006). O desenvolvimento da empatia como prevenção da agressividade na infância. Psico, 36(2), 127-134. https://revistaseletronicas.pucrs.br/revistapsico/article/view/1382/1082
Pelinski, P., & Bourguignon, J. A. (2019) Reflexões sobre as articulações entre intersetorialidade, rede e território. Anais do 7º Congresso Paranaense de Assistentes Sociais: “O Trabalho do/a Assistente Social em Tempos de Retrocessos: Defesa de Direitos e Lutas Emancipatórias”, Ponta Grossa, Paraná, Brasil. https://cresspr.org.br/wp-content/uploads/2022/07/REFLEXO%CC%83ES-SOBRE-AS-ARTICULAC%CC%A7O%CC%83ES-ENTRE-INTERSETORIALIDADE.pdf
Reis, M. E. B. T. (2022). Construção de Fatos Clínicos Psicanalíticos. In N. N. Barbosa, N. N. B. Pinheiro, R. S. Peres, & S. N. Cordeiro (Orgs.), Pesquisas acadêmicas em Psicanálise: reflexões teóricas e ilustrações práticas. Pedro & João Editores.
Rosa, M. D. (2022). Sofrimento sociopolítico, silenciamento e a clínica psicanalítica. Psicologia: Ciência e Profissão, 42, 1-10. https://doi.org/10.1590/1982-3703003242179
Scorsolini-Comin, F., & Santos, M. A. (2016). Construir, organizar, transformar: considerações teóricas sobre a transmissão psíquica entre gerações. Psicologia Clínica, 28(1), 141-159. https://pepsic.bvsalud.org/pdf/pc/v28n1/a08.pdf
Silveira, F., Fernandes, M. I. A., & Gaillard, G. (2020). Contribuições de René Kaës para a epistemologia da psicanálise. Ágora: Estudos em Teoria Psicanalítica, 23(1), 39-48. https://doi.org/10.1590/1809- 44142020001005
Vale, W. A., Melo, A. L. O., & Klinger, E. F. (2023) Privação e (de)privação emocional na infância e seus desdobramentos psíquicos sob a ótica da teoria winnicottiana. IOSR Journal Of HumanitiesAnd Social Science, 28(5), 37-48. https://doi.org/10.9790/0837-2805033748
Winnicott, D. W. (1999). Tudo começa em casa (3a. ed.). Martins Fontes. (Trabalho originalmente publicado em 1967)
Winnicott, D. W. (1975). O brincar e a realidade (2a. ed.). Imago Editora. (Trabalho originalmente publicado em 1971)
Yin, R. K. (2001). Estudo de caso: planejamento e métodos (2a. ed.). Bookman.
Downloads
Published
How to Cite
Issue
Section
License
Copyright (c) 2026 Pedro Gabriel Sousa, Vania Bustamante, Leila Tibiriçá

This work is licensed under a Creative Commons Attribution 4.0 International License.







