Do silenciamento ao grito de socorro

a agressividade da criança como reivindicação de cuidado frente ao sofrimento social

Autores

Palavras-chave:

Comportamento agressivo, Relações familiares, Psicanálise, Classe social, Vulnerabilidade social

Resumo

O presente trabalho tem como objetivo investigar as queixas de agressividade que chegam ao Programa de Saúde Mental “Brincando em Família”, buscando entender como o sofrimento social gerado pelo classismo relaciona-se com as referidas queixas. Para isso, o estudo assume caráter qualitativo, concebido através de um estudo de caso desenvolvido com uma família frequentadora do serviço. A exploração do material clínico seguiu os pressupostos epistemológicos da psicanálise e as análises apoiaram-se na técnica da análise temática. Os achados situam a agressividade infantil como um sintoma familiar, cuja origem está no silenciamento do sofrimento promovido pela opressão de classe. Ademais, a agressividade também é expressão do sofrimento psíquico e social da criança, que encontra na “rebeldia” uma forma de reivindicar amparo por parte da família e das instituições. Conclui-se, então, que o trabalho de cuidado às queixas de agressividade precisa ser realizado em parcerias intersetoriais e implicado em dimensões sociopolíticas.

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Publicado

2026-09-28

Como Citar

Sousa, P. G., Bustamante, V., & Tibiriçá, L. (2026). Do silenciamento ao grito de socorro: a agressividade da criança como reivindicação de cuidado frente ao sofrimento social. Estudos De Psicologia (Campinas), 43. Recuperado de https://periodicos.puc-campinas.edu.br/estpsi/article/view/15073

Edição

Seção

PSICOLOGIA CLÍNICA E PSICOTERAPIAS