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                <journal-title>Revista de Educação PUC-Campinas</journal-title>
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            <issn pub-type="ppub">1519-3993</issn>
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                <publisher-name>Programa de Pós-Graduação em Educação da Pontifícia Universidade Católica de Campinas</publisher-name>
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            <article-id pub-id-type="doi">10.24220/2318-0870v30a2025e16379</article-id>
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                    <subject>ORIGINAL</subject>
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                <article-title>Tecnologia e controle do trabalho docente na rede estadual de educação do Paraná</article-title>
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                    <trans-title>Technology and control of teaching work in the state education network of Paraná</trans-title>
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                <contrib contrib-type="author">
                    <contrib-id contrib-id-type="orcid">0009-0008-7839-2047</contrib-id>
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                        <surname>Gobetti</surname>
                        <given-names>Tiago Junior</given-names>
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                    <xref ref-type="aff" rid="aff01">1</xref>
                    <xref ref-type="corresp" rid="c01"/>
                </contrib>
                <contrib contrib-type="author">
                    <contrib-id contrib-id-type="orcid">0000-0003-4551-768X</contrib-id>
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                        <surname>Sbardelotto</surname>
                        <given-names>Vanice Schossler</given-names>
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                <label>1</label>
                <institution content-type="orgname">Universidade Estadual do Oeste do Paraná</institution>
                <institution content-type="orgdiv1">Centro de Ciências Humanas</institution>
                <institution content-type="orgdiv2">Programa de Pós-Graduação em Educação</institution>
                <addr-line>
                    <city>Francisco Beltrão</city>
                    <state>PR</state>
                </addr-line>
                <country country="BR">Brasil</country>
                <institution content-type="original">Universidade Estadual do Oeste do Paraná, Centro de Ciências Humanas, Programa de Pós-Graduação em Educação. Francisco Beltrão, PR, Brasil.</institution>
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            <author-notes>
                <corresp id="c01">Correspondência para: T. J. Gobetti. <italic>E-mail:</italic>
                    <email>tiago.gobetti@escola.pr.gov.br</email>. </corresp>
                <fn fn-type="edited-by">
                    <label>Editora</label>
                    <p>Luciana Haddad Ferreira</p>
                </fn>
                <fn fn-type="conflict">
                    <label>Conflito de interesses</label>
                    <p>Não há conflito de interesses.</p>
                </fn>
            </author-notes>
            <pub-date publication-format="electronic" date-type="pub">
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            <volume>30</volume>
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                    <license-p>Este é um artigo publicado em acesso aberto (<italic>Open Access</italic>) sob a licença <italic>Creative Commons Attribution</italic>, que permite uso, distribuição e reprodução em qualquer meio, sem restrições desde que o trabalho original seja corretamente citado.</license-p>
                </license>
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            <abstract>
                <title>Resumo</title>
                <p>Este artigo apresenta resultados parciais da pesquisa em curso que investiga o processo de controle do trabalho docente a partir do uso de tecnologias educacionais implementadas pela Secretaria de Estado da Educação do Paraná. Com base no referencial teórico do materialismo histórico-dialético, o estudo parte da compreensão do trabalho como categoria fundante da existência humana e da educação como prática social historicamente constituída. Analisa como o trabalho docente, enquanto manifestação da atividade vital humana, vem sendo progressivamente subordinado às lógicas de padronização, mensuração e controle, especialmente por intermédio da tecnologia. A pesquisa tem caráter bibliográfico documental e utiliza como fontes para investigação as diretrizes institucionais, documentos oficiais disponíveis em portais governamentais, particularmente da Secretaria de Educação, além de reportagens e estudos acadêmicos relacionados ao tema. Analisa-se a rede pública estadual de ensino do Paraná, com foco nas políticas destinadas aos professores do ensino fundamental e médio. A partir da análise dos documentos observa-se que a incorporação de tecnologias, apesar de ter potencial para grande melhoria do processo de ensino-aprendizagem, tem sido apropriada sob uma lógica gerencialista, que mitiga a autonomia docente. As plataformas digitais, integradas ao sistema Escola Total, passaram a mensurar o uso de recursos pedagógicos e a vincular sua utilização ao desempenho profissional, consolidando uma forma de controle sobre o trabalho docente. Conclui-se que o avanço tecnológico, ao invés de emancipar, tem sido instrumentalizado para aprofundar a lógica da subordinação do trabalho ao capital, exigindo uma reflexão crítica sobre os rumos da educação pública.</p>
            </abstract>
            <trans-abstract xml:lang="en">
                <title>Abstract</title>
                <p>This article presents partial results of an ongoing research project investigating the process of controlling teachers’ work through educational technologies implemented by the State Department of Education of Paraná, Brazil. Grounded in the theoretical framework of historical-dialectical materialism, the study is based on the understanding of labor as a foundational category of human existence and education as a historically constituted social practice. It analyzes how teaching, as a manifestation of human vital activity, has been increasingly subordinated to logics of standardization, measurement, and control, especially through technology. This is a bibliographic and documentary study that draws on institutional guidelines, official documents from government portals – particularly those of the State Department of Education – and academic literature related to the topic. The analysis focuses on the public education system of Paraná, specifically policies targeting primary and secondary school teachers. The findings indicate that although educational technologies have potential to enhance teaching and learning processes, they have been appropriated under a managerial logic that undermines teacher autonomy. Digital platforms, integrated into the Escola Total system, have begun to measure pedagogical resource usage and link it to professional performance, consolidating a form of control over teachers’ labor. The study concludes that technological advancement, rather than fostering emancipation, has been instrumentalized to deepen the subordination of labor to capital, demanding a critical reflection on the direction of public education.</p>
            </trans-abstract>
            <kwd-group xml:lang="pt">
                <title>Palavras-chave</title>
                <kwd>Autonomia</kwd>
                <kwd>Neoliberalismo</kwd>
                <kwd>Plataformização</kwd>
                <kwd>Política educacional</kwd>
                <kwd>Vigilância</kwd>
            </kwd-group>
            <kwd-group xml:lang="en">
                <title>Keywords</title>
                <kwd>Autonomy</kwd>
                <kwd>Neoliberalism</kwd>
                <kwd>Platformization</kwd>
                <kwd>Educational policy</kwd>
                <kwd>Surveillance</kwd>
            </kwd-group>
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    <body>
        <sec sec-type="intro">
            <title>Introdução</title>
            <p>O trabalho docente, enquanto expressão concreta da atividade humana voltada à formação de sujeitos, tem sido progressivamente atravessado por transformações estruturais que atingem a prática educativa, sobretudo, na escola pública. Em meio ao recrudescimento de políticas educacionais de caráter neoliberal, observa-se as estratégias de padronização e controle do trabalho docente, muitas delas mediadas pelo uso de tecnologias. Apesar do uso da tecnologia vir travestido de inovação, do apoio ao trabalho dos professores e da eficiência, passam a operar como mecanismos de vigilância, questionando a autonomia profissional e subordinando o trabalho docente a lógicas externas à prática educativa crítica e emancipadora.</p>
            <p>A partir dessa realidade, este artigo se propõe a apresentar resultados parciais das análises que vêm sendo empreendidas na pesquisa vinculada ao Programa de Pós-Graduação em Educação, da Unioeste. Busca-se identificar como a incorporação das tecnologias digitais, pelas políticas da Secretaria de Estado da Educação do Paraná (SEED-PR), têm atuado como instrumento de controle do trabalho docente. As análises na pesquisa são realizadas a partir das categorias do materialismo histórico-dialético, especialmente na concepção de trabalho como atividade vital e historicamente determinada, contradição e luta de classes. Fundamenta-se em autores como <xref ref-type="bibr" rid="B11">Marx (1996a</xref>, <xref ref-type="bibr" rid="B12">1996b)</xref>, <xref ref-type="bibr" rid="B07">Engels (1876)</xref>, <xref ref-type="bibr" rid="B04">Contreras (2002)</xref>, <xref ref-type="bibr" rid="B08">Giroux (1997)</xref>, <xref ref-type="bibr" rid="B05">Duarte (2000</xref>, <xref ref-type="bibr" rid="B06">2006)</xref>, <xref ref-type="bibr" rid="B24">Tumolo e Fontana (2008)</xref>. O percurso metodológico é de análise bibliográfica e documental, e a investigação centrou-se na análise de legislações, diretrizes, documentos disponíveis nos portais institucionais da SEED, reportagens e produções acadêmicas sobre o tema.</p>
            <p>O artigo organiza-se em três partes. Na primeira, discute-se a concepção de trabalho em Marx e Engels e sua ressignificação na modernidade, permitindo compreender o ensino como forma de trabalho. Na segunda parte, analisa-se o trabalho docente como expressão da classe trabalhadora e a tensão entre profissionalização e proletarização, com destaque à importância da autonomia frente ao controle do trabalho docente, registrando como a partir da concepção neoliberal da educação tal processo passa a ser intensificado. Por fim, a terceira parte problematiza a plataformização da educação na SEED-PR, destacando como as tecnologias digitais, longe de serem apenas ferramentas pedagógicas, tornaram-se estratégias gerenciais de monitoramento e controle do trabalho docente.</p>
            <sec>
                <title>Trabalho: da humanização a abstração pelo capitalismo</title>
                <p>Dentre as múltiplas determinações que constituíram o ser humano, social e historicamente, o trabalho é uma das categorias estruturais. <xref ref-type="bibr" rid="B07">Engels (1876)</xref>, ao examiná-lo como ação de humanização, considera que “é a condição básica e fundamental de toda a vida humana. E em tal grau que, até certo ponto, podemos afirmar que o trabalho criou o próprio homem” (<xref ref-type="bibr" rid="B07">Engels, 1876, p. 1</xref>). A atividade produtiva, como mediação entre o ser humano e o mundo, é, portanto, um dos pontos de partida para a constituição da humanidade enquanto projeto histórico em permanente elaboração, segundo o autor.</p>
                <p>Mas qual o sentido de compreender o trabalho como categoria de humanização? Engels aponta que, transformando a natureza historicamente por meio da ação intencional e consciente, o ser humano transforma a si mesmo, biológica e intelectualmente, produzindo suas condições de existência e, ao mesmo tempo, seu desenvolvimento evolutivo, quanto trata que:</p>
                <disp-quote>
                    <p>Antes de a primeira lasca de sílex ter sido transformada em machado pela mão do homem, deve ter sido transcorrido um período; e tempo tão largo que, em comparação com ele, o período histórico por nós conhecido torna-se insignificante. Mas havia sido dado o passo decisivo: a mão era livre e podia agora adquirir cada vez mais destreza e habilidade; e essa maior flexibilidade adquirida transmitia-se por herança e aumentava de geração em geração</p>
                    <attrib>(<xref ref-type="bibr" rid="B07">Engels, 1876, p. 3</xref>).</attrib>
                </disp-quote>
                <p>Neste processo, mais do que a concepção de uma mão livre, é a atividade que produz o próprio homem, uma vez que “vemos, pois, que a mão não é apenas o órgão do trabalho; é também produto dele” (<xref ref-type="bibr" rid="B07">Engels, 1876, p. 3, grifo nosso</xref>). Ao longo de sua obra, Engels incorpora como ato fundante da sociabilidade, da linguagem, da cultura e da consciência, ao demonstrar que a transformação da natureza implica, simultaneamente, a transformação do próprio ser humano, neste processo constante de se humanizar a partir do trabalho.</p>
                <p><xref ref-type="bibr" rid="B11">Marx (1996a)</xref>, por sua vez, amplia essa concepção ao afirmar que é condição essencial da existência humana e elemento constitutivo da história da produção social. Nas palavras do autor: “[...] onde a necessidade de vestir o obrigou, o homem costurou durante milênios, antes de um homem tornar-se um alfaiate” (<xref ref-type="bibr" rid="B11">Marx, 1996a, p. 172</xref>). Assim, considera-se que a prática precede a especialização e que o trabalho, como atividade vital, antecede e fundamenta as formas historicamente determinadas de sua organização, hoje tão evoluídas e complexas. A compreensão como elemento determinante também da existência humana é reforçada quando <xref ref-type="bibr" rid="B11">Marx (1996a, p. 172)</xref> afirma: “Como criador de valores de uso, como trabalho útil, é o trabalho, por isso, uma condição de existência do homem, independente de todas as formas de sociedade, eterna necessidade natural de mediação do metabolismo entre homem e natureza e, portanto, da vida humana”.</p>
                <p>O trabalho aparece, assim, como mediação necessária entre o ser humano e o mundo, fundamento de sua existência material e de sua constituição enquanto ser histórico e social, pois “[...] ao atuar, por meio desse movimento, sobre a Natureza externa a ele e ao modificá-la, ele modifica, ao mesmo tempo, sua própria natureza” (<xref ref-type="bibr" rid="B11">Marx, 1996a, p. 297</xref>).</p>
                <p>De forma geral, Marx inicialmente compreende o trabalho como um processo pelo qual o ser humano, em sua interação ativa com a natureza, a transforma intencionalmente para produzir os meios necessários à sua existência. Trata-se, nesta concepção primária, de uma atividade teleológica, orientada por um fim previamente concebido (<xref ref-type="bibr" rid="B11">Marx, 1996a</xref>), que distingue o fazer humano de qualquer comportamento instintivo, como nos animais, pois modifica a natureza de forma consciente. Contudo, essa concepção é ampliada e ressignificada quando se analisa o contexto da sociedade capitalista, visto que <xref ref-type="bibr" rid="B11">Marx (1996a, p. 300)</xref> afirma que “essa determinação de trabalho produtivo, tal como resulta do ponto de vista do processo simples do trabalho, não basta de modo algum para o processo de produção capitalista”. Isso porque, nesse modo de produção, não é mais compreendido pura e simplesmente como mediação entre o ser humano e a natureza, mas a atividade que gera “[...] essencialmente produção de mais-valia” (<xref ref-type="bibr" rid="B12">Marx, 1996b, p. 138</xref>). Considerando essas diferentes formas de exercício, afirma também que:</p>
                <disp-quote>
                    <p>Abstraindo-se da determinação da atividade produtiva e, portanto, do caráter útil do trabalho, resta apenas que ele é um dispêndio de força humana de trabalho. Alfaiataria e tecelagem, apesar de serem atividades produtivas qualitativamente diferentes, são ambas dispêndio produtivo de cérebro, músculos, nervos, mãos etc. humanos, e nesse sentido são ambas trabalho humano. São apenas duas formas diferentes de despender força humana de trabalho</p>
                    <attrib>(<xref ref-type="bibr" rid="B11">Marx, 1996a, p. 173</xref>).</attrib>
                </disp-quote>
                <p>Essa compreensão do trabalho como categoria subordinada às relações sociais de exploração e às transformações históricas da própria sociedade capitalista, marcada atualmente pela grande evolução tecnológica tanto nos processos produtivos quanto nas próprias relações de trabalho, reforça a ideia de que ele não é mais concebido apenas como uma atividade física ou material que transforma diretamente a natureza. Na modernidade, o desenvolvimento das forças produtivas e a ampliação das atividades laborais em geral mediadas por tecnologias, aumenta seu campo de significações, que passa a contemplar também atividades como a comunicação, a informação, a gestão e, sobretudo, a produção de conhecimento. Dessa forma, o conceito de trabalho em Marx, mesmo enraizado na materialidade das relações sociais, é suficientemente amplo para compreender formas diretamente e indiretamente voltadas à produção de mercadorias, que participam da reprodução ampliada do capital, inclusive aquelas que atuam na formação dos sujeitos.</p>
                <p>Ocorre que o capitalismo transforma uma categoria concreta – o trabalho – em uma forma abstrata, instrumentalizada, partindo de um elemento humanizador para uma atividade desenvolvida pura e simplesmente por um salário (<xref ref-type="bibr" rid="B05">Duarte, 2000</xref>). O trabalho abstrato, na lógica do capital, refere-se então ao trabalho humano reduzido à sua forma mais simplificada: um gasto de energia física e mental indiferente ao conteúdo específico da atividade realizada. O que importa não é o que se produz, mas o fato de que essa força possa ser medida, trocada e convertida em valor, categoria fundamental para compreender este processo de abstração, conforme observa-se em <xref ref-type="bibr" rid="B11">Marx (1996a)</xref>, quando discorre sobre a teoria do valor.</p>
                <p>Nesse sentido, o trabalho abstrato não é identificado por sua função social, por sua utilidade concreta ou por sua contribuição à formação humana, mas por sua equivalência na forma de valor, conforme o critério dominante na produção capitalista. Essa lógica iguala todas as atividades laborais, como costurar, ensinar, operar máquinas, programar ou gerenciar sistemas, a partir de sua capacidade de gerar valor de troca, desconsiderando outros aspectos envolvidos. Nivelando-o à sua dimensão quantitativa/mensurável, o capital esvazia o sentido ontológico e humanizador, convertendo-o em uma simples mercadoria, força de trabalho a ser vendida. Tal abstração tem consequências profundas, sobretudo nas formas que não geram um produto em si, como o docente, que, apesar de fundamentais para a reprodução das relações sociais e da própria lógica capitalista, são frequentemente desvalorizadas ou invisibilizadas enquanto trabalho no sentido pleno do termo.</p>
                <p>Considera-se que o trabalho, em suas múltiplas determinações, enquanto manifestação concreta da humanidade, entra em contradição com a abstração imposta pela lógica capitalista. Nesse contraste, ganha relevo a concepção expressa por <xref ref-type="bibr" rid="B23">Souza Junior (1999, p. 108)</xref>:</p>
                <disp-quote>
                    <p>O trabalho como manifestação humana, como atividade não-alienada é o fundamento para que se estabeleça uma relação positiva entre o homem e a natureza em que se torna possível a naturalização do homem e a humanização da natureza, condição na qual as relações entre os homens podem se apresentar como relações verdadeiramente humanas.</p>
                </disp-quote>
                <p>Sob a forma alienada com que é açambarcado na sociedade capitalista, essa categoria perde o seu caráter ontológico, convertendo-se em trabalho abstrato, reduzido à condição de mercadoria. É nesse horizonte que se insere a escola, espaço de formação humana e do <italic>trabalho docente</italic>, que, por sua vez, também é atravessado por essas contradições. Autores como <xref ref-type="bibr" rid="B02">Brandão (2006)</xref> e <xref ref-type="bibr" rid="B13">Mészáros (2005)</xref> compreendem a educação como um elemento potencial a reproduzir a ideologia dominante, permitindo a manutenção do capitalismo, ou criar as condições para a superação da condição de alienação, sendo, portanto, um terreno de disputa que incide diretamente sobre a natureza do trabalho docente, pois este também manifesta tal possibilidade.</p>
                <p>Nesse sentido, “[...] a partir de Marx e Gramsci essa escola precisa estar fundada no trabalho, seus fundamentos na sociedade atual e no produto cultural humano, do qual todos somos herdeiros” (<xref ref-type="bibr" rid="B16">Sbardelotto, 2019, p. 4</xref>). Da mesma forma que a escola é produto da realidade em que se encontra, ela cria múltiplas determinações que despertam o interesse das forças que hegemonizam o campo educacional por desenvolver estratégias de vigilância e controle do trabalho docente. Nesse processo, o trabalho docente, carregado de potencial formativo e emancipador, é constantemente pressionado pelas exigências de padronização, desempenho e produtividade impostas pela lógica neoliberal. Assim, ao mesmo tempo em que educa, a escola é educada, isto é, condicionada pelas estruturas econômicas, políticas e ideológicas do tempo presente, comprometendo a autonomia e o sentido humanizador do trabalho docente.</p>
            </sec>
            <sec>
                <title>Trabalho docente, autonomia e proletarização</title>
                <p>Ao compreender o trabalho como categoria fundante da existência humana e como expressão concreta da atividade vital, somos levados a refletir sobre a educação como mais do que um processo de transmissão de saberes, mas uma forma de humanização, e também de manifestação do trabalho humano. Essa concepção encontra respaldo em <xref ref-type="bibr" rid="B04">Contreras (2002)</xref>, ao afirmar que a educação é produto do trabalho humano, e que o trabalho docente é, antes de tudo, um trabalho intelectual e prático, realizado em contextos sociais complexos, no qual o professor age sobre o outro com a intenção de formar, educar e humanizar. Para o autor:</p>
                <disp-quote>
                    <p>A educação é um fenômeno complexo, porque histórico, produto do <italic>trabalho</italic> de seres humanos, e como tal responde aos desafios que diferentes contextos políticos e sociais lhe colocam. A educação retrata e reproduz a sociedade; mas também projeta a sociedade que se quer. Por isso, vincula-se profundamente ao processo civilizatório e humano. Enquanto prática histórica, tem o desafio de responder às demandas que os contextos lhe colocam. Quais seriam esses desafios hoje? Pelo menos dois: o da sociedade da informação e sociedade do conhecimento; o da sociedade do não emprego e das novas configurações do trabalho</p>
                    <attrib>(<xref ref-type="bibr" rid="B04">Contreras, 2002 p. 17, grifo nosso</xref>).</attrib>
                </disp-quote>
                <p>A partir da revolução tecnológica, que hoje alcança formas altamente sofisticadas em termos de produção, transporte, telecomunicações etc., as transformações sociais e econômicas provocam novos contextos determinantes, que reconfiguram a sociedade, o mundo do trabalho e a educação. E conforme problematizado por <xref ref-type="bibr" rid="B14">Neder (2013)</xref>, a tecnologia não é neutra, mas construída dentro de uma lógica social que tende a reproduzir estas relações de dominação e controle. Neste contexto, cabe à escola o “papel de socialização do domínio do saber objetivo nas suas formas mais desenvolvidas” (<xref ref-type="bibr" rid="B06">Duarte, 2006, p. 10</xref>), o que é fundamental para estar a par destas novas significações, das demandas e desafios apontados por Contreras. Ainda que não seja o único espaço educativo, ela constitui-se no principal vetor da construção e transmissão de conhecimentos sistematizado, ou seja, das formas mais elaboradas do saber humano: o conhecimento científico, artístico e filosófico. Atravessada pelas contradições expressas na divisão de classes sociais, o trabalho do professor torna-se central na disputa pelo projeto formativo em curso, visto que “não interessa, porém, à classe dominante que esse conhecimento seja adquirido pelos filhos da classe trabalhadora” (<xref ref-type="bibr" rid="B17">Saviani; Duarte, 2012, p. 155</xref>).</p>
                <p>Para compreender o trabalho docente neste contexto, é necessário situá-lo no interior das transformações impostas pelo avanço do pensamento neoliberal sobre os sistemas educacionais. <xref ref-type="bibr" rid="B24">Tumolo e Fontana (2008)</xref>, ao analisarem a produção acadêmica sobre o trabalho docente a partir da década de 1990, momento de consolidação da política neoliberal, destacam que as pesquisas evidenciaram em sua maioria que os trabalhadores da educação se constituem majoritariamente como assalariados, tanto no setor público quanto no privado. Nesse sentido:</p>
                <disp-quote>
                    <p>[...] por estabelecerem uma relação contratual baseada no assalariamento, apresentam uma relação similar àquelas estabelecidas por outros trabalhadores assalariados, já que a natureza da relação é a mesma. Entretanto, nem todo trabalhador assalariado é produtor de capital, apesar de todo trabalhador produtivo ser assalariado</p>
                    <attrib>(<xref ref-type="bibr" rid="B24">Tumolo; Fontana, 2008, p. 167</xref>).</attrib>
                </disp-quote>
                <p>A partir dessa constatação, torna-se claro a contradição do trabalho docente na sociedade capitalista: por um lado, ele se insere na lógica do assalariamento, submetido a mecanismos de controle, avaliação e produtividade; por outro, seu conteúdo específico, a formação humana, que não se reduz à lógica da produção de mercadorias, ainda que esteja sendo progressivamente subordinada a ela por meio das políticas educacionais orientadas atualmente pelo neoliberalismo, que muitas vezes passa a impedir a autonomia sobre o seu trabalho.</p>
                <p>Apesar de algumas especificidades em sua atuação profissional, o professor como trabalhador assalariado está inserido nas mesmas dinâmicas de exploração que caracterizam a classe trabalhadora. <xref ref-type="bibr" rid="B24">Tumolo e Fontana (2008, p. 169)</xref>, nesta concepção, consideram que embora o trabalho docente tenha tais particularidades por se tratar de uma atividade voltada à formação humana, sua organização e controle cada vez mais se aproximam da lógica imposta aos demais trabalhadores, “resultado da precarização de suas condições de trabalho, do rebaixamento salarial, de sua desqualificação, da perda do controle do processo de trabalho, do desprestígio social da ocupação etc”.</p>
                <p>As considerações de <xref ref-type="bibr" rid="B24">Tumolo e Fontana (2008)</xref> permitem concluir que, com o avanço das reformas neoliberais, consolidou-se no Brasil uma concepção de educação voltada prioritariamente à adaptação dos sujeitos à lógica do mercado, as quais fundamentam-se em <xref ref-type="bibr" rid="B14">Neder (2013, p. 35)</xref>, que enfatiza que o neoliberalismo “[...] foi marcado, no plano internacional, pela globalização econômica, pela crescente subordinação política dos Estados Nacionais aos centros internacionais de poder, pelo desmonte do Estado do bem-estar e pelo desemprego”.</p>
                <p>Tal orientação, no contexto da educação, como contribui também <xref ref-type="bibr" rid="B15">Rossler (2004)</xref>, fundamenta-se em uma ideologia que precariza as condições de trabalho dos educadores e esvazia o caráter formador e emancipador da escola. <xref ref-type="bibr" rid="B15">Rossler (2004, p. 84)</xref>, com base em Newton Duarte, destaca que a educação brasileira tem sido arrastada pelos “ventos da ideologia neoliberal e pós-moderna”, sendo marcada por baixa remuneração, jornadas exaustivas e improdutivas e pela consequente queda da qualidade do trabalho docente. Além disso, essa conjuntura promove uma desvalorização do magistério, evidenciada pela “perda do prestígio social da carreira de educador, como consequência direta destes mesmos fatores econômicos e políticos” (<xref ref-type="bibr" rid="B15">Rossler, 2004, p. 82</xref>), o que atualmente é um dos elementos que contribuem para a falta de professores nas mais variadas áreas do conhecimento e redes de ensino<sup><xref ref-type="fn" rid="fn02">2</xref></sup>.</p>
                <p>Destaca-se as condições em que muitas vezes o trabalho docente é exercido, convivendo com a ausência ou o sucateamento da infraestrutura das escolas:</p>
                <disp-quote>
                    <p>Soma-se a tudo isso o fato de os educadores terem que conviver com classes lotadas, fora de possibilidades adequadas de ensino e aprendizagem. Prédios e instalações precárias, sem quaisquer condições de trabalho e mesmo de segurança. Sem contar a onda crescente de violência no interior e nas imediações das escolas</p>
                    <attrib>(<xref ref-type="bibr" rid="B15">Rossler, 2004, p. 84</xref>).</attrib>
                </disp-quote>
                <p>Essa lógica de desvalorização da educação, e consequentemente do trabalho docente, compromete em larga escala a possibilidade de construção de um projeto educativo crítico, com vistas à formação integral e emancipatória dos sujeitos, em contraposição a uma formação que reproduza os interesses da classe dominante. O esgotamento físico e intelectual dos educadores, provocado pelas condições impostas através das políticas de gerenciamento neoliberais e pelos entraves burocráticos ou estruturais para realização do seu trabalho, reduz o tempo e o espaço para o planejamento, para a elaboração crítica do currículo e para o exercício da autonomia docente. Trata-se, portanto, de um projeto político que, ao atacar as condições materiais e simbólicas do trabalho docente, visa submeter a escola à racionalidade do capital, onde “o debate público acerca da natureza da escolarização tem sido substituído pelas preocupações e interesses de especialistas em administração” (<xref ref-type="bibr" rid="B08">Giroux, 1997, p. 33</xref>), esvaziando a construção de uma educação humanizadora.</p>
                <p>Apesar da conjuntura adversa imposta pelas reformas neoliberais, não se pode considerar que a educação tenha perdido por completo seu caráter emancipador. Pelo contrário, a escola e o trabalho docente permanecem como espaços de disputas ideológicas, tensionados entre a lógica da reprodução social e os projetos formativos críticos e contra-hegemônicos. Como manifestação concreta dessas disputas, intensificaram-se nos últimos anos as estratégias de controle sobre o trabalho docente, onde ocorre a materialização do processo educativo.</p>
                <p><xref ref-type="bibr" rid="B04">Contreras (2002, p. 33)</xref>, neste contexto, ao tratar da proletarização do professor, considera “[...] que o trabalho docente sofreu uma subtração progressiva de uma série de qualidades que conduziram os professores à perda de controle e sentido sobre o próprio trabalho, ou seja, à perda de autonomia”. Mas, qual a importância da autonomia do trabalho docente nos tempos atuais, frente a tantos projetos e várias disputas tendo a escola muitas vezes como laboratório ou palco destas tensões, na construção de uma formação humana e emancipadora?</p>
                <p>É importante considerar primeiramente que a autonomia docente não se reduz à ideia liberal de liberdade individual ou de mera escolha técnica. Como ressalta <xref ref-type="bibr" rid="B04">Contreras (2002, p. 199)</xref>, trata-se de uma construção histórica, relacional e situada:</p>
                <disp-quote>
                    <p>[...] a autonomia não está desvinculada da conexão com as pessoas com as quais se trabalha, nem tampouco é um padrão fixo de atuação. Antes, representa uma busca e um aprendizado contínuos, uma abertura à compreensão e à reconstrução contínua da própria identidade profissional, ou de sua maneira de realizá-la em cada caso.</p>
                </disp-quote>
                <p>A autonomia, portanto, constitui-se como uma condição indispensável para que o professor atue como sujeito histórico e crítico, comprometido com a formação humana dos educandos. Como afirma <xref ref-type="bibr" rid="B04">Contreras (2002, p. 204)</xref>: “[...] é a autonomia profissional, crítica e responsável que faria com que o ensino não se transformasse em uma prática de reprodução e de mera socialização, ao introduzir a tensão entre as pretensões reprodutoras e as finalidades educativas criticamente esclarecidas”.</p>
                <p>Nesse sentido, exercer a autonomia implica interpretar criticamente as múltiplas contradições que atravessam o cotidiano escolar e, a partir delas, posicionar-se diante das imposições sociais, políticas e institucionais com clareza dos interesses históricos e ideológicos em disputa. A afirmação dessa autonomia contradiz diretamente a lógica reprodutora da ideologia capitalista dominante, razão pela qual se intensificam os mecanismos de regulação e controle do trabalho docente, especialmente em contextos neoliberais.</p>
                <p>O controle manifesta-se de diversas formas. <xref ref-type="bibr" rid="B24">Tumolo e Fontana (2008, p. 6)</xref> em sua análise, consideram a padronização dos programas de ensino e do currículo como uma maneira direta e primária de controle do trabalho docente: “A padronização dos programas de ensino e dos currículos escolares contribuiu para uma diminuição na participação do professor no resultado do seu trabalho, já que estas regulamentações influenciam no conteúdo que o professor deve ensinar e em como ele irá ensinar”.</p>
                <p>Assim, observa-se que os professores vêm sendo progressivamente afastados das dimensões decisórias do trabalho pedagógico, especialmente no que se refere à definição do currículo, que passou a ser determinado por instâncias externas à escola e alheias à realidade concreta da sala de aula. Essa separação entre concepção e execução tem reduzido o papel docente à simples operacionalização de prescrições externas, como destaca <xref ref-type="bibr" rid="B04">Contreras (2002, p. 36)</xref>, ao dialogar com a crítica formulada por <xref ref-type="bibr" rid="B01">Apple (1987)</xref>:</p>
                <disp-quote>
                    <p>A tecnologização do ensino significou precisamente esse processo de separação das fases de concepção da de execução, segundo o qual os docentes foram sendo relegados de sua missão de intervenção e decisão no planejamento do ensino ao menos da que entrava no âmbito mais direto de sua competência: o que deveria ocorrer na aula, ficando sua função reduzida à de aplicadores de programas e pacotes curriculares.</p>
                </disp-quote>
                <p>A intensificação das formas de controle do trabalho docente, como demonstrado por Contreras, não se restringe apenas à exclusão dos professores dos processos de construção do currículo. Ela se amplia para o controle de sua atuação cotidiana, por meio de mecanismos técnicos e burocráticos que delimitam cada vez mais o que deve ser ensinado, como deve ser ensinado e em quanto tempo. Tal processo traduz-se em um modelo de ensino instrumental, voltado para a eficiência e para o cumprimento de metas previamente definidas, das quais o professor muitas vezes desconhece a origem e sua intencionalidade, o que compromete a autonomia pedagógica e o caráter crítico e qualitativo da docência. Segundo <xref ref-type="bibr" rid="B04">Contreras (2002)</xref>, retomando a crítica de <xref ref-type="bibr" rid="B09">Jiménez Jaén (1988)</xref>, tais ações são operacionalizadas também pela:</p>
                <disp-quote>
                    <p>[...] extensão de todo tipo de técnicas de diagnóstico e avaliação dos alunos, a transformação dos processos de ensino em microtécnicas dirigidas à consecução de aprendizagens concretas perfeitamente estipuladas e definidas de antemão, as técnicas de modificação de comportamento, dirigidas fundamentalmente ao controle disciplinar dos alunos, toda a tecnologia de determinação de objetivos operativos ou finais, projetos curriculares nos quais se estipula perfeitamente tudo o que deve fazer o professor passo a passo ou, em sua carência, os textos e manuais didáticos que enumeram o repertório de atividades que professores e alunos devem fazer etc.</p>
                    <attrib>(<xref ref-type="bibr" rid="B04">Contreras, 2002 p. 36</xref>).</attrib>
                </disp-quote>
                <p>Na atualidade, observa-se uma operacionalização ainda mais direta do controle sobre o trabalho docente, mediado pela tecnologia. Esta, enquanto produto do trabalho, apresenta potencial para otimizar tarefas, reduzir o tempo e o esforço despendidos nas atividades humanas, além de possibilitar, no caso da rotina de sala de aula, a adoção de novas estratégias metodológicas, essenciais para responder às diversas necessidades de aprendizagem. No entanto, ao ser incorporada aos processos de gestão dos sistemas educacionais, a tecnologia é frequentemente ressignificada, deixando de ser um instrumento a serviço da prática pedagógica para se tornar mais uma ferramenta de controle sobre o professor. Essa contradição é particularmente evidente em diversas políticas implementadas pela SEED-PR, nas quais a inovação tecnológica aparece subordinada à lógica da padronização, da mensuração e controle do trabalho docente.</p>
            </sec>
            <sec>
                <title>Tecnologia e controle do trabalho docente: uma análise da política Escola Total da SEED-PR</title>
                <p>Educar na sociedade da informação é um grande desafio, visto que as mudanças provocadas pelas novas tecnologias impactam diretamente todas as pessoas. Sabendo que a escola não se desconecta da realidade em que está inserida, as instituições de ensino foram levadas, mesmo que em ritmos diferentes, a reorganizar seus processos internos, flexibilizar os currículos e promover a capacitação de seus docentes para o uso das tecnologias de informação e comunicação no processo de ensino e aprendizagem.</p>
                <p> Essa reorganização do trabalho docente não foi intensificada por acaso: foi acelerada em especial pela pandemia de COVID-19 (<xref ref-type="bibr" rid="B10">Marozo; Felix, 2022</xref>). Conforme destacado pelos autores, a partir do fechamento repentino das instituições de ensino, tornou-se essencial adotar tecnologias digitais para manter a continuidade das aulas, levando escolas e universidades a implementarem ferramentas digitais como <italic>Google Classroom, Google Meet, Microsoft Teams</italic> e outros sistemas que conectaram professores e estudantes neste período, mediante as condições socioeconômicas de ambas as partes, bem como das opções realizadas pelas redes de ensino, as quais muito raramente faziam parte da realidade das escolas públicas brasileiras.</p>
                <p>A SEED-PR, nesse contexto, apropriou-se intensivamente dessas tecnologias e, mesmo após o período emergencial da pandemia, manteve e ampliou o uso de plataformas digitais como parte estruturante da dinâmica escolar. Neste ínterim, a incorporação desses instrumentos passou a compor um sistema contínuo de planejamento, registro, monitoramento e avaliação de todo o processo de ensino e aprendizagem. Atualmente, aplicativos e plataformas digitais integram a totalidade dos componentes curriculares das escolas da rede pública paranaense, sendo utilizadas tanto por professores quanto por estudantes, com diferentes finalidades e metas a serem atingidas. A seguir, apresenta-se a <xref ref-type="fig" rid="f01">Figura 1</xref>, que ilustra os principais aplicativos e plataformas digitais adotados pela SEED-PR como parte dessa reorganização tecnológica do trabalho docente.</p>
                <p>A <xref ref-type="fig" rid="f01">Figura 1</xref> apresenta as plataformas educacionais utilizadas na rede pública paranaense em seus diferentes contextos, sendo a maior parte delas destinadas aos componentes curriculares do ensino fundamental e médio que fazem parte da formação geral básica. São ao total 13 sistemas/aplicativos, muitos de uso obrigatório, com a utilização mensurada e monitorada diretamente pela Secretaria de Educação, que estabelece as metas e também alimenta, na maioria dos casos, os conteúdos e atividades a serem desenvolvidas por intermédio destes recursos.</p>
                <fig id="f01">
                    <label>Figura 1</label>
                    <caption>
                        <title>Plataformas Educacionais utilizadas na rede estadual de ensino do Paraná.</title>
                    </caption>
                    <graphic xlink:href="2318-0870-edpuc-30-e16379-gf01.jpg"/>
                    <attrib>Fonte: <xref ref-type="bibr" rid="B22">Secretaria de Estado da Educação do Paraná, [s. d.]</xref>.</attrib>
                </fig>
                <p>Exemplificando esse processo, analisa-se o caso do Desafio Paraná. Este programa é ofertado atualmente para todos os componentes curriculares do ensino fundamental e médio que fazem parte da formação geral básica, que por meio da plataforma <italic>Wayground Quizizz</italic><sup><xref ref-type="fn" rid="fn03">3</xref></sup>, abordado nos canais oficiais da SEED-PR como RED (Recurso Educacional Digital), os docentes aplicam avaliações digitais constantes, elaboradas pela própria mantenedora, com feedback em tempo real, que subsidiam a produção de relatórios sobre as turmas, escolas e toda a rede. A própria SEED-PR, ao definir as metas do programa para o ano de 2025, aponta diretamente para esta lógica quantitativa:</p>
                <disp-quote>
                    <p>1. Aquisição de Licenças da Plataforma Quizizz</p>
                </disp-quote>
                <disp-quote>
                    <p>Aquisição de até 74.000 licenças para uso da plataforma educacional Quizizz, que será utilizada como ferramenta de apoio nas atividades de avaliação e recomposição.</p>
                </disp-quote>
                <disp-quote>
                    <p>2. Atividades Realizadas - Meta quantitativa</p>
                </disp-quote>
                <disp-quote>
                    <p>Realizar até 450 milhões de atividades durante o ano de 2025, envolvendo estudantes da rede pública.</p>
                </disp-quote>
                <disp-quote>
                    <p>3. Desempenho dos Estudantes - Meta qualitativa</p>
                </disp-quote>
                <disp-quote>
                    <p>Alcançar índice de acertos superior a 65% nas avaliações aplicadas por meio do RED, como indicador de progresso nas aprendizagens</p>
                    <attrib>(<xref ref-type="bibr" rid="B21">Secretaria de Estado da Educação do Paraná, [2025], p. 1</xref>).</attrib>
                </disp-quote>
                <p>Esta mensuração é exemplificada também através de reportagens. Em uma delas, o então secretário estadual de educação Roni Miranda, ao realizar o balanço da utilização das plataformas digitais no primeiro semestre de 2024, destacou que “[...]mais de 9 milhões de atividades foram realizadas por estudantes da rede estadual de todo o Paraná na Matific” (<xref ref-type="bibr" rid="B19">Secretaria de Estado da Educação do Paraná, 2024a, p. 1</xref>). Sobre esta mensuração na utilização das plataformas, em matéria veiculada em dezembro de 2024 no portal da SEED-PR, é feito um balanço de parte destes dados:</p>
                <disp-quote>
                    <p>Desde o início de 2024, mais de 6 milhões de textos foram produzidos pelos alunos da rede estadual através da ferramenta Redação Paraná. No programa Leia Paraná, os estudantes leram mais de um milhão de livros. Na Khan Academy, focada em Matemática, foram realizadas mais de 72 milhões de atividades, enquanto na Matific, outra plataforma de Matemática, 20 milhões de atividades foram completadas. Com o Inglês Paraná, cerca de 20 milhões de lições de inglês foram concluídas, e o programa Inglês Professor contabilizou cerca de 66 mil aulas ministradas</p>
                    <attrib>(<xref ref-type="bibr" rid="B20">Secretaria de Estado da Educação do Paraná, 2024b, p. 1</xref>).</attrib>
                </disp-quote>
                <p>Esse cenário explicita a forma como a SEED-PR transformou plataformas como Inglês Paraná, Redação Paraná, Leia Paraná, Matific, Edutech, Desafio Paraná, Khan Academy e outras em componentes obrigatórios da rotina docente, convertendo o que poderia ser uma mediação pedagógica autônoma num mecanismo de padronização, vigilância e controle do trabalho docente.</p>
                <p>Percebe-se também que esta ampla gama de recursos digitais incorporados à rotina escolar tem impactado, inclusive, o léxico da sala dos professores. Contudo, problematiza-se que essa oferta ultrapassa o caráter opcional, uma vez que muitos desses instrumentos tornaram-se de uso obrigatório, não sendo facultada ao docente a decisão sobre sua adoção ou não. A lógica de obrigatoriedade imposta pela SEED-PR ao uso das plataformas digitais é justificada como uma forma de garantir o uso dos recursos investidos. Em declaração veiculada em matéria do portal G1, o secretário de educação Roni Miranda afirmou: “Oportunizar um estudante de escola pública a acesso a uma plataforma é direito do estudante. O estado adquiriu essa ferramenta [...]. Só que se eu deixar em uma rede que tem 52 mil professores dizendo ‘ó, só usa quem quer’. Como que vai ser?” (<xref ref-type="bibr" rid="B03">Budel, 2023, p. 7</xref>). Tal imposição levanta importantes reflexões, sobretudo diante do descompasso entre a obrigatoriedade do uso dessas ferramentas, a intencionalidade pedagógica e as limitações estruturais enfrentadas por muitas escolas da rede pública, bem como dos diferentes contextos socioeconômicos dos estudantes que nem sempre tem acesso fora da escola para realizar as atividades propostas.</p>
                <p>A utilização das plataformas e recursos digitais da SEED-PR é sistematicamente monitorada por meio de relatórios gerados na plataforma <italic>Microsoft Power BI</italic>, cujo acompanhamento passou a integrar as atribuições diretas de gestores e equipes pedagógicas, acentuando a lógica de vigilância e controle do trabalho docente. O registro de frequência, o acesso e a realização de atividades nas plataformas digitais passaram a compor o conjunto de relatórios via <italic>Power BI</italic> chamado “Escola Total”.</p>
                <p>Conforme divulgado no portal oficial da Secretaria:</p>
                <disp-quote>
                    <p>O Escola Total é um sistema de gestão inovador que visa facilitar o trabalho dos profissionais da educação. A ferramenta permite que diretores, pedagogos e professores acompanhem em tempo real a frequência e o aproveitamento dos estudantes da Rede Estadual. Dessa forma, os profissionais podem acompanhar o rendimento de cada um dos alunos, além de terem em mãos, com facilidade, dados para planejar estratégias de aprimoramento do desempenho escolar</p>
                    <attrib>(<xref ref-type="bibr" rid="B18">Secretaria de Estado da Educação, [2020], p. 1</xref>).</attrib>
                </disp-quote>
                <p>Apesar da ênfase no discurso da inovação e da eficiência na gestão educacional, o Escola Total constitui-se como um mecanismo de consolidação da lógica de controle institucional. O sistema integra diferentes ferramentas digitais, mas também permite a verificação da participação dos estudantes nas atividades, o que depende diretamente da mensuração da utilização das múltiplas plataformas digitais impostas aos docentes pela própria SEED-PR. Os dados gerados são sistematizados em relatórios que possibilitam monitoramentos em diferentes escalas, seja por escola, município e Núcleos Regionais de Educação, estruturando uma forma de gestão pedagógica orientada por dados e metas.</p>
                <p>Ainda segundo a SEED-PR:</p>
                <disp-quote>
                    <p>O sistema permite o acesso a um panorama de todos os alunos de uma escola (para professores e diretores), ou mesmo para a rede de estudantes de um Núcleo Regional de Educação (para os gestores de cada núcleo). É possível medir o desempenho por meio das notas e também a participação dos estudantes nas aulas</p>
                    <attrib>(<xref ref-type="bibr" rid="B18">Secretaria de Estado da Educação, [2020], p. 1</xref>).</attrib>
                </disp-quote>
                <p>Nesse sentido, o Escola Total reúne informações de um sistema articulador dos instrumentos de controle e padronização do trabalho docente, promovendo a centralização das informações pedagógicas e o acompanhamento sistemático da prática escolar por meio de dados quantitativos, o que reforça a lógica de vigilância e de controle do trabalho. Essa política digital é reforçada por declarações oficiais veiculadas pela própria SEED, onde as plataformas são classificadas como “métodos essenciais ao apoio da aprendizagem e à mensuração do desempenho escolar”, destacando-se o “forte impacto que a aliança entre tecnologia e aprendizagem tem exercido no processo educacional” (<xref ref-type="bibr" rid="B19">Secretaria de Estado da Educação do Paraná, 2024a, p. 1</xref>).</p>
                <p>Essa sistemática, que exige debates e pesquisas sobre sua efetividade, revela uma contradição central: tecnologias que poderiam potencializar a mediação pedagógica, diversificar metodologias e ampliar o acesso ao conhecimento são apropriadas sob uma lógica gerencial, tornando-se instrumentos de padronização e controle do trabalho docente. A centralização das decisões pedagógicas, aliada à mensuração constante da atuação dos professores, reduz a autonomia profissional e esvazia o potencial formativo no viés humano dessas ferramentas. Entretanto, é justamente nesse contexto que emerge a necessidade de reafirmar o papel do ensino como prática humana e intencional, orientada à formação crítica dos sujeitos. Essa reafirmação exige a valorização da autonomia docente, da reflexão pedagógica e do compromisso ético com a emancipação humana, aspectos incompatíveis com modelos educacionais que tratam o processo de ensino-aprendizagem como mera execução de procedimentos previamente definidos.</p>
            </sec>
        </sec>
        <sec sec-type="conclusions">
            <title>Considerações Finais</title>
            <p>Este artigo buscou refletir sobre as múltiplas determinações da tecnologia em relação ao trabalho docente, partindo da reflexão do trabalho como categoria fundante da existência humana. Por um lado, como manifestação e produto do trabalho humano, a tecnologia permite a utilização de metodologias de ensino e aprendizagem que se conectem com as novas formas de ensinar e aprender, as quais são essenciais ao pensarmos a escola (e os estudantes) na atualidade. Por outro, é açambarcada pela SEED-PR e outras redes de ensino orientadas pelas políticas neoliberais e sua ótica gerencialista do ensino, como um instrumento de vigilância, padronização e controle do trabalho docente.</p>
            <p>Ao tornar-se uma simples mercadoria na sociedade capitalista, o trabalho perde seu sentido humanizador, assumindo um caráter alienado e subordinado aos interesses da classe dominante. Isso implica na conversão do trabalho concreto em trabalho abstrato, processo no qual as especificidades de cada atividade são diluídas em função da lógica da produtividade, da padronização e da utilidade econômica. Neste cenário, o trabalho docente também é capturado por essa lógica. Embora possua grande potencial para promover uma formação humana e emancipadora, ele passa a ser concebido, nas políticas educacionais hegemônicas, como treinamento para a adequação ao mercado. Para garantir tal finalidade, impõe-se um modelo de controle do trabalho docente, buscando regular sua prática pedagógica por meio de mecanismos de padronização, vigilância e mensuração.</p>
            <p>É nesse contexto que a tecnologia se insere como instrumento contraditório: enquanto poderia potencializar metodologias ativas e significativas, é apropriada por uma racionalidade gerencialista que transforma plataformas digitais em ferramentas de padronização e controle. O caso da SEED-PR revela essa contradição de forma exemplar, ao institucionalizar o uso compulsório de aplicativos e plataformas digitais, articulados ao sistema Escola Total, que organiza os dados docentes e discentes em relatórios utilizados para acompanhamento sistemático da prática escolar. Esse processo expressa a subordinação do trabalho docente às exigências da lógica neoliberal, ao passo que compromete a autonomia profissional e esvazia o sentido formativo/humano da docência.</p>
            <p>Como possibilidade de continuidade deste estudo, indica-se a ampliação da análise sobre os efeitos desses mecanismos de controle nas escolas da rede estadual, bem como a escuta dos professores sobre suas experiências, resistências e formas de reapropriação crítica das tecnologias no cotidiano pedagógico.</p>
        </sec>
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            </fn>
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                <label>2</label>
                <p>Disponível em: <ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="https://www.cartacapital.com.br/politica/apagao-de-professores/">https://www.cartacapital.com.br/politica/apagao-de-professores/</ext-link>. Acesso em: 06 abr. 2025.</p>
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                    <comment>Uso obrigatório de apps em colégios gera impasse entre professores e governo do PR: “Transforma a escola em fábrica de números e índices”</comment>
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