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				<journal-title>Oculum Ensaios</journal-title>
				<abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Oculum Ens.</abbrev-journal-title>
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			<issn pub-type="epub">2318-0919</issn>
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				<publisher-name>Pontifícia Universidade Católica de Campinas - Programa de Pós-Graduação em Urbanismo</publisher-name>
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					<subject>RESENHA</subject>
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				<article-title>Mulheres, casas e cidades</article-title>
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					<trans-title>Women, houses and cities</trans-title>
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						<surname>Albuquerque</surname>
						<given-names>Luciana de Amorim</given-names>
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					<label>1</label>
					<institution content-type="original">Universidade Federal do Rio de Janeiro, Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, Programa de Pós-Graduação em Urbanismo. Rio de Janeiro, RJ, Brasil. </institution>
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					<label>E-mail:</label>
					<email>amorim.lu@gmail.com</email>
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					<label>Editora:</label>
					<p> Angélica Paraguai Donati</p>
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					<label>Conflito de interesses:</label>
					<p> Não há.</p>
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			</author-notes>
			<pub-date date-type="pub" publication-format="electronic">
				<day>08</day>
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				<year>2025</year>
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					<license-p>Este é um artigo publicado em acesso aberto sob uma licença Creative Commons</license-p>
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				<title>Resumo</title>
				<p>Resenha do livro “Mulheres, casas e cidades” escrito pela arquiteta e urbanista Zaida Muxí Martínez, especialista em urbanismo, arquitetura e gênero. A obra traz uma reflexão sobre o espaço doméstico e a sociedade de modo a propiciar a crítica às premissas e aos critérios científicos estabelecidos nos campos da arquitetura e do urbanismo. O gênero, como uma categoria analítica, é o cerne do livro e seus rebatimentos explicitam os papéis hierárquicos contidos nas relações sociais que conformam estes campos. A mulher, ou melhor, as figuras das arquitetas e suas produções, têm o protagonismo, ao serem revelados os seus trabalhos invisibilizados ao longo da história. O livro contribui para uma reparação histórica ao expor trabalhos imbuídos de respostas diferenciadas do pensamento predominante, trazendo novas referências e abordagens para a arquitetura e o urbanismo.</p>
			</abstract>
			<trans-abstract xml:lang="en">
				<title>Abstract</title>
				<p>Review of the book “Women, Houses and Cities” written by Zaida Muxí Martínez, an architect and urban planner and a specialist in urban planning, architecture, and gender. The work brings a reflection on domestic space and society in order to provide a critique of the premises and scientific criteria established in the fields of architecture and urban planning. Gender, as an analytical category, is the core of the book and its implications make explicit the hierarchical roles contained in the social relations that shape these fields. Women - or rather, the figures of female architects and their work - take center stage, as their previously invisible contributions are revealed throughout history. The book contributes to a current analysis, through works imbued with differentiated responses to the prevailing thought, bringing new references and approaches to architecture and urbanism.</p>
			</trans-abstract>
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				<title>Palavras-chave:</title>
				<kwd>Arquitetura</kwd>
				<kwd>Gênero</kwd>
				<kwd>Historiografia</kwd>
				<kwd>Urbanismo.</kwd>
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				<title>Keywords:</title>
				<kwd>Architecture</kwd>
				<kwd>Gender</kwd>
				<kwd>Historiography</kwd>
				<kwd>Urban planning.</kwd>
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		<sec>
			<title>Resenha</title>
			<disp-quote>
				<p>A ciência histórica não é mera reprodução do que aconteceu. Não poderia sê-lo, mesmo a partir de um ponto de vista estritamente pragmático, pela impossibilidade de conter a totalidade dos fatos, objetos e acontecimentos. Uma seleção é indispensável, ainda que apenas para reduzir a totalidade a uma dimensão compreensível. Em seguida virão a organização, as articulações, as valorizações, por meio das quais se tentará dotar de sentido o panorama traçado (<xref ref-type="bibr" rid="B6">Waisman, 2013</xref>, p. 3).</p>
			</disp-quote>
			<p>O livro “Mulheres, casas e cidades” é um significativo exemplar da produção intelectual de Zaida Muxí <xref ref-type="bibr" rid="B4">Martínez (2024</xref>), arquiteta formada pela Universidade de Buenos Aires e especialista em urbanismo, arquitetura e gênero. O livro foi publicado pela primeira vez em 2018 em Barcelona pela Editora dpr-barcelona e, após 6 anos, ganhou uma tradução em português pela editora Olhares.</p>
			<p>Por meio de um levantamento histórico, a obra traz uma reflexão sobre o espaço doméstico e a cidade, pautada nas dinâmicas hierárquicas contidas nas relações sociais que conformam os campos da arquitetura e do urbanismo. Metaforicamente, a casa significa o espaço privado e a cidade, o espaço público. Muxí coloca a cidade como uma continuação da casa, no sentido de estar impregnada dos “papéis de gênero, idade, classe, sexo e origem” que também são dados fora do ambiente privado, ou seja, na sociedade.</p>
			<p>O livro está posto dentro do debate de gênero, a partir da apreensão do termo como uma categoria analítica nas ciências sociais, conforme o pensamento de <xref ref-type="bibr" rid="B5">Scott (1995</xref>). Para a autora, o gênero como categoria analítica trata dos sistemas de relações sociais baseadas nas diferenças entre os sexos pautadas, fundamentalmente, em relações de poder. Lançar luz sobre este sistema de relações propicia a crítica às premissas e aos critérios científicos estabelecidos (<xref ref-type="bibr" rid="B5">Scott, 1995</xref>) e, no caso do livro em questão, são apresentadas novas apreensões a noções consolidadas na arquitetura e no urbanismo.</p>
			<p>A mulher, ou melhor, as figuras das arquitetas e suas produções, têm o protagonismo no livro. A autora fez um levantamento dessas personagens e das suas obras dentro do recorte temporal do século XV ao XXI, voltado para a Europa, o Reino Unido, os Estados Unidos da América e com alguns exemplos na América Latina, mais especificamente, da Argentina.</p>
			<p>É interessante apontar que há no livro uma quebra com uma historiografia hegemônica, primeiramente por ter como exemplos obras desenvolvidas por mulheres e por trazer obras que antecedem a definição da arquitetura enquanto campo de atuação profissional e enquanto um campo da ciência.</p>
			<p>É significativa também a forma como a autora retrata a atuação de mulheres no campo da filosofia, por exemplo, ou na crítica à condição do trabalhador na Inglaterra do século XIX, antes mesmo da apresentação da atuação das arquitetas. Com essa abordagem, Muxí traz um breve retrospecto, uma espécie de amostra de que, antes da atuação das arquitetas, outras mulheres já estavam empenhadas em exercer sua autonomia intelectual e sua posição no mundo.</p>
			<p>Os dados colhidos e apresentados no decorrer da obra são baseados no levantamento dos trabalhos das arquitetas e urbanistas, ao mesmo tempo em que são levantados aspectos das suas vidas privadas. Ao trazer a biografia das mulheres estudadas, é possível adentrar, com minúcia, na complexidade de suas vidas, em que o profissional e o pessoal andam imbricados. O cruzamento desses dados é fundamental para entender as limitações e as possibilidades às quais estas pessoas estiveram sujeitas.</p>
			<p>No argumento da autora, o trabalho das mulheres arquitetas está imbuído de respostas diferenciadas do pensamento predominante, uma vez que trazem outras demandas e outros questionamentos, em função do papel subalternizado que lhe é imposto na sociedade.</p>
			<p>Em um determinado momento do livro, Muxí chega a questionar qual seria o papel da arquitetura diante de uma perspectiva de gênero. Ela defende um contraponto à concepção que coloca a arquitetura como um manifesto, uma obra de arte, uma obra de grandes proporções, a partir da produção de arquitetura elaborada por mulheres, como aquela com o potencial de subverter esta lógica estabelecida, ao trazer outros valores, mais voltados para “a felicidade, o bem-estar e a igualdade”.</p>
			<p>O livro é um resgate, de modo a trazer à tona os trabalhos das arquitetas que, dentro da sociedade patriarcal, foram e ainda são invisibilizadas. Chama atenção o fato desta produção, até então encoberta, ter contribuído ao longo dos anos para o desenvolvimento da arquitetura e do urbanismo. Muxí atribui essa dinâmica à cultura de exaltar apenas um nome, deixando em evidência uma figura heroica e suprimindo toda uma coletividade, ao mesmo tempo que pretere figuras hierarquicamente subalternas.</p>
			<p>Em algumas passagens, onde são tratados aspectos biográficos, as mulheres citadas são colocadas dentro do espectro de uma elite social, dado a sua formação, assim como seus vínculos familiares, matrimoniais e sociais. A possibilidade de acesso à educação universitária e o ambiente ao qual pertenceram permitiu que conseguissem colaborar com o fazer arquitetônico. No entanto, a totalidade das mulheres envolve realidades diversas.</p>
			<p>
				<xref ref-type="bibr" rid="B2">Fraser (2022</xref>) defende que para tratar do gênero é também necessário trazer uma perspectiva de interseccionalidade, abordando questões de raça, de classe e de sexualidade, uma vez que discussões identitárias, tais como as de gênero, têm emergido a partir de reivindicações políticas e que o reconhecimento de determinados grupos de forma unilateral não é suficiente para solucionar injustiças, sendo necessário o reconhecimento de identidades combinado com política de igualdade social.</p>
			<p>As limitações materiais e de sobrevivência são expressões da injustiça e podem ser observadas em um mesmo grupo identitário, pensando que, para alguns de seus entes, a condição de vulnerabilidade é de maior grau, como é o caso de pessoas negras e pobres. Ampliar o olhar sobre um fenômeno a partir de outras camadas permite que outras realidades sejam consideradas e um horizonte em que pese relações sociais mais equilibradas se complexifica.</p>
			<p>Apesar da abordagem de raça não estar posta como objetivo na presente obra, ela também é dada diante do indicador da falta de acesso a qual estão sujeitas as mulheres negras dos territórios pesquisados no livro. No entanto, elas também têm sua parcela de contribuição. Felizmente, já há outros estudos e publicações desenvolvidos ou em desenvolvimento tratando do tema. É um exemplo o levantamento com 31 arquitetas negras precursoras e atuantes no início do século XX até a atualidade, publicado pelo Coletivo Arquitetas Invisíveis (<xref ref-type="bibr" rid="B1">Arquitetas Invisíveis, 2019</xref>).</p>
			<p>O livro contribui para uma análise atual e ratifica que é preciso, de fato, de um olhar histórico para compreender como relações de poder influenciaram a profissão da arquitetura. Além disso, o conteúdo apresentado permite entender quais direções a arquitetura e o urbanismo estão por percorrer no momento presente, através da reparação da memória e da reivindicação de um tempo presente com mais igualdade, ratificando valores na arquitetura até então escamoteados.</p>
			<p>O livro inspira exercícios para levantar dados sobre como a produção da arquitetura se deu e se dá em outras partes do globo. Sendo fundamental para compreender trajetórias, descobrir diferenças e semelhanças do ser arquiteta em outros eixos. Vale salientar que no Brasil, ainda no final dos anos 1990, Ana Gabriela Godinho Lima realizou uma pesquisa identificando a produção de arquitetas na América Latina, resultando na publicação de um <italic>e-book</italic>, em 2014, intitulado Arquitetas e Arquiteturas na América Latina do século XX (Lima, 2014).</p>
			<p>Esse trabalho dialoga com o livro de Muxí (<xref ref-type="bibr" rid="B4">Martinez, 2024</xref>), uma vez que os dois livros são como obras complementares, no sentido de ampliar o recorte espacial. Mesmo que Muxí traga significativas personagens argentinas, no livro de <xref ref-type="bibr" rid="B3">Lima a América Latina tem o destaque. Lima (2014</xref>), por sua vez, é enfática ao levar em consideração as consonâncias e as divergências de uma região tão diversa. Esse olhar acentua a importância da necessidade de uma abordagem crítica atenda aos diferentes contextos e diferentes dinâmicas sociais para a análise da arquitetura a partir da perspectiva de gênero.</p>
			<p>Ambos os livros falam da mesma problemática, ou seja, da trajetória silenciosa das mulheres na arquitetura. Os eixos temáticos nos dois livros esclarecem sobre o trabalho das arquitetas, no sentido de indicar em qual campo de atuação foi possível elas desenvolverem suas habilidades. No caso de Muxí há sempre um jogo entre o espaço privado e o público permeado por demandas da vida cotidiana impregnadas nos trabalhos apresentados (<xref ref-type="bibr" rid="B4">Martinez, 2024</xref>). Em <xref ref-type="bibr" rid="B3">Lima (2014</xref>), fica evidente o trabalho das arquitetas em atividades voltadas para o campo teórico, a arquitetura habitacional - seja pública ou privada - e a arquitetura para espaços coletivos. No geral, prevalece o viés de desenvolverem atividades tradicionalmente não tão exaltadas como a produção projetual, objeto de premiações em diversas escalas, tanto na nacional quanto na internacional, e de exposição em revistas.</p>
			<p>No final do livro, a autora relata um fato ocorrido em uma palestra ministrada por ela na faculdade de arquitetura. Após a sua apresentação, algumas estudantes fizeram indagações a respeito do desconhecimento que tinham sobre as arquitetas apresentadas na ocasião.</p>
			<p>Esse relato me fez lembrar de um fato semelhante na abertura do ano letivo em outra faculdade de arquitetura em que estive presente. No evento, foi ministrada uma palestra retratando o momento da construção do edifício sede da faculdade e pontuando o seu significado enquanto obra arquitetônica. Ao mesmo tempo, eram exaltados arquitetos, políticos e professores responsáveis pelo feito.</p>
			<p>A plateia era composta, majoritariamente, por estudantes mulheres e, quando tive a oportunidade de falar algumas palavras, as fiz diretamente a elas. Na verdade, fiz um convite para que, em meio à sequência de fotos composta por tantos senhores distintos, estas estudantes pensassem sobre qual arquitetura elas queriam fazer daquele momento em diante, uma vez que aquele local, a partir do primeiro dia de aula, estaria marcado pela presença delas ali e não mais por aquelas figuras do passado.</p>
			<p>Em arquitetura, sempre tomamos referências em busca de montar o nosso repertório, aquilo que dará suporte ao ato de projetar. Mas, para quem essas jovens estudantes vão olhar? Em qual fonte elas vão beber para se colocar no mundo? Sem dúvidas, o livro “Mulheres, casas e cidades” contribui para a formação desse repertório. Também é uma peça inspiradora para essas estudantes, assim como para qualquer outra arquiteta, por mostrar o tanto que já fizemos. Ao mesmo tempo, o livro instiga a mirar na nossa própria história, aquela que estamos dispostas a fazer.</p>
			<p>Esses dois relatos têm como pano de fundo a constatação que o gênero, enquanto categoria analítica, é um tema sensível em arquitetura. Seja pelas poucas abordagens sobre como as relações hierárquicas impostas na sociedade têm reflexos na produção de arquitetura, seja por visões de mundo menosprezadas e, fundamentalmente, pelo ofuscamento do trabalho de muitas. Ainda há um certo obscurantismo, sendo preciso buscar obras especializadas, como está aqui resenhada.</p>
			<p>O livro é uma contribuição nesse aspecto, uma vez que seus exemplos permitem lançar luz sobre novas referências - para além da reprodução de uma visão androcêntrica -, assim como também permitem ampliar novas abordagens em arquitetura e urbanismo, tomar a concepção do fazer arquitetônico como uma atividade coletiva, romper com dinâmicas que reforçam práticas opressoras na concepção de espaços e contribuir para um olhar da arquitetura voltado para grupos minoritários e para práticas inclusivas.</p>
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			<title>Referências</title>
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				<mixed-citation>Arquitetas invisíveis. Representatividade importa: conheça 31 arquitetas negras. <italic>ArchDaily</italic>, 2019. Disponível em: <comment>Disponível em: <ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="https://www.archdaily.com.br/br/891887/representatividade-importa-conheca-31-arquitetas-negras">https://www.archdaily.com.br/br/891887/representatividade-importa-conheca-31-arquitetas-negras</ext-link>
					</comment>. Acesso em: 22 fev. 2025.</mixed-citation>
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				<mixed-citation>Fraser, N. <italic>Justiça interrompida</italic>: reflexões críticas sobre a condição” pós-socialista”. São Paulo: Boitempo, 2022.</mixed-citation>
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				<mixed-citation>Lima, A. G. G. <italic>Arquitetas e arquiteturas na América Latina do século XX</italic>. São Paulo: Altamira Editorial, 2014. Disponível em: <comment>Disponível em: <ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="https://femininoeplural.wordpress.com/wp-content/uploads/2014/03/arquitetasalxx_final.pdf">https://femininoeplural.wordpress.com/wp-content/uploads/2014/03/arquitetasalxx_final.pdf</ext-link>
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				<mixed-citation>Martínez, Z. M. <italic>Mulheres, casas e cidades</italic>. São Paulo: Olhares, 2024.</mixed-citation>
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				<label>Como citar este artigo/How to cite this article:</label>
				<p> Albuquerque, L. A. Mulheres, casas e cidades. Oculum Ensaios, v. 22, e2514759, 2025. https://doi.org/10.24220/2318-0919v22e2025a14759</p>
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