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				<journal-title>Oculum Ensaios</journal-title>
				<abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Oculum Ens.</abbrev-journal-title>
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			<issn pub-type="epub">2318-0919</issn>
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				<publisher-name>Pontifícia Universidade Católica de Campinas - Programa de Pós-Graduação em Urbanismo</publisher-name>
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			<article-id pub-id-type="doi">10.24220/2318-0919v22e2025a14861</article-id>
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					<subject>ORIGINAL</subject>
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				<article-title>Pluralidade e transgeracionalidade no ensino de projeto: uma escola de escolas</article-title>
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					<trans-title>Plurality and transgenerationality in project teaching: a school of schools</trans-title>
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						<given-names>Raul Teixeira</given-names>
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						<surname>Pradella</surname>
						<given-names>Décio Luiz Pinheiro</given-names>
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				<label>1</label>
				<institution content-type="original">Universidade de São Paulo, Instituto de Arquitetura e Urbanismo, Programa de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo. São Carlos, SP, Brasil.</institution>
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				<label>2</label>
				<institution content-type="original">Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas), Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, Programa de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo. Campinas, SP, Brasil.</institution>
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					<label>E-mail:</label>
					<email>rtpn2025@gmail.com</email>
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					<label>Editor:</label>
					<p><bold>Felipe de Souza Noto</bold></p>
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					<label>Conflito de interesses:</label>
					<p><bold>Não há ou houve nenhum conflito de interesse.</bold></p>
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					<label>Colaboração:</label>
					<p> Todos os autores colaboraram igualmente com a conceitualização, curadoria de dados, análise de dados, pesquisa, metodologia e redação.</p>
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			<pub-date date-type="pub" publication-format="electronic">
				<day>08</day>
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				<year>2025</year>
			</pub-date>
			<pub-date date-type="collection" publication-format="electronic">
				<year>2025</year>
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			<volume>22</volume>
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					<license-p>Este é um artigo publicado em acesso aberto sob uma licença Creative Commons</license-p>
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			<abstract>
				<title>Resumo</title>
				<p>Este artigo analisa a pluralidade de abordagens metodológicas e a transgeracionalidade no ensino de projeto na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Pontifícia Universidade Católica de Campinas, considerando sua trajetória histórica e as contribuições de diferentes gerações de docentes. Busca demonstrar, a partir da produção de um grupo de professores de projeto e tecnologia, como a pluralidade de procedimentos tornou-se uma marca do curso, evocando a ideia de uma Escola de Escolas. Adota, como método, uma revisão bibliográfica sobre o assunto, complementada por um ensaio fotográfico das obras citadas. Além disso, pretende preencher lacunas existentes sobre a arquitetura contemporânea campineira, além de estimular pesquisas futuras pautadas nos acervos de projeto de professores do curso de arquitetura e urbanismo da PUC-Campinas.</p>
			</abstract>
			<trans-abstract xml:lang="en">
				<title>Abstract</title>
				<p>This article analyzes the plurality of methodological approaches and transgenerationality in the teaching of design at the School of Architecture and Urbanism of the Pontifical Catholic University of Campinas, considering its historical trajectory and the contributions of different generations of teachers. It aims to demonstrate, based on the work of a group of project and technology professors, how the plurality of procedures became a hallmark of the course, evoking the idea of a School of Schools. The methodology includes a bibliographic review on the subject, complemented by a photographic essay of the cited works. Furthermore, it intends to fill existing gaps in contemporary architecture produced in Campinas, as well as, to stimulate future research based on the project collections of professors of the architecture and urbanism course at PUC-Campinas.</p>
			</trans-abstract>
			<kwd-group xml:lang="pt">
				<title>Palavras-chave:</title>
				<kwd>Arquitetura</kwd>
				<kwd>FAU-PUC-Campinas</kwd>
				<kwd>Pluralidade</kwd>
				<kwd>Transgeracionalidade.</kwd>
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				<title>Keywords:</title>
				<kwd>Architecture</kwd>
				<kwd>FAU-PUC-Campinas</kwd>
				<kwd>Plurality</kwd>
				<kwd>Transgenerationality.</kwd>
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		<sec sec-type="intro">
			<title>Introdução</title>
			<p>Há quem defenda que uma <italic>escola</italic> necessite de um <italic>espaço edificado</italic> que reforce suas intenções pedagógicas. Há quem pense que para se ter uma <italic>escola</italic>, seja suficiente o estabelecimento de uma <italic>atmosfera excepcional</italic> que favoreça o encontro e o ensino. E há quem pense que o encontro dessas duas hipóteses seja o <italic>plano ideal</italic>. Apesar disso e talvez, acima de tudo, uma <italic>escola</italic> parece se constituir na <italic>sinergia e envolvimento</italic> entre professores e estudantes e no estilhaçamento da clássica relação <italic>mestre-discípulo</italic>, em torno de uma <italic>proposta pedagógica</italic> com orientação <italic>transformadora</italic>.</p>
			<p>Antes da interiorização e expansão dos cursos de arquitetura e urbanismo por todo o Brasil, intensificada na virada dos anos 2000 (<xref ref-type="bibr" rid="B27">Monteiro, 2007</xref>), uma escola de arquitetura se destacou nacionalmente em período marcado por aposentadorias e mudanças importantes nos corpos docentes das principais instituições públicas do país. Com uma grade curricular abrangente e multidisciplinar, alimentada por uma visão holística e crítica da produção da arquitetura (<xref ref-type="bibr" rid="B35">Santos Junior, 2001</xref>), o curso da FAU PUC-Campinas, ou da <italic>Católica de Campinas</italic><xref ref-type="fn" rid="fn1"><sup>1</sup></xref>, estabeleceu um novo paradigma de ensino no país naquele período, a partir de um projeto pedagógico experimental e insurgente. A união de profissionais com larga experiência de projeto com teóricos críticos contumazes da arquitetura espetacular propagada no cenário internacional, estabeleceu um ambiente favorável de reflexão coletiva e <italic>transgeracional</italic>. Apoiada num tripé <italic>prático-teórico-técnico</italic>, a concepção curricular, já naquela altura, procurava cruzar saberes em favor de uma <italic>transdisciplinaridade</italic> tão perseguida atualmente em todos os cursos de arquitetura e urbanismo. O entrelaçar entre disciplinas teóricas com suporte prático (confecção de maquetes e redesenho de projetos), com disciplinas práticas com apoio teórico (resenhas de textos analíticos), e com disciplinas de ordem técnica com fundo <italic>antropobiossocial</italic> (construção de protótipos estruturais em canteiro experimental) colocava os estudantes <italic>frente a frente</italic> com o amplo e desafiador espectro do ofício arquitetônico.</p>
			<p>As pesquisas e interesses dos diferentes diretores da escola naquele período, com destaque para Wilson “Caracol” Ribeiro dos Santos Jr. e Ricardo Marques de Azevedo. impulsionaram a transversalidade e abrangência inovadora do currículo do curso, mantidas e atualizadas até os dias de hoje, mesmo em um ambiente desfavorável de extrema precarização sistemática do ensino superior particular no país.</p>
			<p>A mistura de docentes vindos da capital com arquitetos e urbanistas locais proporcionava ao curso uma rica fricção de ideias e formações. Marcantes foram algumas das primeiras aulas: o potencial de técnicas construtivas alternativas em contextos sociais vulneráveis<xref ref-type="fn" rid="fn2"><sup>2</sup></xref>, discussões sobre espraiamento, gentrificação e a desconstrução da paisagem das cidades<xref ref-type="fn" rid="fn3"><sup>3</sup></xref>, a identificação e transposição de poéticas procedimentais entre múltiplas disciplinas e a exploração do potencial estético do <italic>vazio</italic><xref ref-type="fn" rid="fn4"><sup>4</sup></xref>, a consciência do poder do desenho a mão livre<xref ref-type="fn" rid="fn5"><sup>5</sup></xref> no processo de pensar o projeto e o reconhecimento da proporção geométrica como <italic>tema central</italic> ao longo da história<xref ref-type="fn" rid="fn6"><sup>6</sup></xref> da arquitetura. Aulas magnas com palestras memoráveis de Paulo Mendes da Rocha, Brasil Arquitetura, Christian de Portzamparc e Jo Coenen, entre outros, atraíram ex-alunos e estudantes de todo Estado, com auditórios sempre lotados, no final dos anos 1990, período em que o curso alcançou o topo da lista de melhor faculdade de arquitetura do país. A revista <italic>Oculum</italic> e os grupos de pesquisa ligados aos múltiplos departamentos ajudavam a estabelecer um ambiente efusivo de investigação de toda multiplicidade da <italic>ars techné</italic>.</p>
		</sec>
		<sec sec-type="methods">
			<title>Procedimentos Metodológicos</title>
			<p>Para a elaboração deste artigo foi realizada uma revisão de literatura relacionada à formalização de processos de projeto adotados por teóricos estrangeiros e brasileiros que vê m sendo utilizados como suporte para o ensino contemporâneo de projeto. Também foram revistas e especuladas as principais bases metodológicas do ensino de projeto de arquitetura na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da PUC-Campinas. Em paralelo, foram recuperados os processos paradigmáticos de projeto dos arquitetos que representam as principais “escolas de arquitetura”, tentando encontrar tangências na produção dos professores de Campinas.</p>
			<p>Para tentar demonstrar essas afinidades e interesses, foram selecionados alguns projetos exemplares produzidos por um grupo de professores de projeto de gerações distintas da FAU-PUC-Campinas. Es ses professores selecionados trabalharam em conjunto, associados, ou em colaboração mútua, na docência ou na prática projetual. Ao longo do texto, são exploradas as premissas de projeto herdadas das principais “escolas de arquitetura” que permaneceram ao longo dos anos e que ultrapassaram preferências pessoais e geracionais, estabelecendo uma espécie de procedimento comum, plural e transgeracional.</p>
		</sec>
		<sec>
			<title>Fundamentação Teórica</title>
			<p>Apesar de não haver um consenso sobre os procedimentos projetuais que possam conduzir à produção de uma arquitetura de qualidade (<xref ref-type="bibr" rid="B23">Mahfuz, 2004</xref>), há uma série de pesquisas no Brasil que ensaiam hipóteses que tentam formalizar métodos ou processos que sirvam como suporte para solucionar projetos de arquitetura. <xref ref-type="bibr" rid="B17">Kowaltowski, Bianchi e Petreche (2011</xref>) aprofundaram-se nas hipóteses subjacentes aos processos criativos, estudando importantes autores internacionais como Broadbent, Kneller, Lawson, Cross e Gardner, ponderando sobre o balanço entre subjetividade e objetividade nas decisões de projeto. <xref ref-type="bibr" rid="B2">Andrade, Ruschel e Moreira (2011</xref>) analisaram a produção teórica mais recente de autores como Rowe, Kalay e Lawson, aprofundando-se na formalização de métodos para solucionar projetos, que, segundo os autores, poderiam ser divididos didaticamente em métodos de “Tentativa e Erro”, “Satisfação de restrições”, “Baseados em regras” e “Baseados em precedentes”.</p>
			<p>A esse amplo debate, <xref ref-type="bibr" rid="B24">Mahfuz (2017</xref>), <xref ref-type="bibr" rid="B33">Perrone (2014</xref>), <xref ref-type="bibr" rid="B1">Amorim (2014</xref>) e, mais recentemente, <xref ref-type="bibr" rid="B22">Maciel (2019</xref>) vêm adicionando mais camadas de conhecimento e de reflexão sobre o ensino e processos de projeto de arquitetura. A partir de suas experiências na docência em cursos de arquitetura, esses quatro arquitetos professores de projeto, respectivamente, ponderam sobre quatro fundamentos contemporâneos para a produção da arquitetura: a relevância do redesenho de projetos exemplares como meio de adquirir conhecimento específico sobre os principais aspectos da arquitetura; sobre a importância do desenho como ferramenta fundamental de ensaio e teste de hipóteses; sobre o diálogo entre volumetria, materialidade e concepção estrutural; e, por último, a respeito da flexibilidade, modularidade e industrialização como facilitadores de transformações nos projetos construídos. Em um mundo cada vez mais ágil e imprevisível, todas estas questões são de suma importância numa sala de aula de projeto.</p>
			<p>Muitas dessas hipóteses de sistematização de processos de projeto de arquitetura acabam, naturalmente, por serem baseadas em casos exemplares elaborados por arquitetos consagrados que vieram a se tornar referências projetuais universais e que foram muito utilizados como exemplo em sala de aula na FAU PUC-Campinas. É possível identificar em muitas destas hipóteses e formalizações metodológicas e nos discursos dos professores de projeto da Escola de Campinas a presença de conceitos contidos na produção de arquitetos como Louis Kahn (1901-1974), Álvaro Siza (1933), Richard Rogers (1933-2021), Norman Foster (1935), Renzo Piano (1937), Vilanova Artigas (1915-1985) e Oscar Niemeyer (1907-2012). A produção destes arquitetos supracitados teve tanto impacto internacional que acabou por ser transformada e cristalizada pela crítica especializada em abstrações paradigmáticas, exemplos filosófico-teórico-práticos da atividade arquitetônica, denominados e categorizados posteriormente como “escolas de arquitetura”.</p>
			<p>Louis Kahn, apoiado na observação e fusão de exemplos da arquitetura histórica e da arquitetura moderna organicista, elabora um meio de articulação do programa arquitetônico que coloca no centro dos projetos os espaços protagonistas e loca no perímetro da edificação os espaços auxiliares e secundários (circulações, banheiros, depósitos), cunhando a ideia já amplamente propagada de espaços servidos e servidores (<xref ref-type="bibr" rid="B20">Lobell, 2020</xref>). Esta inteligente articulação abre a possibilidade de transformação das atividades desempenhadas nos espaços principais sem a obrigação de mudanças estruturais importantes. Proporciona ampla flexibilidade e liberdade programática ao longo da vida útil da edificação, objetivo perseguido por muitos arquitetos contemporâneos, como demonstrado por <xref ref-type="bibr" rid="B22">Maciel (2019</xref>). Segundo <xref ref-type="bibr" rid="B16">Gillion et al. (2017</xref>, p. 8, tradução nossa), Kahn pode ser considerado o “pai espiritual da tradição arquitetônica em Penn”. Seria, portanto, o maior representante do <italic>modus operandi</italic> da “Escola da Pensilvania”.</p>
			<p>Oscar Niemeyer e Vilanova Artigas foram e continuam sendo importantes representantes de modos singulares de projetar, que acabaram por se propagar universalmente. Com o apoio de Lúcio Costa, Oscar inventaria uma arquitetura escultural intimamente relacionada com o território, paisagem e cultura luso-brasileira, que viria a ser categorizada pela crítica especializada como “Escola Carioca”, denominação dada para a produção dos arquitetos atuantes no Rio de Janeiro entre 1930 e 1960. Entrelaçou tradição local com vanguarda europeia - muxarabis e azulejos em obras laminares com planta livre (<xref ref-type="bibr" rid="B36">Serapião, 2016</xref>). Algumas décadas depois, Vilanova Artigas, a partir da observação da evolução da obra de Oscar e de Reidy, entre outros, iria radicalizar a ideia de concepção estrutural como protagonista da arquitetura. Com sua formação politécnica, desafiou a engenharia a realizar suas ideias cada vez mais engenhosas. Devido à originalidade da produção de Artigas e do grupo a sua volta, ganhou a denominação de “Escola paulista”. Questionada por alguns e adotada por outros tantos, esta categorização ainda desperta debates. Tem-se que suas principais buscas sejam a do avanço tecnológico na construção civil, em favor do ganho de autonomia do trabalhador no canteiro de obra, transformando o construtor em uma espécie de coautor da obra, com sua contribuição marcada nos materiais utilizados (<xref ref-type="bibr" rid="B11">Espallargas Gimemez, 2004</xref>). Há quem pense que no MAM (de 1952) de Reidy, já havia a semente do pensamento dos arquitetos de São Paulo.</p>
			<p>Fernando Távora e Álvaro Siza também realizarão uma rica fusão entre a arquitetura moderna internacional mais crítica e a arquitetura local portuguesa, com sensibilidade topográfica e cultural, adaptada circunstancialmente, caso a caso, a cada novo problema, paisagem e território. Serão reconhecidos pela utilização do desenho como instrumento essencial de projeto, em que as referências exemplares vão sendo redesenhadas e adaptadas a novos contextos até formalizar um projeto inteiramente novo e único. Álvaro Siza revelará admiração pela arquitetura de Oscar Niemeyer e Fernando Tavora compartilhará de muitos interesses de Lúcio Costa, como bem exposto por <xref ref-type="bibr" rid="B29">Felipe Noto (2007</xref>). Ao grupo em torno das ideias de Távora e Siza, denominou-se “Escola do Porto”. A “distinção entre as [escolas] de Lisboa e Porto há muito que deixou de ser pertinente na análise da arquitetura portuguesa”, de acordo <xref ref-type="bibr" rid="B15">Gomes (1994</xref>, p. 21, tradução nossa). Atualmente, é possível apontar que há uma “Escola portuguesa” de pensar a arquitetura, flexível e adaptável territorialmente.</p>
			<p>A arquitetura denominada <italic>high-tech</italic>, comumente associada à produção dos arquitetos Richard Rogers e Norman Foster, entre outros, acabou por se tornar outro paradigma projetual, em que a estrutura e a sua produção industrializada estão no centro das decisões de projeto. A inventividade destes arquitetos atravessou a fronteira da arquitetura, utilizando saberes do design e da mecânica para resolver projetos com menos material, resíduo e tempo, aprimorando a performance e desempenho no canteiro de obra e abrindo a possibilidade da construção de superfícies complexas com o apoio de softwares de alta precisão, como iluminado por Elza <xref ref-type="bibr" rid="B26">Miyasaka (2017</xref>). Colegas egressos da pós-graduação, Foster e Rogers elevaram a “Escola de Yale” ao patamar de exemplo paradigmático.</p>
		</sec>
		<sec sec-type="results|discussion">
			<title>Resultados e Discussão</title>
			<p>Com uma abordagem aberta às práticas locais e globais, o departamento de projeto formado até o final dos anos 1990 na Católica de Campinas procurou misturar criticamente o aprendizado com o legado dos arquitetos brasileiros à observação das experiências de profissionais consagrados estrangeiros.</p>
			<p>Toda a <italic>complexidade</italic> da arquitetura que pressupõe pensamento sistêmico, integrador e comprometido socialmente, expõe as principais preocupações de Wilson ‘Caracol’ Santos Jr., diretor da graduação do curso de Campinas entre 1991 e 1998, defensor obsessivo, ao lado de Arantes, de uma</p>
			<disp-quote>
				<p>recuperação da vocação pública da/o arquiteta/o e urbanista como profissional orientada/o para a defesa da cidade e da arquitetura como bem comum e direito de todas/os, como profissional generalista, com visão global dos processos de urbanização e inteligência sistêmica integradora de áreas, mantendo diálogo permanente com: cidadãs/ãos, usuárias/os e produtoras/es da cidade, suas entidades representativas e movimentos sociais (<xref ref-type="bibr" rid="B3">Arantes; Santos Junior, 2020</xref>, p. 60).</p>
			</disp-quote>
			<p>Em um mundo interconectado, sem espaço para respostas prontas, ou para práticas puramente instrumentais, ortodoxas, acríticas e alienadas, Ricardo Marques Azevedo e Araken Martinho, diretores do curso de arquitetura em momentos diferentes, entre meados dos anos 1980 até 2002, anteciparam questões contemporâneas, ensaiando uma escola com enfoque globalizador, holístico, flexível e adaptável, pronta para encarar a complexidade da vida (<xref ref-type="bibr" rid="B28">Morin, 1999</xref>), recusando métodos replicáveis ou codificáveis, uma “escola que rejeitava copiar projetos prontos com suas hegemonias, mas que se consentiu em confrontar visões de mundo diferentes, [...], análises que levavam a uma consciência crítica sobre as responsabilidades dessa escola” (<xref ref-type="bibr" rid="B5">Azevedo; Martinho, 2005</xref>, p. 11).</p>
			<p>A equipe docente da FAU-PUCC soube transitar de eventual “[...] curiosidade ingênua para a curiosidade epistemológica” (<xref ref-type="bibr" rid="B14">Freire, 2011</xref>, p. 38), pinçando estrategicamente e criticamente o que era mais relevante em cada abordagem. As inovações propostas por arquitetos e pensadores como Louis Kahn, Álvaro Siza, Buckminster Fuller, ou Renzo Piano seriam combinadas com procedimentos já introjetados de Niemeyer, Reidy, Artigas, Penteado, Lelé, Tozzi, Lefèvre e Ferro. Uma arquitetura que ensaiou <italic>tropicalizar criticamente</italic> soluções universais inteligentes de múltiplas “escolas de arquitetura” foi experimentada pelos arquitetos professores do departamento de projeto e tecnologia, marcando “[...] a pluralidade que sempre foi própria ao jeito de ser escola da FAU-PUC-Campinas” (<xref ref-type="bibr" rid="B5">Azevedo; Martinho, 2005</xref>, p. 14).</p>
			<p>Quando se trata do assunto específico Escola de Arquitetura, o tema soa um tanto extemporâneo. Já é objeto de atenção, revisão e crítica há anos por textos carregados de erudição e profundidade, no caso de Portugal, por Jorge <xref ref-type="bibr" rid="B13">Figueira (2002</xref>) e no caso do Brasil, por Luis Espallargas Gimenez (2004). Entretanto, afastando os aspectos redutores, taxionômicos e catalográficos, há algumas conquistas e aprendizados dentro de cada uma dessas denominadas <italic>escolas de arquitetura</italic> que mantiveram até hoje sua validade e sua atemporalidade. O entrelace entre história, teoria e projeto de arquitetura, quando adotado na correta medida, potencializa a produção de artefatos conscientes do seu tempo. Toda a pesquisa sobre industrialização e pré-fabricação abriu espaço para novas tecnologias e materiais mais leves e com menos impacto no meio ambiente. Buscar nexos surpreendentes na arquitetura com a dança, música, escultura e pintura, quando arbitrado cuidadosamente, pode abrir novas possibilidades. Entender que a resposta ao problema arquitetônico já está, em grande parte, no próprio lugar, território, topografia, envoltória e natureza é revelador. Tomar a estrutura como um dos pontos de partida adianta processos e afasta erros. Neste sentido, talvez seja plausível apontar que a conexão entre arquitetura, teoria e história proposta pela Escola da <italic>Pensilvania</italic><xref ref-type="fn" rid="fn7"><sup>7</sup></xref>, as inovações tecnológicas dos egressos da Escola de <italic>Yale</italic><xref ref-type="fn" rid="fn8"><sup>8</sup></xref>, ou as estratégias <italic>beaux arts</italic> da Escola do <italic>Porto</italic><xref ref-type="fn" rid="fn9"><sup>9</sup></xref> (que mais tarde transforma-se em uma “Escola portuguesa”), ganhariam um contorno tropical, ao entrelaçar-se com procedimentos das denominadas Escolas Carioca e Paulista, transbordando para a paisagem das cidades do interior paulista, pelas mãos de alguns professores do curso de Campinas.</p>
			<sec>
				<title>Contribuições para a paisagem do interior paulista</title>
				<p>É inegável a contribuição dos professores de projeto e tecnologia da PUC-Campinas para a paisagem do interior de São Paulo. Roberto Leme (de 1943), formado na FAUUSP (1971) é o único professor de projeto com cinquenta anos de docência ainda em atividade na FAU-PUC-Campinas. Leme foi protagonista na cidade na produção de edifícios verticais multifamiliares e comerciais entre o final da década de 1990 e os dias atuais. Professor do curso desde a sua criação em 1974 (<xref ref-type="bibr" rid="B31">Pedro; Farah; Baesso, 2024</xref>), projetou uma série de prédios icônicos ao longo da Avenida Norte-Sul, eixo estruturador da cidade, com destaque para o <xref ref-type="fig" rid="f1">Edifício <italic>Toulon</italic> (de 2009)</xref>, que utiliza uma solução de fachada ventilada cerâmica equivalente a que o estúdio de Renzo Piano aplicara anos antes nos edifícios da <italic>Potsdamer Platz</italic> (1992-2000), em Berlim. No edifício <italic>Toulon</italic>, o escultural e o tecnológico se encontram. No âmbito acadêmico foi responsável por uma pesquisa de mestrado intitulada “Edifícios de habitação coletiva em Campinas e as manifestações da arquitetura moderna”, que faz um levantamento dos principais edifícios modernos construídos no período compreendido entre os anos de 1950 e 1964 (<xref ref-type="bibr" rid="B18">Leme, 2009</xref>).</p>
				<p>
					<fig id="f1">
						<label>Figura 1</label>
						<caption>
							<title>Edifício Toulon (2009), Leme e Victório, Campinas.</title>
						</caption>
						<graphic xlink:href="2318-0919-oculum-22-e2514861-gf1.jpg"/>
						<attrib>Fonte: Acervo dos autores (2024).</attrib>
					</fig>
				</p>
				<p>Vale mencionar que Roberto Leme teve uma relevante parceria de trabalho entre 1973 e 1989 com outro importante professor da FAU-PUC-Campinas: Ricardo Badaró (1945-2017). Formado na FAUUSP (1969), Badaró teve importante passagem pela gestão pública, tendo sido arquiteto da COHAB Campinas (1970-1974), Diretor municipal de Transportes (1983-85) e de Planejamento Urbano (1989-1990) e (2001-04). Foi em algumas ocasiões Diretor do curso de arquitetura, em que ingressou como professor em 1974 (<xref ref-type="bibr" rid="B31">Pedro; Farah; Baesso, 2024</xref>). Desta parceria entre Leme e Badaró, o <xref ref-type="fig" rid="f2">edifício Sada Jorge (de 1983)</xref>, segundo <xref ref-type="bibr" rid="B10">Dezan (2007</xref>), talvez seja um dos mais emblemáticos. É visível a pluralidade de referências, tendo Louis Kahn (1901-1974) como um dos arquitetos que guiaram a solução arquitetural. A circulação vertical concentrada na extremidade angulosa da quadra, a base estrutural com furo circular que economiza material e os volumes extrudados externamente na fachada, ao mesmo tempo que dialogam com o formato irregular do terreno e com edificações vizinhas, abrem todo o espaço interno da planta para uma utilização mais livre e flexível.</p>
				<p>
					<fig id="f2">
						<label>Figura 2</label>
						<caption>
							<title>Fotomontagem com fachada principal e posterior do Edifício Sada Jorge (1983), Leme e Badaró, Campinas.</title>
						</caption>
						<graphic xlink:href="2318-0919-oculum-22-e2514861-gf2.jpg"/>
						<attrib>Fonte: Acervo dos autores (2024).</attrib>
					</fig>
				</p>
				<p>Após a dissolução da colaboração com Leme, Badaró estabeleceu outra parceria de trabalho com o ex-aluno Caio de Souza Ferreira (de 1974), intercambista na Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto (FAUP) em 1997 e que passa a compor o corpo docente a partir de 2008. Essa parceria que mistura a experiência de Badaró às referências internacionais de Ferreira tem seu ápice no projeto para o <xref ref-type="fig" rid="f3">Terminal Intermodal de Passageiros de Campinas (2004-2008)</xref>, que contou com a colaboração de Ana Paula Pedro Trevisan (de 1981), docente desde 2013 e atual Diretora do curso de arquitetura e urbanismo e tutora do grupo de pesquisa PET. O Terminal Ramos de Azevedo pode ser considerado uma das mais importantes obras públicas construídas na cidade em décadas. Este projeto é o típico caso de arquitetura entendida como infraestrutura, em implantação sensível que procurou atender a complexa combinação e interação de transportes públicos, numa cidade com mais de um milhão de habitantes. Construída com peças pré-fabricadas desenhadas especificamente para o projeto, proporcionaram uma rápida montagem da obra.</p>
				<p>
					<fig id="f3">
						<label>Figura 3</label>
						<caption>
							<title>Fotomontagem com as fachadas do Terminal intermodal de passageiros (2004-08), Badaró e Ferreira, Campinas.</title>
						</caption>
						<graphic xlink:href="2318-0919-oculum-22-e2514861-gf3.jpg"/>
						<attrib>Fonte: Acervo dos autores (2024).</attrib>
					</fig>
				</p>
				<p>Situada ao lado da antiga Estação Central da Fepasa, o terminal dialoga com as estruturas dos pavilhões pré-existentes, com a intenção original de integração com a malha ferroviária pré-existente e com o futuro Trem de Alta Velocidade (TAV) até São Paulo. Mesmo incompleto, este Terminal pode ser considerado um projeto que sintetiza as principais diretrizes preconizadas pelos departamentos de projeto e tecnologia da Católica de Campinas.</p>
				<p>Badaró, academicamente, realizou pesquisa importante sobre as transformações territoriais na cidade de Campinas que culminou no livro “Campinas: o despertar da modernidade” (<xref ref-type="bibr" rid="B6">Badaró, 1996</xref>). <xref ref-type="bibr" rid="B12">Ferreira (2007</xref>) elaborou dissertação intitulada “O Processo de verticalização na cidade de Campinas: da gênese à Lei 640 de 1951”, no PPG da FAU-PUC-Campinas, preenchendo lacunas de pesquisas anteriores. Ana Paula Pedro defendeu tese (2011) na FAU USP, lançada em formato de livro (2014) com o título “A Ideia de Ordem: <italic>Symmetria e Decor nos Tratados de Filarete, Francesco di Giorgio e Cesare Cesariano</italic>”, demonstrando a importância do “[...] justo equilíbrio proporcional de todo o edifício” (<xref ref-type="bibr" rid="B30">Pedro, 2014</xref>, p. 27), proveniente das doutas aulas de professores como Mário D’Agostino (Maíque), Ricardo Marques, Abílio Guerra, Sophia Telles e Margareth da Silva Pereira.</p>
				<p>Com o fim da parceria de trabalho entre Badaró e Ferreira em 2014, este último seguirá produzindo com assumida influência portuguesa, no modo de implantar e de compor com simplicidade e engenhosidade o artefato arquitetônico. Uma demonstração está na <xref ref-type="fig" rid="f4">Microusina solar da PUC-Campinas (de 2016)</xref>: um exemplo de solução arquitetônica com propósito pedagógico e interdisciplinar. Com a cobertura em placas fotovoltaicas, é uma edificação que ilustra didaticamente o funcionamento de uma unidade de conversão de luminosidade em energia elétrica, alimentando até 31 salas de aula da própria instituição.</p>
				<p>
					<fig id="f4">
						<label>Figura 4</label>
						<caption>
							<title>Fotomontagem com as fachadas da Microusina solar da PUC-Campinas (2016), Caio Ferreira, Campinas.</title>
						</caption>
						<graphic xlink:href="2318-0919-oculum-22-e2514861-gf4.jpg"/>
						<attrib>Fonte: Acervo dos autores (2024).</attrib>
					</fig>
				</p>
			</sec>
			<sec>
				<title>O Prefeito Arquiteto e seus assessores</title>
				<p>Um capítulo especial na história do curso ocorre em 2000. Um sopro de esperança percorre Campinas, quando o arquiteto e professor Antônio da Costa Santos (1952-2001), o Toninho, vence as eleições municipais. Alunos, ex-alunos, e professores da instituição engajam-se na gestão liderada pelo Prefeito Toninho, que tinha como objetivo resolver os crescentes problemas da metrópole em um curto espaço de tempo, mas amparado em planejamento de longo prazo.</p>
				<p>Lamentavelmente, os planos de todos os envolvidos foram frustrados repentinamente com o inesperado assassinato de Toninho em 2001. Além de ser um professor extremamente técnico e carismático, era um ser humano que se preparou por toda uma vida para transformar a sua cidade. Um de seus feitos mais simbólicos foi a montagem do seu Gabinete executivo (em 2001) no Palácio dos Azulejos (de 1878), no coração do centro de Campinas. Este ato de devolver protagonismo à casa senhorial abandonada tinha o objetivo de irradiar a partir dali uma série de transformações e reabilitações no centro histórico degradado. Após a sua morte, o medo tomou conta da gestão de sua vice e o gabinete foi desfeito. Definitivamente, uma morte que até hoje é uma ferida aberta e dolorida na história da cidade.</p>
				<p>Ao lado de Ricardo Badaró, destacaram-se mais dois arquitetos e professores que assessoraram e participaram ativamente na gestão de Toninho/Izalene e que também deixaram marcas importantes na paisagem do interior paulista: Araken Martinho (1932) e Joaquim Caetano de Lima Filho (1958-2019). Arquitetos do fazer, com pouca produção acadêmica, apoiaram-se em sua longa experiência em projetos particulares e concursos.</p>
				<p>O primeiro, formado na FAUUSP (1956), professor desde 1975, diretor e vice-diretor do curso em diversas ocasiões (<xref ref-type="bibr" rid="B31">Pedro; Farah; Baesso, 2024</xref>), foi co-responsável pelo <italic>masterplan</italic> que reestruturou o campus I da Católica de Campinas no começo dos anos 2000, com uma série de projetos que, além de terem um caráter infraestrutural e de interconexão entre as diversas partes do polo universitário, surpreendem pela correta implantação e discreta solução volumétrica. Dentre estes edifícios, destaca-se o prédio elaborado para a <xref ref-type="fig" rid="f5">Faculdade de Arquitetura (2005-2006)</xref>, com colaboração de Roberto Leme.</p>
				<p>
					<fig id="f5">
						<label>Figura 5</label>
						<caption>
							<title>Fotomontagem com imagens do Prédio H14, sede da FAU-PUC-Campinas (2005-2006), Araken Martinho.</title>
						</caption>
						<graphic xlink:href="2318-0919-oculum-22-e2514861-gf5.jpg"/>
						<attrib>Fonte: Acervo dos autores (2024).</attrib>
					</fig>
				</p>
				<p>Nestes projetos para diversas edificações no campus I da PUC-Campinas, os percursos cobertos, a dosada proteção solar e a massa poeticamente perfurada lembram a arquitetura portuguesa, com destaque para Álvaro Siza, referência observada pela crítica Hayfa Sabbag na revista AU: “Na rápida avaliação de sua prática profissional não esconde que seus trabalhos atuais são, em parte, revisão dos anteriores. Atualmente, Álvaro Siza e seus surpreendentes eixos visuais atraem seu interesse” (<xref ref-type="bibr" rid="B34">Sabbag, 1989</xref>, p. 53).</p>
				<p>Outro projeto importante de Martinho e realizado anos antes é a <xref ref-type="fig" rid="f6">Prefeitura de Jundiaí (de 1988)</xref>, que marca a paisagem da cidade até os dias de hoje. Neste grande edifício público, o programa situado no perímetro da edificação abre espaço para um amplo átrio central iluminado por um teto de luz, miscigenando estratégias de Artigas e Kahn. As circulações verticais concentradas em volumes extrudados exteriormente criam pontos de atenção que convidam a adentrar o grande espaço de liberdade no interior do conjunto.</p>
				<p>Caetano de Lima, formado na Universidade de Mogi das Cruzes (em 1982), trabalhou com o arquiteto Décio Tozzi (de 1936), com quem estabeleceu longa parceria de projeto ao longo de quase toda a vida. Exímio desenhista e pintor autodidata, apaixonado por trens e cavalos, lecionou no curso de arquitetura em Campinas pouco depois de formado, tendo uma produção multidisciplinar. Foi fundador e presidente do núcleo regional do IAB em Campinas (1991-1995), Diretor de Planejamento e Urbanismo da Prefeitura Municipal de Jaguariúna (2011-2013), onde projetou uma série de edificações e infraestruturas, com destaque para a Ponte da Maria Fumaça (de 2008), que resolve a transposição da rodovia e ao mesmo tempo cria um marco na paisagem da cidade vizinha à Campinas.</p>
				<p>Ciente de que a produção para o mercado abria poucas chances de realizar a arquitetura que desejava, procurou os concursos como espaço de ensaio. Um dos seus diversos projetos premiados em concurso foi a Praça Arautos da Paz (de 2001), já bastante modificado. Uma das suas obras menos conhecidas e mais conservadas em Campinas é o atemporal <xref ref-type="fig" rid="f7">Edifício Dona Lídia (1984-1985)</xref>, que atualiza procedimentos projetuais e construtivos da chamada <italic>escola paulista</italic>.</p>
				<p>
					<fig id="f6">
						<label>Figura 6</label>
						<caption>
							<title>Fotomontagem com a fachada e átrio central da Prefeitura de Jundiaí (1988), Araken Martinho.</title>
						</caption>
						<graphic xlink:href="2318-0919-oculum-22-e2514861-gf6.jpg"/>
						<attrib>Fonte: Acervo dos autores (2024).</attrib>
					</fig>
				</p>
				<p>
					<fig id="f7">
						<label>Figura 7</label>
						<caption>
							<title>Edif. D. Lídia (1984-85), Campinas, Caetano de Lima.</title>
						</caption>
						<graphic xlink:href="2318-0919-oculum-22-e2514861-gf7.jpg"/>
						<attrib>Fonte: Acervo dos autores (2024).</attrib>
					</fig>
				</p>
				<p>Tratando-se de construção, é importante lembrar de Vitor Lotufo (de 1945) e João Marcos de Almeida Lopes (de 1959). Com pesquisas comuns relacionadas à tecnologia da construção, transformaram um extenso platô desocupado no centro do campus I em um canteiro experimental que foi referência no ensino de arquitetura no país. Puderam colocar em prática em Campinas as experiências que tiveram nos Laboratórios Extracurriculares da Faculdade de Belas Artes de São Paulo (FESBAP) no meio dos anos 1980, segundo <xref ref-type="bibr" rid="B37">Souza (2023</xref>). Entre teoria e prática no canteiro, apresentaram aos estudantes estratégias e técnicas que poderiam reduzir sensivelmente os custos e impactos ambientais da produção do artefato arquitetônico. Apoiados nas inovações tecnológicas de Buckminster Fuller<xref ref-type="fn" rid="fn10"><sup>10</sup></xref> (1895-1983) e nas meditações de Sérgio Ferro (de 1938) e Rodrigo Lefèvre (1938-1984) do grupo Arquitetura Nova (<xref ref-type="bibr" rid="B7">Carranza; Carranza, 2010</xref>), direcionaram o olhar dos estudantes para os meios racionalizados de produção. Lopes é fundador da USINA, grupo formado em 1990 com foco na Assessoria e Assistência Técnica para habitação popular (<xref ref-type="bibr" rid="B9">Constante; Vilaça, 2015</xref>). Proporcionou uma visão nua e crua da arquitetura de interesse social, através da visita técnica que proporcionou à obra da COPROMO (1990-98) em Osasco, ainda em construção em 1997.</p>
			</sec>
			<sec>
				<title>Frutos das sementes plantadas</title>
				<p>As sementes plantadas por esses mestres podem ser percebidas na produção dos seus sucessores docentes na Faculdade de Arquitetura da PUC-Campinas atualmente. Destacam-se dois professores que passam a fazer parte do corpo docente na década de 2010: Fabio Boretti Netto de Araújo (de 1979) e Luís Amaral Pereira Pinto (de 1979), que prolongam o aprendizado que tiveram no curso, com abordagens contemporâneas. É possível inferir que Araújo ocupou o espaço na disciplina de “Materiais e técnicas construtivas” deixado por João Marcos (que se transferiu para o IAU USP em São Carlos) e Pereira Pinto passou a atuar nas disciplinas de Projeto, em lacuna aberta pelo falecimento precoce de Toninho.</p>
				<p>Academicamente, Araújo e Pereira Pinto explicitam sua preocupação com as diversas escalas da cidade, em suas dissertações de mestrado defendidas no próprio PPG da PUC-Campinas, nomeadas, respectivamente: “Participação Popular e a Construção do Espaço Público” (<xref ref-type="bibr" rid="B4">Araujo, 2007</xref>) e “As Escalas Da Cidade: A obra de Gilberto Pascoal na cidade de Campinas” (<xref ref-type="bibr" rid="B32">Pereira Pinto, 2013</xref>). Pereira Pinto acumula ainda a função de vice-diretor do curso, empenhando-se nos últimos anos, em organizar palestras de egressos, para demonstrar aos novos estudantes a qualidade da produção de alguns ex-alunos.</p>
				<p>Vale destacar que Araújo e Pereira Pinto, ao lado de Bernardo Telles, receberam menção honrosa no projeto para o Concurso internacional para o <xref ref-type="fig" rid="f9">Museu Exploratório de Ciências (em 2009)</xref>, em Campinas. Com aparente simplicidade, instalam o complexo programa no contexto topográfico desfavorável oferecido pelo edital do certame. Agrupam e concentram as atividades em poucos volumes, abrindo generoso espaço público no térreo.</p>
				<p>Na <xref ref-type="fig" rid="f8">Casa em Campinas (de 2014)</xref>, Araújo e Pereira Pinto entrelaçam técnica construtiva com poética espacial: sistema estrutural misto com abóbada de tijolos sobre superestrutura de concreto armado como suporte para a liberdade do vazio central, que permeia todo o centro da casa e que flexibiliza sua utilização. Matéria e Vazio se misturam paradoxalmente e sem constrangimento: ética construtiva e liberdade de uso podem e devem conviver harmonicamente.</p>
				<p>Foi possível participar de algumas bancas finais de Trabalho final de Graduação (TFG) de orientandos de Araújo e Pereira Pinto recentemente e o resultado de grande parte dos trabalhos é gratificante: a pluralidade, marca da escola, continua presente, mas transformada e atualizada. As soluções são únicas, adaptadas aos desafios de cada lugar selecionado e o emprego da tecnologia</p>
				<p>
					<fig id="f8">
						<label>Figura 8</label>
						<caption>
							<title>Fotomontagem com fachada e interior da Casa em Campinas (2014), Araújo + Pereira Pinto.</title>
						</caption>
						<graphic xlink:href="2318-0919-oculum-22-e2514861-gf8.jpg"/>
						<attrib>Fonte: Atelier Comum. Disponível em: <ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="https://www.ateliecomum.com/residencia-campinas-2014">https://www.ateliecomum.com/residencia-campinas-2014</ext-link>. Acesso: jun. 2024.</attrib>
					</fig>
				</p>
				<p>e de materiais sustentáveis permeia todos os trabalhos, confirmando os objetivos da instituição expostos pelo professor e ex-diretor do curso Fábio Muzetti em texto sobre o tema: “[...] além das questões técnicas, acreditamos estar formando bons cidadãos para os próximos anos de nossa escola e das nossas cidades” (<xref ref-type="bibr" rid="B31">Pedro; Farah; Baesso, 2024</xref>, p. 231).</p>
				<p>
					<fig id="f9">
						<label>Figura 9</label>
						<caption>
							<title>Fotomontagem com Perspectiva de Proposta para o Concurso do Museu Exploratório de Ciências da Unicamp (2009).</title>
						</caption>
						<alt-text>Nota: equipe de autores Araújo, Pereira Pinto e Telles (superior) e Perspectiva de Proposta para o Concurso do Paço Municipal de Várzea Paulista (2012), equipe de autores Badaró, Ferreira, Araújo, Pereira Pinto, Telles e Merten (inferior).</alt-text>
						<graphic xlink:href="2318-0919-oculum-22-e2514861-gf9.jpg"/>
						<attrib>Fonte: Atelier Comum. Disponível em: <ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="https://www.ateliecomum.com/museu-unicamp">https://www.ateliecomum.com/museu-unicamp</ext-link>. Acesso: jun. 2024.</attrib>
					</fig>
				</p>
			</sec>
			<sec>
				<title>Transgeracionalidade</title>
				<p>O projeto elaborado para o Concurso para o Paço Municipal de Várzea Paulista (em 2012) parece ser exemplar da síntese transgeracional que foi sendo constituída pela cumplicidade mestre-discípulo-mestre ao longo do tempo no curso de arquitetura da Católica de Campinas.</p>
				<p>A equipe formada pelos professores Ricardo Badaró, Caio Ferreira, Fábio Boretti de Araújo e Luís Amaral Pereira Pinto (com apoio de Bernardo Telles e Frederik Merten), entrelaça as experiências de todos os integrantes em projetos anteriores, em favor de uma solução nova e única, indivisível, mas também transformadora do contexto. O programa é concentrado em poucas edificações, abrindo espaço para uma grande praça cívica de acesso ao conjunto. A solução adotada para a edificação principal refina procedimentos utilizados anteriormente por membros da equipe, aumentando a porosidade da face principal, sem perda de proteção solar, garantida pelos brises, balanços e projeções da cobertura e fechamentos perimetrais. Este projeto demonstra a maturidade e continuidade da proposta pedagógica do curso, na perpetuação da <italic>pluralidade e dialogia</italic> entre liberdade e rigor, poética e técnica, sintetizando os procedimentos para solução de um projeto de arquitetura, que poderiam ser condensados e formalizados a partir do <xref ref-type="fig" rid="f10">diagrama</xref> a seguir:</p>
				<p>
					<fig id="f10">
						<label>Figura 10</label>
						<caption>
							<title>Diagrama síntese de procedimentos de projeto.</title>
						</caption>
						<graphic xlink:href="2318-0919-oculum-22-e2514861-gf10.jpg"/>
						<attrib>Fonte: Elaborada pelos autores (2025).</attrib>
					</fig>
				</p>
			</sec>
		</sec>
		<sec sec-type="conclusions">
			<title>Considerações Finais</title>
			<p>É possível perceber, a partir da análise das obras destacadas ao longo deste texto, que há uma continuidade entre as gerações de professores no curso de arquitetura da Católica de Campinas, no campo projetual. Nota-se que as sementes plantadas por Badaró, Leme, Martinho, Toninho, Caetano, Lotufo e Lopes no campo do projeto de arquitetura e tecnologia, produziram frutos que são evidentes na arquitetura de Caio Ferreira, Fábio Boretti de Araújo e Luís Amaral Pereira Pinto. Paralelamente, Ana Paula Pedro perpetua dialogicamente a pluralidade e rigor na gestão do curso, honrando o legado de seus antecessores Martinho, Badaró, Marques, Wilson “Caracol” e Muzetti. Ainda é possível verificar nos projetos selecionados as premissas projetuais dos arquitetos representantes das grandes “escolas de arquitetura”: no uso dos espaços servidos e servidores, na utilização da alta tecnologia, na harmonização com o contexto, território e paisagem, no arrojo estrutural pensado em sinergia com a materialidade e volumetria.</p>
			<p>Em um contexto de precarização acelerada e de redução sistemática das grades curriculares dos cursos particulares de arquitetura e urbanismo em todo o Brasil, a <italic>Católica de Campinas</italic> acaba por se tornar uma ilha de resistência. Em um ambiente em que “[n]inguém ensina certas coisas, mas devia” (<xref ref-type="bibr" rid="B38">Tavares, 2023</xref>, p. 61), a manutenção da qualidade do Projeto Pedagógico do Curso (PPC), adaptado e atualizado aos problemas atuais, e a conservação do curso em período integral, continuam sendo cruciais e transparecem na qualidade da produção dos novos egressos. O cuidado com os meios racionalizados de produzir as obras, no emprego de soluções estruturais inteligentes e pré-fabricadas poupadoras do meio ambiente e a adoção de práticas flexíveis e adaptadas a cada nova demanda, valendo-se criticamente de tudo o que foi aprendido com todas as escolas de arquitetura exemplares, sem preconceitos: talvez isto torne plausível e retire o exagero da denominação <italic>Escola de Escolas</italic>. Ou, ainda, conscientize o corpo docente de suas extraordinárias conquistas e do estabelecimento orgânico, sincero, gradual e natural, ao longo desses cinquenta anos de existência, de uma autêntica <italic>Escola de Campinas</italic>.</p>
		</sec>
	</body>
	<back>
		<ref-list>
			<title>Referências</title>
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				<element-citation publication-type="book">
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							<surname>Amorim</surname>
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					<chapter-title>Diálogos entre forma arquitetônica e sua concepção estrutural</chapter-title>
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				<mixed-citation>Pereira Pinto, L. A. <italic>As Escalas Da Cidade</italic>: A obra de Gilberto Pascoal na cidade de Campinas. 2013. Dissertação (Mestrado em Urbanismo) - Pontifícia Universidade Católica de Campinas, Campinas, 2013.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="thesis">
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							<surname>Pereira Pinto</surname>
							<given-names>L. A</given-names>
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					<source><italic>As Escalas Da Cidade</italic>: A obra de Gilberto Pascoal na cidade de Campinas</source>
					<year>2013</year>
					<comment content-type="degree">Dissertação (Mestrado em Urbanismo)</comment>
					<publisher-name>Pontifícia Universidade Católica de Campinas</publisher-name>
					<publisher-loc>Campinas</publisher-loc>
				</element-citation>
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			<ref id="B33">
				<mixed-citation>Perrone, R. Desenho e Projeto. In: Perrone, R.; Vargas, H. (org.). <italic>Fundamentos de projeto</italic>: arquitetura e urbanismo. São Paulo: Edusp , 2014.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="book">
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							<surname>Perrone</surname>
							<given-names>R</given-names>
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					<chapter-title>Desenho e Projeto</chapter-title>
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							<surname>Perrone</surname>
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							<surname>Vargas</surname>
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					<source><italic>Fundamentos de projeto</italic>: arquitetura e urbanismo</source>
					<publisher-loc>São Paulo</publisher-loc>
					<publisher-name>Edusp</publisher-name>
					<year>2014</year>
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			<ref id="B34">
				<mixed-citation>Sabbag, H. Uma Prefeitura à vista de todos. <italic>Revista AU</italic>, ano 5, n. 26, p. 48-53, 1989.</mixed-citation>
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							<surname>Sabbag</surname>
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					<article-title>Uma Prefeitura à vista de todos</article-title>
					<source>Revista AU</source>
					<volume>5</volume>
					<issue>26</issue>
					<fpage>48</fpage>
					<lpage>53</lpage>
					<year>1989</year>
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			<ref id="B35">
				<mixed-citation>Santos Junior, W. R. <italic>O currículo mínimo no ensino de arquitetura e urbanismo no Brasil</italic>: 1969-1994. 2001. Tese (Doutorado em Arquitetura e Urbanismo) - Universidade de São Paulo, São Paulo, 2001.</mixed-citation>
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							<surname>Santos</surname>
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					<source><italic>O currículo mínimo no ensino de arquitetura e urbanismo no Brasil</italic>: 1969-1994</source>
					<year>2001</year>
					<comment content-type="degree">Tese (Doutorado em Arquitetura e Urbanismo)</comment>
					<publisher-name>Universidade de São Paulo</publisher-name>
					<publisher-loc>São Paulo</publisher-loc>
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			<ref id="B36">
				<mixed-citation>Serapião, F. <italic>Escola Carioca</italic>: arquitetura moderna no Rio de Janeiro. São Paulo: Editora Monolito, 2016.</mixed-citation>
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							<surname>Serapião</surname>
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					<source><italic>Escola Carioca</italic>: arquitetura moderna no Rio de Janeiro</source>
					<publisher-loc>São Paulo</publisher-loc>
					<publisher-name>Editora Monolito</publisher-name>
					<year>2016</year>
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			<ref id="B37">
				<mixed-citation>Souza, L. R. <italic>A experiência extensionista no curso de arquitetura e urbanismo da USF</italic>: narrativas autobiográficas insurgentes. 2023. Tese (Doutorado em Educação) - Universidade São Francisco, Itatiba, 2023.</mixed-citation>
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							<surname>Souza</surname>
							<given-names>L. R</given-names>
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					<source><italic>A experiência extensionista no curso de arquitetura e urbanismo da USF</italic>: narrativas autobiográficas insurgentes</source>
					<year>2023</year>
					<comment content-type="degree">Tese (Doutorado em Educação)</comment>
					<publisher-name>Universidade São Francisco</publisher-name>
					<publisher-loc>Itatiba</publisher-loc>
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			<ref id="B38">
				<mixed-citation>Tavares, G. M. <italic>Dicionário de Artistas</italic>: breves notas. Porto Alegre: Dublinense, 2023.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="book">
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							<surname>Tavares</surname>
							<given-names>G. M</given-names>
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					<source><italic>Dicionário de Artistas</italic>: breves notas</source>
					<publisher-loc>Porto Alegre</publisher-loc>
					<publisher-name>Dublinense</publisher-name>
					<year>2023</year>
				</element-citation>
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		<fn-group>
			<fn fn-type="other" id="fn1">
				<label>1</label>
				<p>Em alusão à <italic>Católica de Valparaíso</italic> ou à <italic>Católica do Chile</italic> (Santiago), que foram e continuam sendo referências em experimentação no ensino da arquitetura na América do sul.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn2">
				<label>2</label>
				<p><italic>Ilha das Flores</italic>, curta de Jorge Furtado, foi exibido na primeira semana de aula, abrindo os olhos dos estudantes para a necessidade de novos meios de produção mais sustentáveis.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn3">
				<label>3</label>
				<p>Nas disciplinas de Urbanismo, a tomada de consciência sobre a importância do adensamento dos centros consolidados e os riscos do espraiamento sem planejamento das cidades pelos subúrbios rurais era central.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn4">
				<label>4</label>
				<p>Ensaiar traduções arquitetônicas das peças tridimensionais de <italic>Sol Lewitt</italic> ou da estrutura musical do <italic>Bolero de Ravel</italic> conscientizavam sobre os múltiplos e possíveis nexos interdisciplinares em Introdução ao Projeto e Desenho de Observação.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn5">
				<label>5</label>
				<p>O <italic>desenho a mão livre</italic> era preconizado em todas as disciplinas, sendo estimulado o uso da “mão que pensa” em todo processo de concepção até a apresentação dos trabalhos, até o sexto semestre.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn6">
				<label>6</label>
				<p>O rigor de proporção geométrica que perpassa toda a arquitetura, desde tempos imemoriais até a contemporaneidade, foi explorado com propriedade pelas diversas disciplinas de Teoria e História.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn7">
				<label>7</label>
				<p>A Escola de arquitetura da Pensilvania é reconhecida por ter tido como egresso e professor o arquiteto Louis Kahn. David DeLong, um dos biógrafos do arquiteto, credita a ele a criação da “arquitetura conectada com teoria e história” (<xref ref-type="bibr" rid="B25">Miller; Sepielli, 2001</xref>, não paginado, tradução nossa), algo estimulado por professores de teoria, história e projeto em Campinas.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn8">
				<label>8</label>
				<p>A Escola de arquitetura de Yale torna-se referência internacional a partir da experimentação de alguns de seus ex-alunos, com destaque para Norman Foster e Richard Rogers, expoentes do “<italic>movimento high-tech britânico</italic>”. Após a dissolução de sua parceria no <italic>Team 4</italic>, eles continuaram sua investigação em torno da industrialização e tecnologia da construção em colaboração com Buckminster Fuller e Renzo Piano (<xref ref-type="bibr" rid="B19">Leoni, 2011</xref>). Professores de diversos departamentos do curso de Campinas foram entusiastas da produção de Piano, Rogers, Foster e Fuller.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn9">
				<label>9</label>
				<p>A Escola do Porto, liderada por Távora e Siza, teve ampla influência sobre o ensino na Escola de Campinas, no uso do desenho à mão livre como ferramenta soberana no processo de projeto. “Foi com base na aceitação do princípio metodológico de que o desenho é um instrumento privilegiado no processo de projectar em arquitectura que se fundamentou a pedagogia do projecto na chamada <italic>escola do porto</italic> e foi isso que lhe conferiu a sua especificidade mais vincada” (<xref ref-type="bibr" rid="B8">Costa, 2007</xref>, p. 142).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn10">
				<label>10</label>
				<p>As experiencias inovadoras de <italic>Buckminster Fuller</italic> estão presentes no livro/ensaio “Geodésicas &amp; cia”, de autoria conjunta de Lopes e Lotufo (<xref ref-type="bibr" rid="B21">Lotufo; Lopes, 1981</xref>).</p>
			</fn>
		</fn-group>
		<fn-group>
			<fn fn-type="other" id="fn14">
				<label>Como citar este artigo/How to cite this article:</label>
				<p> Penteado Neto, R. T.; Pradella, D. L. P. Pluralidade e transgeracionalidade no ensino de projeto: uma escola de escolas. Oculum Ensaios, v. 22, e2514861, 2025. Doi: https://doi.org/10.24220/2318-0919v22e2025a14861</p>
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