Os espaços livres públicos de lazer e a caminhada recreativa de pessoas com 60 anos ou mais
DOI:
https://doi.org/10.24220/2318-0919v22e2025a12955Palavras-chave:
Áreas verdes urbanas, Caminhada, Espaços livres urbanos, IdososResumo
A atividade física regular apresenta-se como um elemento essencial para melhorar e manter a saúde mental e física dos idosos e sua prática está associada ao potencial dos espaços livres urbanos. No sentido de amparar decisões tanto de projeto quanto de gestão desses espaços urbanos para que sejam atrativos ao usufruto do idoso, o objetivo central deste artigo é avaliar a qualidade dos Espaços Livres Públicos de Lazer dos núcleos amostrais onde os idosos mais caminham e menos caminham para o lazer em Florianópolis. Os procedimentos metodológicos envolveram a observação sistemática desses espaços livres nos núcleos amostrais selecionados, na qual os atributos de qualidade para a caminhada no lazer da pessoa idosa, identificados a partir de uma revisão sistemática de literatura, foram quantificados. Os resultados demonstraram que nos núcleos amostrais onde o percentual de idosos que pratica atividade de caminhada é maior (entre 60% a 80% dos idosos caminham para o lazer), existem espaços com melhor qualidade, ou seja, que possuem uma maior quantidade de elementos infraestruturais que amparam a atividade neste grupo, se comparado aos núcleos amostrais onde os idosos menos caminham para o lazer (entre 0 a 20%). Com isso, entende-se que
as melhorias no planejamento e desenho urbano, pensando uma cidade mais humana e na escala do pedestre, irão promover um envelhecimento ativo e com qualidade de vida. Os investimentos em infraestrutura podem reduzir os gastos com saúde pública, retornando para a população através de uma cidade mais saudável e sustentável.
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