Formação de Professores para uma Sociedade Humanizada

Teresa Sarmento

Resumo


Pensar a formação de professores na atualidade obriga o educador a refletir sobre a sociedade em que vive, sobre sua visão acerca da escola, sobre os alunos/crianças e jovens, sobre os professores, sobre o presente e o futuro. Em termos de problematização, questiona-se: o que se entende por educação e por formação? Será que se subscreve a perspetiva durkheimiana de que a educação é uma ação vertical de uma geração sobre a outra, com o propósito da transmissão de um patrimônio anteriormente construído? Posiciona-se o educador, ao invés, numa perspectiva de entender a educação como promoção do desenvolvimento global, no sentido definido pela paideia? Que sentidos de educação subjazem na formação de professores? Em que sociedade eles vivem? Esta é a sociedade que desejam? Como se coloca o educador frente a ela, como membro passivo ou, ao contrário, como interventor que assume a sua cidadania? Que visão ele possui daqueles com quem, ou sobre quem, desenvolve a sua profissionalidade: alunos receptores dos conhecimentos que transmite ou pessoas com quem colabora na construção de um conhecimento sócio-histórico? Como eles se entendem como professores: técnicos ou profissionais? E quais as suas perspectivas de formação: reprodutora do instituído ou processo contínuo de profissionalização emancipatória? As questões acima colocadas são o mote para o desenvolvimento do presente artigo, no qual, a partir de uma abordagem global da sociedade atual, das conceções ideológico-educacionais e das condições de ação docente, procura-se situar e problematizar a formação de professores, tendo em vista a promoção de uma sociedade mais humanizada.

Palavras-chave: Formação de professores. Humanização. Organização educativa.

 


Palavras-chave


Formação de professores; Humanização; Organização educativa

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DOI: https://doi.org/10.24220/2318-0870v22n2a3679

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