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			<journal-id journal-id-type="publisher-id">oculum</journal-id>
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				<journal-title>Oculum Ensaios</journal-title>
				<abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Oculum Ens.</abbrev-journal-title>
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			<issn pub-type="epub">2318-0919</issn>
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				<publisher-name>Pontifícia Universidade Católica de Campinas - Programa de Pós-Graduação em Urbanismo</publisher-name>
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			<article-id pub-id-type="doi">10.24220/2318-0919v22e2025a13143</article-id>
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				<subj-group subj-group-type="heading">
					<subject>DOSSIÊ ENVELHECIMENTO, TERRITÓRIO E AMBIENTE</subject>
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				<article-title>Habitação multifamiliar vertical contemporânea: desafios frente às mudanças no perfil etário da população</article-title>
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					<trans-title>Contemporary vertical multifamily construction: challenges in the face of changes in the age profile of the population</trans-title>
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					<contrib-id contrib-id-type="orcid">0000-0001-6675-2596</contrib-id>
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						<surname>Bazzarella</surname>
						<given-names>Isabela Costa</given-names>
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						<surname>Ramos</surname>
						<given-names>Larissa Letícia Andara</given-names>
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				<label>1 </label>
				<institution content-type="original">Universidade Vila Velha, Programa de Pós-Graduação em Arquitetura e Cidade. Vila Velha, ES, Brasil.</institution>
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					<city>Vila Velha</city>
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				<label>2 </label>
				<institution content-type="original">Universidade Vila Velha, Curso de Graduação em Arquitetura e Urbanismo, Programa de Pós-Graduação em Arquitetura e Cidade. Vila Velha, ES, Brasil. </institution>
				<institution content-type="normalized">Universidade de Vila Velha</institution>
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			<author-notes>
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					<label>E-mail:</label>
					<email>larissa.ramos@uvv.br</email>
				</corresp>
				<fn fn-type="equal">
					<label>Colaboração:</label>
					<p> I. C. Bazzarella colaborou com o desenvolvimento e redação do artigo; revisão bibliográfica; levantamento dos dados; análise e interpretação dos dados obtidos; L. L. A. Ramos, colaborou com orientação da pesquisa; análise e interpretação dos dados obtidos, revisão e aprovação final do artigo.</p>
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				<fn fn-type="edited-by">
					<label>Editores:</label>
					<p> Alejandro Pérez e Patrícia Samora</p>
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				<fn fn-type="conflict">
					<label>Conflito de interesses:</label>
					<p> Não há conflitos de interesse na publicação do artigo.</p>
				</fn>
			</author-notes>
			<pub-date date-type="pub" publication-format="electronic">
				<day>06</day>
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				<year>2025</year>
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			<pub-date date-type="collection" publication-format="electronic">
				<year>2025</year>
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			<volume>22</volume>
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				<license license-type="open-access" xlink:href="https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/" xml:lang="pt">
					<license-p>Este é um artigo publicado em acesso aberto sob uma licença Creative Commons</license-p>
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			<abstract>
				<title>Resumo</title>
				<p>Esta pesquisa aborda o habitar na cidade contemporânea e a busca pelo envelhecimento ativo e saudável, temas que ganham notoriedade devido ao crescimento da população idosa e às preocupações com a qualidade arquitetônica e urbanística dos modos de morar contemporâneos. Tendo em vista tal cenário, especialmente o aumento da população de idosos jovens (aqueles entre 60 e 79 anos), questiona-se como os edifícios de apartamentos podem melhor atender aos anseios e necessidades desse público. Este artigo, portanto, reflete sobre os principais parâmetros de qualidade arquitetônica e urbanística que podem ser aplicados na habitação multifamiliar vertical contemporânea, considerando as demandas dos modos de morar dos jovens idosos capixabas. A pesquisa foi realizada em duas etapas metodológicas: a primeira, caracterizada pela revisão bibliográfica e documental; a segunda, pelo levantamento de dados e análise dos resultados, resultantes da aplicação de questionários com idosos e com o mercado imobiliário dos municípios de Vitória e Vila Velha, ES. Como resultado, compreende-se que parâmetros de qualidade ligados às escalas urbana, de implantação do edifício e da unidade habitacional devem ser considerados. Na escala urbana, o público em questão prioriza edifícios de apartamentos próximos a comércios, serviços, espaços de lazer e jardins para <italic>pets</italic>. Optam também por edifícios com elevadores, portaria física e áreas coletivas que facilitam a socialização e a segurança dos moradores. Já na escala da unidade habitacional, o dimensionamento adequado das áreas úmidas e o conforto térmico-acústico também foram ressaltados, sinalizando que adequações arquitetônicas e urbanísticas precisam ser incorporadas ao padrão do mercado imobiliário local.</p>
			</abstract>
			<trans-abstract xml:lang="en">
				<title>Abstract</title>
				<p>This research addresses the living in the contemporary city and the search for active and healthy aging, themes that gain notoriety due to the growth of the elderly population added to the concerns about the architectural and urban quality of contemporary ways of living. Considering such a scenario, especially the increase in the population of young elderly (between 60 and 79 years) in the state of Espírito Santo, it is questioned how apartment buildings can better meet the desires of this public. This article, therefore, reflects on the main parameters of architectural and urban quality that can be applied in contemporary vertical multifamily housing in view of the demands of the ways of living of the young elderly capixabas. The research was carried out in two methodological stages: the first: which was characterized by the bibliographical and documentary review; and the second: characterized by the data collection and analysis of the results, in which questionnaires were conducted with the elderly and the real estate market capixaba. As a result, it is understood that quality parameters related to urban scales, building and housing units must be considered. The public in question prioritizes apartment buildings located near shops, services, public leisure spaces and gardens for pets. They also opt for buildings with elevators, physical concierge and collective areas that facilitate socialization and security of residents. In the housing unit scale, the adequate dimensioning of the wet areas and the thermal-acoustic comfort of the project were also highlighted, signaling that architectural and urban adjustments need to be incorporated into the standard of the local real estate market.</p>
			</trans-abstract>
			<kwd-group xml:lang="pt">
				<title>Palavras-chave:</title>
				<kwd>Idosos Jovens</kwd>
				<kwd>Edifícios de Apartamentos</kwd>
				<kwd>Morar Contemporâneo</kwd>
				<kwd>População Idosa</kwd>
				<kwd>Envelhecimento ativo e saudável.</kwd>
			</kwd-group>
			<kwd-group xml:lang="en">
				<title>Keywords:</title>
				<kwd>Young Elderly</kwd>
				<kwd>Apartment Buildings</kwd>
				<kwd>Contemporary Living</kwd>
				<kwd>Elderly Population</kwd>
				<kwd>Active and healthy aging.</kwd>
			</kwd-group>
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		<sec sec-type="intro">
			<title>Introdução</title>
			<p>Conforme o Estatuto da Pessoa Idosa, Lei nº 10.741, de 1º de outubro de 2003 (<xref ref-type="bibr" rid="B5">Brasil, 2003</xref>), no Brasil, são consideradas idosas as pessoas com 60 anos ou mais. No entanto, tendo em vista as condições socioeconômicas que implicam em expectativas de vida diferentes entre as populações no mundo, a Organização Mundial da Saúde (OMS) considera pessoas idosas aquelas com mais de 65 anos - se essas residirem em países desenvolvidos - ou aquelas com 60 anos ou mais, se residirem em países em desenvolvimento (<xref ref-type="bibr" rid="B6">Camarano; Pasinato, 2004</xref>).</p>
			<p>Segundo dados da <xref ref-type="bibr" rid="B16">Organização das Nações Unidas (2019</xref>), estima-se que o número de pessoas idosas no mundo, com 60 anos ou mais, duplique até 2050 e triplique até 2100, passando de 962 milhões em 2017 para 2,1 bilhões em 2050 e 3,1 bilhões em 2100. Em 2022, a população global atingiu 7,98 bilhões de habitantes, sendo 1,1 bilhão de pessoas com 60 anos ou mais (representando 13,9% do total). Dentre essa parcela da população, o número de mulheres idosas chegou a 604,7 milhões, enquanto o número de homens alcançou 503,9 milhões, resultando em um superávit feminino (<xref ref-type="bibr" rid="B1">Alves, 2022</xref>).</p>
			<p>Ainda segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (<xref ref-type="bibr" rid="B10">Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, 2021</xref>), o número de mulheres no Brasil é superior ao de homens, com 48,9% de homens e 51,1% de mulheres. Entretanto, a distribuição por gênero muda quando comparada por grupos etários. Nos grupos dos mais jovens, existe uma maior proporção de homens; já no grupo de 25 a 29 anos, o contingente de homens e mulheres é similar. A partir dos 30 anos, o percentual de mulheres torna-se superior ao de homens (<xref ref-type="bibr" rid="B10">Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, 2021</xref>). Vê-se, pois, que em 2022, o número de mulheres brasileiras acima de 60 anos chegou a 17,6 milhões. Já o número de homens presentes no país alcançou 13,9 milhões de pessoas (<xref ref-type="bibr" rid="B1">Alves, 2022</xref>). Logo, dentre a população de idosos no Brasil, o percentual de mulheres se sobressai.</p>
			<p>Para <xref ref-type="bibr" rid="B15">Navarro, Costa e Lima (2015</xref>), idosos de diferentes faixas etárias podem comportar-se de diversas formas frente aos obstáculos do ambiente em que habitam. Para melhor compreender essa diferença, os autores subdividem esse público em dois grupos: “idosos longevos” e “idosos jovens”. Os “idosos longevos” são aqueles que apresentam 80 anos ou mais, enquanto os “idosos jovens” são aqueles com faixa etária compreendida entre 60 e 79 anos.</p>
			<p>Dentre os idosos, existe um percentual significativo na faixa etária de “idosos jovens” que merece atenção especial. De acordo com projeções e estimativas da população no Brasil e nas Unidades da Federação, realizadas pelo <xref ref-type="bibr" rid="B11">Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (2022</xref>), aproximadamente 13,57% dos cidadãos brasileiros podem ser considerados “idosos jovens”, ao passo que, dentre os “idosos longevos”, esse percentual gira em torno de 2,26%. No estado do Espírito Santo, cerca de 14,16% dos cidadãos capixabas podem ser considerados “idosos jovens”, enquanto os “idosos longevos” representam 2,31% dos habitantes. Percebe-se, portanto, que o percentual de cidadãos “idosos jovens” capixabas é representativo e próximo à quantidade desse público a nível nacional, diferenciando-se em apenas 0,59%.</p>
			<p>O crescimento da população de idosos, incentivado por avanços na qualidade de vida, nas tecnologias e por investimentos em saúde, faz com que seja necessário repensar questões sociais que envolvem essa população (<xref ref-type="bibr" rid="B22">Pinheiro; Areosa, 2019</xref>). O desenvolvimento de políticas públicas para a pessoa idosa tem sido destaque na agenda de organizações internacionais de saúde, com relação à proposição de diretrizes para nações que ainda precisam implantar programas sociais e assistenciais para atender às necessidades emergentes desse grupo populacional (<xref ref-type="bibr" rid="B7">Fernandes; Soares, 2012</xref>). Lançada em 2016 pela <xref ref-type="bibr" rid="B21">Organização Mundial da Saúde (2016</xref>), a Estratégia Global de Envelhecimento Saudável promove ambientes amigáveis aos idosos, sistemas de saúde alinhados às suas necessidades e a criação de sistemas sustentáveis de cuidados de longo prazo.</p>
			<p>A <xref ref-type="bibr" rid="B18">Organização Mundial da Saúde (2005</xref>) traz como um dos objetivos do envelhecimento ativo aumentar a expectativa de vida saudável e, ao mesmo tempo, proporcionar a qualidade de vida para os cidadãos que estão envelhecendo, igualmente as pessoas que são frágeis, incapacitadas fisicamente e que requerem maiores cuidados. Para a OMS (2005, p. 43), “[...] a meta deve ser assegurar padrões de vida adequados para as pessoas ao envelhecer, reconhecer e aproveitar suas habilidades e experiências e estimular uma transferência harmônica entre as gerações”.</p>
			<p>A Organização Mundial da Saúde considera o envelhecimento como um processo que começa já na fase adulta, no entanto, alguns estudos e políticas públicas identificam subfaixas etárias para definir o início desse processo, especialmente na faixa entre 50 e 59 anos, como uma fase de “pré-velhice” ou envelhecimento ativo (<xref ref-type="bibr" rid="B20">Organização Mundial da Saúde, 2015</xref>). Isso é relevante para as políticas de saúde e de trabalho, que reconhecem que mudanças biológicas, sociais e psicológicas do envelhecimento podem começar a ocorrer antes dos 60 anos, preparando essa faixa etária para um envelhecimento saudável (<xref ref-type="bibr" rid="B12">Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, 2010</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B13">Ministério da Saúde, 2005</xref>).</p>
			<p>Ambientes físicos adequados às necessidades especificas da idade podem representar a diferença entre a independência e a dependência para todos, mas principalmente para aqueles em processo de envelhecimento (<xref ref-type="bibr" rid="B18">Organização Mundial da Saúde, 2005</xref>). A mobilidade ativa dos idosos, em especial a caminhabilidade no meio urbano, é fundamental para o envelhecimento ativo e saudável, constituindo um determinante da saúde individual, do acesso aos serviços urbanos e da interação social (<xref ref-type="bibr" rid="B4">Bonatto; Alves, 2022</xref>). Logo, em um cenário em que se busca o envelhecimento ativo e saudável, a qualidade arquitetônica e urbanística da habitação vai além da simples função de abrigar o indivíduo, evidencia a responsabilidade de se projetar ambientes apropriados tanto na escala do edifício e da unidade habitacional, quanto na escala urbana (<xref ref-type="bibr" rid="B8">Ferreira et al., 2012</xref>), levando em consideração as gerações atuais e àquelas futuras que experienciarão o envelhecer.</p>
			<p>É necessário ressaltar que morar em habitações multifamiliares verticais, conhecida popularmente como edifícios de apartamentos, tem sido uma escolha frequente para os habitantes das metrópoles brasileiras, em especial àquelas próximas ao litoral, que vivenciam uma valorização imobiliária crescente próxima a orla, como ocorre nas cidades de Vila Velha e Vitória, situadas no estado Espírito Santo, Brasil. Entre os motivos dessa decisão, destacam-se a segurança, a localização, a praticidade e a concentração de serviços que aparecem associados a modalidade habitacional (<xref ref-type="bibr" rid="B25">Villa, 2020</xref>). O edifício multifamiliar vertical é uma das principais tipologias habitacionais existentes nas cidades, tanto no Brasil, como no mundo. Apenas durante a década de 1990, essa tipologia habitacional consolidou-se como alternativa crescente e acessível a diferentes classes sociais no Brasil (<xref ref-type="bibr" rid="B24">Villa, 2008</xref>).</p>
			<p>No Brasil, observa-se que os edifícios de apartamentos se tornaram a realidade de muitos cidadãos brasileiros, não apenas nas grandes metrópoles, mas também naquelas de médio porte. Segundo <xref ref-type="bibr" rid="B8">Ferreira et al. (2012</xref>), a produção habitacional no Brasil, historicamente, priorizou a unidade habitacional em detrimento da qualidade urbana onde estava inserida. A perspectiva da “casa própria” alimentava os sonhos da classe média, assim como os apartamentos de alto padrão, em luxuosos condomínios nos bairros nobres, era o modelo para os mais abastados (Ferreira et al., 2012). O produto recente do mercado imobiliário continua sendo caracterizado, em grande parte, por projetos padronizados, repetindo-se uma única proposta de organização espacial: unidades compartimentadas, fundamentadas no modelo tripartido oitocentista - no qual setoriza a habitação em área social, íntima e de serviços (<xref ref-type="bibr" rid="B24">Villa, 2008</xref>).</p>
			<p>Tendo em vista o cenário de envelhecimento populacional, em especial o aumento da população de “idosos jovens” no Brasil e no estado do Espírito Santo, questiona-se: como as habitações multifamiliares verticais podem melhor atender ao perfil e anseios dos “idosos jovens” e como podem contribuir para um envelhecimento populacional mais ativo e saudável? Nesse sentido, este que artigo discute parâmetros de qualidade arquitetônica e urbanística, aplicáveis em edifícios de apartamento, tendo em vista os novos modos de morar das pessoas idosas, em especial do grupo de “idosos jovens”. A pesquisa, desenvolvido no âmbito do mestrado em Arquitetura e Urbanismo, além de estimular estudos sobre o tema, visa auxiliar arquitetos e empreendedores da construção civil no desenvolvimento de projetos arquitetônicos e urbanísticos de habitações multifamiliares verticais mais inclusivos ao público idoso.</p>
		</sec>
		<sec sec-type="methods">
			<title>Procedimentos Metodológicos</title>
			<p>Trata-se de uma pesquisa de natureza aplicada, de abordagem quantitativa e qualitativa, com objetivos exploratórios e descritivos, cujo objeto de análise é fonte direta para coleta de dados e a interpretação dos resultados. As atividades desenvolvidas definiram-se em duas etapas metodológicas, são elas: (1) Revisão bibliográfica e documental; (2) Levantamento e Análise de dados. A <xref ref-type="table" rid="t1">Tabela 1</xref>, a seguir, relaciona os procedimentos adotados na pesquisa com as etapas metodológicas.</p>
			<p>
				<table-wrap id="t1">
					<label>Tabela 1</label>
					<caption>
						<title>Objetivos e Procedimentos x Etapas Metodológicas.</title>
					</caption>
					<table style="width:100%; border-collapse: collapse ; border-top:2px solid black; border-bottom:2px solid black">
						<tbody>
							<tr style="border-bottom:2px solid black">
								<td align="left">Etapa Metodológica</td>
								<td align="center">Procedimentos Adotados</td>
							</tr>
							<tr style="border-bottom:1px solid black">
								<td align="left">1ª Etapa: Revisão bibliográfica e documental</td>
								<td align="center">Pesquisa bibliográfica e documental</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="left">2ª Etapa: Levantamento de dados e Análises</td>
								<td align="center">Pesquisa bibliográfica e documental; Aplicação dos questionários</td>
							</tr>
						</tbody>
					</table>
					<table-wrap-foot>
						<fn>
							<p>Fonte: Elaborado pela autora, 2024.</p>
						</fn>
					</table-wrap-foot>
				</table-wrap>
			</p>
			<p>A primeira etapa, destinou-se à revisão bibliográfica e documental que fundamentou a pesquisa e norteou as decisões de análise. Aprofundou-se sobre o cenário de envelhecimento populacional, a fim de compreender o contexto atual das mudanças do perfil etário da população brasileira e capixaba. Buscou-se também, entender o conceito de envelhecimento ativo e saudável e as inter-relações com os modos de morar na cidade contemporânea. Ainda nesta etapa, fez-se necessário evidenciar um breve panorama da habitação multifamiliar vertical no Brasil, a partir do século XX, para compreender as mudanças da produção de habitações no país.</p>
			<p>Já a segunda etapa, destinou-se ao levantamento e análise dos dados. Foi realizada através da aplicação de questionários com dois públicos diversos: (I) pessoas idosas e (II) mercado imobiliário - corretores de imóveis e representantes de construtoras. Vale ressaltar que, os questionários para o público idoso (I) foram aplicados para pessoas com 50 anos ou mais, visto que o objetivo do questionário foi o de compreender as demandas frente ao morar, tanto do público de “idosos jovens” - 60 a 79 anos -, quanto àqueles também em processo de envelhecimento - 50 a 59 anos, conforme definido pela <xref ref-type="bibr" rid="B20">Organização Mundial da Saúde (2015</xref>). Os questionários com o mercado imobiliário (II) foram direcionados a profissionais locais, com registro no Conselho Regional de Corretores de Imóveis da 13ª Região/ES e/ou empresa de construção civil residente na Região Metropolitana da Grande Vitória (RMGV), que trabalhassem tanto com imóveis de médio a alto padrão quanto, também, com o segmento econômico.</p>
			<p>Os questionários contaram com perguntas que caracterizavam o perfil dos públicos em questão e com tópicos de múltipla escolha para compreensão das principais demandas e necessidades desse público, quanto ao morar em edifícios de apartamentos. As perguntas foram elaboradas com base nos parâmetros de qualidade arquitetônicos e urbanísticos da habitação, referenciados, em especial, nos autores <xref ref-type="bibr" rid="B8">Ferreira et al. (2012</xref>) e <xref ref-type="bibr" rid="B14">Montaner, Muxi e Falagán (2011</xref>), bem como o “Guia Global das Cidades Amigas das Pessoas Idosas” (<xref ref-type="bibr" rid="B19">Organização Mundial da Saúde, 2008</xref>), agrupados em três escalas: escala da inserção urbana, escala da implantação do edifício e escala da unidade habitacional (Ferreira et al., 2012).</p>
			<p>A escala da inserção urbana considera características que permitem uma boa relação do empreendimento com a cidade e com o bairro em que o edifício está inserido. A escala da implantação refere-se à relação do edifício com seu entorno imediato, sua forma de ocupação no terreno e a integração entre o edifício e as áreas externas. A escala da unidade habitacional relaciona-se com aspectos referentes ao interior da habitação, considerando as demandas e necessidades do usuário (<xref ref-type="bibr" rid="B8">Ferreira et al., 2012</xref>). Tais escalas serão mais detalhadas na sequência desse artigo.</p>
			<p>Os questionários aplicados ao público idoso (I) foram desenvolvidos em um formulário específico do <italic>Cognito Forms</italic> - site especializado na formulação de questionários - no qual o <italic>link</italic> foi enviado por <italic>e-mail</italic> e redes sociais de grupos de idosos dos municípios de Vila Velha e Vitória, com apoio de Centros de Convivência para a Terceira Idade. Além da opção <italic>online</italic>, foi necessário para aplicação presencial do questionário dirigir-se em Instituições que contemplassem pessoas idosas (tais como pastorais em igrejas, grupos de orações, academias voltadas para idosos, familiares, dentre outros) para aplicação presencial do questionário, a fim de alcançar um número maior de pessoas e diversificar a classe social do público de idosos jovens. Os questionários realizados com o mercado imobiliário (II) também foram desenvolvidos no <italic>Cognito Forms</italic> e enviados por <italic>e-mail</italic> e redes sociais para representantes do mercado imobiliário, com apoio de membros de construtoras locais.</p>
			<p>O questionário I foi publicado nas redes sociais e realizados em centros de interações de idosos entre os meses de outubro de 2022 até dezembro de 2022. As respostas obtidas <italic>in loco</italic> foram aplicadas manualmente de forma impressa e posteriormente digitalizadas. Foram atingidas um total de 107 (cento e sete) respostas. Já o questionário II, ficou disponível entre os meses de janeiro e fevereiro de 2023, e atingiu 27 (vinte e sete) respostas, englobando corretores de imóveis, construtores e incorporadores que atuam na Região Metropolitana da Grande Vitória.</p>
			<sec>
				<title>Morar frente ao envelhecimento ativo e saudável</title>
				<p>O aumento da população idosa suscita o desenvolvimento de modos de viver e de morar mais próximos às necessidades, anseios, características e limitações advindas do processo de envelhecer. É necessário ressaltar que, mesmo existindo aumento das restrições do organismo durante o envelhecimento, deve-se estimular hábitos saudáveis e ativos para atingir a melhor qualidade de vida e independência desses cidadãos.</p>
				<p>Segundo a <xref ref-type="bibr" rid="B18">Organização Mundial da Saúde (2005</xref>), o conceito de “<italic>ageing in place</italic>” traduz o objetivo de poder viver e envelhecer em casa e na comunidade, com segurança e de forma independente, o que gera a necessidade de adaptação do ambiente físico e social à vida diária conforme os cidadãos envelhecem, incluindo sobretudo a habitação. Vale destacar que, além da preferência do idoso por envelhecer na mesma habitação, próximo às interações sociais que realiza, o espaço físico da moradia representa uma condição que pode facilitar ou dificultar o desempenho de diversas atividades realizadas diariamente por esse público específico (<xref ref-type="bibr" rid="B20">Organização Mundial da Saúde, 2015</xref>).</p>
				<p>Entretanto, envelhecer em casa, por si só, não significa necessariamente a garantia de independência e consequente qualidade de vida, pois isso depende do grau de funcionalidade que o indivíduo apresenta e do maior ou menor ajustamento entre as necessidades individuais e o contexto em que vive. Dessa forma, características do ambiente, como por exemplo a localização isolada ou a falta de acessibilidade e segurança, podem acelerar o declínio funcional do idoso, contribuindo para sua dependência e falta de autonomia (<xref ref-type="bibr" rid="B9">Gitlin et al., 2006</xref>).</p>
				<p>Para que a pessoa idosa reconheça o novo ambiente como lar, é preciso que as características do seu modo de vida também o acompanhem nesse processo. Segundo <xref ref-type="bibr" rid="B23">Toni (2012</xref>), o idoso chega a nova moradia com uma longa história de vida e laços sociais e afetivos estabelecidos e esses precisam ser levados em consideração. Logo, mostra-se importante criar espaços flexíveis que possam ser personalizados com itens pessoais, valorizando o ambiente e promovendo memória afetiva. Ademais, propor soluções que atendam às necessidades específicas do público idoso faz parte de um processo complexo que inclui tomadas de decisões sobre fatores físicos, construtivos, comportamentais, bioclimáticos, econômicos, tecnológicos, entre outros (<xref ref-type="bibr" rid="B3">Barbosa; Araújo, 2014</xref>).</p>
				<p>Para que isso ocorra, <xref ref-type="bibr" rid="B3">Barbosa e Araújo (2014</xref>) apontam algumas característica que devem ser incluídas nas habitações multifamiliares, incluindo fatores como: inclusão de áreas que respeitem a individualidade e outras de convivência social; especificação de mobiliário adaptado às limitações de cada usuário, proporcionando conforto e segurança, e criação de espaços humanizados, aconchegantes e agradáveis; questões relativas à iluminação e ventilação naturais, paisagismo, áreas de convivência social e espaços individualizados; criação de situações que remetam o usuário às lembranças de situações que contribuam para uma boa recuperação e sejam agradáveis à permanência no espaço; possibilidades de requalificação e readequação de espaços.</p>
				<p>Sendo assim, projetos habitacionais destinados ao público idoso devem contemplar locais onde o idoso possa ter privacidade, segurança e tranquilidade, além de atenderem às necessidades de locomoção e acessibilidade. É necessário destacar a importância da convivência social com os familiares e a existência de locais que contribuem para uma vida social, para a prática de exercícios físicos, jogos e contato com a natureza. Vê-se, pois, que a qualidade da habitação é um dos fatores que auxilia no bem-estar dos moradores, que se manifesta na forma de apropriação do espaço. Dessa maneira, é preciso destacar que a compreensão dos estilos de vida torna-se imprescindível para entendimento da qualidade arquitetônica, pois as exigências e demandas de cada morador são individuais e diferentes, possibilitando, assim, diversas formas de morar.</p>
			</sec>
			<sec>
				<title>Qualidade da habitação multifamiliar</title>
				<p>
					<xref ref-type="bibr" rid="B8">Ferreira et al. (2012</xref>), apesar de não se direcionar ao público idoso, sugere parâmetros arquitetônicos e urbanísticos para qualidade habitacional, subdivididos em 03 (três) escalas de projeto: (1) Inserção urbana, (2) Implantação do edifício e (3) Unidade habitacional. Para o autor, tais parâmetros garantem uma habitação com melhor qualidade, contemplando o bom relacionamento entre as escalas, aliado ao diálogo do empreendimento com o seu contexto socioespacial</p>
				<p>Para <xref ref-type="bibr" rid="B8">Ferreira et al. (2012</xref>), a adequada inserção urbana de uma habitação multifamiliar vertical é garantida pela boa localização do empreendimento na cidade, em regiões com infraestrutura e com a existência de serviços e equipamentos urbanos. Além disso, edifícios de apartamentos bem inseridos na malha urbana devem estar próximo a estabelecimentos de comércio e serviços, e de equipamentos comunitários de educação, saúde, cultura e lazer. O autor também destaca a acessibilidade adequada às centralidades regionais e locais, bem como a integração à rede de transporte público. Dessa forma, um empreendimento habitacional com adequada inserção urbana é aquele comprometido com o processo de urbanização justo e democrático, que garanta qualidade de vida aos moradores e aos demais cidadãos impactados por ele, direta ou indiretamente (Ferreira et al., 2012). Em relação à escala urbana, Ferreira et al. (2012) aponta como parâmetros de qualidade: Infraestrutura e serviços urbanos; Localização; Acessibilidade e Fluidez urbana, esses sinalizados na <xref ref-type="table" rid="t2">Tabela 2</xref>.</p>
				<p>Na escala da implantação, <xref ref-type="bibr" rid="B8">Ferreira et al. (2012</xref>) sugere que essa deve assegurar a inserção do empreendimento na malha urbana, com áreas comuns e de lazer integradas à cidade, priorizando os acessos públicos e a mescla de usos, adequando sempre o conjunto a escala do entorno A adequação do empreendimento habitacional ao terreno é de grande importância, pois prevê a mínima intervenção no local, reduzindo impactos ambientais e de custos, além disso, deve ser assegurado o conforto ambiental optando sempre por áreas arborizadas e criando ambientes agradáveis à permanência que promovam a transição gradual entre espaços públicos e privados. Sendo assim, na escala da implantação, são parâmetros de qualidade apontados por Ferreira et al. (2012) e descritos na <xref ref-type="table" rid="t2">Tabela 2</xref>: adequação à topografia do terreno; paisagismo; formas de ocupação do terreno; áreas comum e de lazer; densidade e dimensão do empreendimento.</p>
				<p>Quanto à escala da unidade habitacional, os parâmetros de qualidade, conforme <xref ref-type="bibr" rid="B8">Ferreira et al. (2012</xref>), devem, acima de tudo, viabilizar a economia, a segurança e o conforto na construção, garantindo também que as unidades dos pavimentos sejam distribuídas de forma que garantam a privacidade e a facilidade de acessos. Além disso, os espaços devem ser dimensionados conforme o uso destinado ao ambiente, adequado ao perfil familiar sem que comprometa a circulação, possibilitando sempre a adaptação interna desses ambientes de acordo com as necessidades que surgirem Ferreira et al. (2012). São parâmetros de qualidade, na escala da unidade habitacional: custo de construção; conforto ambiental; distribuição das unidades no pavimento tipo; dimensionamento; flexibilidade; desempenho e eficiência; sustentabilidade.</p>
				<p>Além das proposições apontadas por <xref ref-type="bibr" rid="B8">Ferreira et al. (2012</xref>), os autores <xref ref-type="bibr" rid="B14">Montaner, Muxi e Falagán (2011</xref>) propõem um sistema de análise e métodos de projeto para habitações contemporâneas, nas quais consideram questões urbanas, sociais, tecnológicas e ambientais. Esse sistema baseia-se em quatro conceitos essenciais: Sociedade (diversidade familiar, trabalho produtivo/reprodutivo), Cidade (influência da habitação na estrutura urbana), Tecnologia (infraestrutura, flexibilidade, transversalidade) e Recursos (eficiência energética, sustentabilidade).</p>
				<p>De acordo com <xref ref-type="bibr" rid="B14">Montaner, Muxi e Falagán (2011</xref>), a habitação básica é aquela que se adequa a diferentes grupos e necessidades. Logo, a edificação deve atender às necessidades básicas dos membros da família e deve permitir futuras possibilidades de modificações com a incorporação de outra pessoa à família. É importante entender que as habitações não são e não podem ser peças autônomas, pois são capazes de favorecer a criação de redes sociais e comunitárias, com base em um bom projeto urbano (Montaner; Muxi; Falagán, 2011).</p>
				<p>Além dos conceitos apresentados, é preciso reconhecer que as habitações precisam também seguir os princípios do Desenho Universal, com o objetivo de definir projetos de produtos e ambientes que contemplam a todos. São eles: (1) uso equitativo: o projeto não pode criar desvantagens ou excluir grupos de usuários; (2) flexibilidade no uso: o projeto adaptado às preferências e habilidades individuais; (3) uso simples e intuitivo: fácil entendimento dos usuários; (4) informação perceptível: o projeto comunica informações efetivas ao usuário; (5) tolerância de erros: o projeto minimiza os riscos e as consequências de acidentes; (6) pouco esforço físico: o projeto deve ser usado eficiente e confortavelmente; e (7) tamanho e espaço para acesso e uso: tamanho e espaços apropriados para acesso, manipulação, uso, independentemente do tamanho do corpo ou mobilidade do usuário (<xref ref-type="bibr" rid="B2">Associação Brasileira de Normas Técnicas, 2020</xref>).</p>
				<p>
					<table-wrap id="t2">
						<label>Tabela 2</label>
						<caption>
							<title>Características arquitetônicas e urbanísticas para a qualidade habitacional.</title>
						</caption>
						<table style="width:100%; border-collapse: collapse ; border-top:2px solid black; border-bottom:2px solid black">
							<tbody>
								<tr style="border-bottom:2px solid black">
									<td align="left" style="width:20%">Escala de Análise</td>
									<td align="center" style="width:50%">Definição da Escala de Análise</td>
									<td align="center" style="width:30%">Parâmetros de Qualidade</td>
								</tr>
								<tr style="border-bottom:1px solid black">
									<td align="left">Inserção Urbana</td>
									<td align="center">Relaciona o empreendimento à cidade e ao bairro em que está inserido</td>
									<td align="left">•Infraestrutura e serviços urbanos;<break/> •Localização;<break/> •Acessibilidade;<break/> •Fluidez urbana.</td>
								</tr>
								<tr style="border-bottom:1px solid black">
									<td align="left">Implantação</td>
									<td align="center">Refere-se ao empreendimento, sua relação com o entorno imediato, com a forma de ocupação e a integração entre as edificações e os espaços verdes e livres, de convivência e circulação.</td>
									<td align="left">•Adequação à topografia do terreno;<break/> •Paisagismo e Impacto Ambiental;<break/> •Formas de ocupação do terreno;<break/> •Áreas comum e de lazer;<break/> •Densidade e Dimensão.</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left">Unidade Habitacional</td>
									<td align="center">Refere-se às características da edificação ou da unidade habitacional.</td>
									<td align="left">•Custo de construção;<break/> •Conforto ambiental;<break/> •Distribuição das unidades no pavimento tipo;<break/> •Dimensionamento;<break/> •Flexibilidade;<break/> •Desempenho e eficiência;<break/> •Sustentabilidade.</td>
								</tr>
							</tbody>
						</table>
						<table-wrap-foot>
							<fn>
								<p>Fonte: Organizado pela autora (2024), a partir de <xref ref-type="bibr" rid="B8">Ferreira et al. (2012</xref>).</p>
							</fn>
						</table-wrap-foot>
					</table-wrap>
				</p>
				<p>Dessa forma, compreende-se que a habitação é fundamental para a segurança e o bem-estar e, portanto, a edificação adequada e o acesso aos serviços comunitários e sociais estão interligados, influenciando a independência e a qualidade de vida dos idosos. Evidencia-se que habitação e os serviços de apoio que permitem aos idosos um envelhecimento confortável e em segurança na sociedade são aspectos valorizados (<xref ref-type="bibr" rid="B19">Organização Mundial da Saúde, 2008</xref>).</p>
				<p>É também importante ressaltar que, sempre quando for possível, é necessário que os idosos tenham a possibilidade de escolher devidamente o lugar onde queiram viver, fator que deve ser incorporado às políticas e programas (<xref ref-type="bibr" rid="B17">Organização Mundial da Saúde, 2002</xref>). Vale ainda destacar que o “Guia Global das Cidades Amigas das Pessoas Idosas’’ (de 2008) apresenta nove parâmetros que auxiliam na discussão acerca da habitação saudável, esses expostos na <xref ref-type="table" rid="t3">Tabela 3</xref> abaixo.</p>
				<p>
					<table-wrap id="t3">
						<label>Tabela 3</label>
						<caption>
							<title>Características arquitetônicas e urbanísticas para a qualidade habitacional.</title>
						</caption>
						<table style="width:100%; border-collapse: collapse ; border-top:2px solid black; border-bottom:2px solid black">
							<tbody>
								<tr style="border-bottom:2px solid black">
									<td align="left" style="width:30%">Parâmetros</td>
									<td align="center" style="width:70%">Características</td>
								</tr>
								<tr style="border-bottom:1px solid black">
									<td align="left">Acessibilidade econômica</td>
									<td align="justify">Necessidade de preços mais acessíveis para habitação, visto que a moradia influencia diretamente na qualidade de vida. Muitos idosos vivem da aposentaria e, preços mais acessíveis, viabiliza habitações mais adequada ao estilo de vida deles.</td>
								</tr>
								<tr style="border-bottom:1px solid black">
									<td align="left">Serviços Básicos</td>
									<td align="justify">Demonstra que o acesso a serviços de saneamento básico, eletricidade e internet de qualidade aprimoram o nível de vida do cidadão.</td>
								</tr>
								<tr style="border-bottom:1px solid black">
									<td align="left">Concepção da Casa</td>
									<td align="justify">Necessidade da habitação gerar maior conforto para os idosos. A construção de casas com materiais adequados, que possuam estruturas sólidas e superfícies planas auxiliam a impedir que quedas ocorram; além da implementação de elevadores; áreas molhadas adequadas; espaços com maior ergonomia, passagens e portas adequadas para a circulação; e equipamentos que protejam contra as condições climáticas.</td>
								</tr>
								<tr style="border-bottom:1px solid black">
									<td align="left">Flexibilidade</td>
									<td align="justify">Possibilidade de realizar modificações nas casas em que vivem de acordo com as necessidades que surgem com o passar dos anos também se qualificam como melhora no conforto de vida dos idosos.</td>
								</tr>
								<tr style="border-bottom:1px solid black">
									<td align="left">Manutenção</td>
									<td align="justify">Disponibilidade pelos municípios serviços de assistência com custos acessíveis de forma a assegurar que as moradias permaneçam bem cuidadas visto que, com a idade, a incapacidade de realizar tarefas de manutenção aumenta.</td>
								</tr>
								<tr style="border-bottom:1px solid black">
									<td align="left">Envelhecer em casa</td>
									<td align="justify">Grande parte dos idosos opta por permanecer nas residências em que passaram a maior parte da vida, devido primordialmente ao sentimento de afeto a pertencimento àquele local, como direito do idoso deve ser garantido acesso a serviços e infraestruturas que viabilizem a permanência na moradia que deseja, sabendo que estes serviços serão disponibilizados.</td>
								</tr>
								<tr style="border-bottom:1px solid black">
									<td align="left">Integração com a comunidade</td>
									<td align="justify">Criação de ambientes familiares em que os idosos se sintam parte de uma comunidade local.</td>
								</tr>
								<tr style="border-bottom:1px solid black">
									<td align="left">Opções de habitações</td>
									<td align="justify">Existência de opções de habitação para os idosos, com possibilidades economicamente acessíveis e conectadas com o restante da comunidade.</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left">Ambientes que vivem os idosos</td>
									<td align="justify">Existência de privacidade para os idosos dentro de suas residências. Possibilidade de instalação de equipamentos de segurança caso necessário, além de manter suas moradias fora de zonas propicias a catástrofes naturais.</td>
								</tr>
							</tbody>
						</table>
						<table-wrap-foot>
							<fn>
								<p>Fonte: Organizado a partir do Guia Global das Cidades Amigas das Pessoas Idosas (<xref ref-type="bibr" rid="B19">Organização Mundial da Saúde, 2008</xref>).</p>
							</fn>
						</table-wrap-foot>
					</table-wrap>
				</p>
				<p>
					<table-wrap id="t4">
						<label>Tabela 4</label>
						<caption>
							<title>Características Arquitetônicas e Urbanísticas para análise da qualidade habitacional frente ao cenário de envelhecimento populacional.</title>
						</caption>
						<table style="width:100%; border-collapse: collapse ; border-top:2px solid black; border-bottom:2px solid black">
							<tbody>
								<tr style="border-bottom:2px solid black">
									<td align="left" style="width:15%">Escala de Análise</td>
									<td align="center" style="width:30%">Parâmetros de Qualidade</td>
									<td align="center" style="width:45%">Características Arquitetônicas e Urbanísticas</td>
								</tr>
								<tr style="border-bottom:1px solid black">
									<td align="left">Inserção Urbana</td>
									<td align="left">•Infraestrutura e serviços urbanos;<break/> •Localização;<break/> •Acessibilidade;<break/> •Fluidez urbana.</td>
									<td align="left">•Proximidade ao comércio;<break/> •Proximidade a pontos de serviços de saúde (hospitais, clínicas);<break/> •Proximidade a pontos de serviços básicos educacionais (escolas, creches, dentre outros);<break/> •Proximidade a praias, praças e parques;<break/> •Proximidade a pontos turísticos e culturais (museus, igrejas, dentre outros);<break/> •Proximidade a redes de transporte público (ponto de ônibus, terminais rodoviários, dentre outros);<break/> •Existência de calçadas e rampas acessíveis no entorno do edifício;<break/> •Edifício situado em rua/terreno plano;<break/> •Existência de ciclovias no entorno do edifício;<break/> •Existência de vias arborizadas e bem iluminadas.</td>
								</tr>
								<tr style="border-bottom:1px solid black">
									<td align="left">Implantação</td>
									<td align="left">•Adequação à topografia do terreno;<break/> •Paisagismo e Impacto Ambiental;<break/> •Formas de ocupação do terreno;<break/> •Áreas comum e de lazer;<break/> •Densidade e Dimensão.</td>
									<td align="left">•Existência de elevadores no edifício;<break/> •Existência de rampas para acesso na entrada do edifício;<break/> •Existência de áreas com vegetação/jardins no edifício;<break/> •Existência de sauna e piscina;<break/> •Existência de quadra poliesportiva;<break/> •Existência de área para festas (salão de festas, churrasqueira);<break/> •Existência de garagem;<break/> •Existência de academia;<break/> •Existência de playground/salão de jogos;<break/> •Existência de bicicletário;<break/> •Existência de lojas no térreo do edifício;<break/> •Existência de portaria física;<break/> •Existência de vaga para embarque e desembarque (táxis, uber);<break/> •Poucas unidades de apartamentos em um mesmo andar;<break/> •Custo da taxa de condomínio.</td>
								</tr>
								<tr style="border-bottom:1px solid black">
									<td align="left">Unidade Habitacional</td>
									<td align="left">•Custo de construção;<break/> •Conforto ambiental;<break/> •Distribuição das unidades no pavimento tipo;<break/> •Dimensionamento;<break/> •Flexibilidade;<break/> •Desempenho e eficiência;<break/> •Sustentabilidade.</td>
									<td align="left">•Existência de boa ventilação;<break/> •Boa acústica (pouco nível de ruído e som de um apartamento para o outro, por exemplo);<break/> •Boa iluminação;<break/> •Garantia de privacidade da unidade habitacional; <break/>•Facilidade de acesso à unidade habitacional;<break/> •Bom dimensionamento de quartos e banheiros;<break/> •Bom dimensionamento da sala de estar/jantar e varanda;<break/> •Bom dimensionamento da cozinha e área de serviço;<break/> •Revestimentos de pisos que garantam a segurança (evita escorregamento);<break/> •Número de quartos do apartamento;<break/> •Móveis adequados ao tamanho e perfil familiar;<break/> •Banheiro com ventilação externa (janelas para o exterior);<break/> •Custo compatível do imóvel/manutenção; <break/>•Ambientes que permitam sua ampliação de acordo com a necessidade do indivíduo.</td>
								</tr>
							</tbody>
						</table>
						<table-wrap-foot>
							<fn>
								<p>Fonte: Elaborado pela autora com base nos parâmetros estudados (2023).</p>
							</fn>
						</table-wrap-foot>
					</table-wrap>
				</p>
				<p>Sendo assim, considerando os parâmetros de qualidade da habitação multifamiliar vertical contemporânea expostas anteriormente - nas escalas da Inserção urbana, da Implantação e da Unidade habitacional, identificados na <xref ref-type="table" rid="t2">Tabela 2</xref> deste artigo - foram sistematizadas as principais características arquitetônicas e urbanísticas a serem consideradas em projetos de edifícios de apartamentos tendo em vista o cenário de envelhecimento populacional mais ativo e saudável (<xref ref-type="table" rid="t4">Tabela 4</xref>). Ressalta-se que a fase de levantamento de dados desta pesquisa, na qual envolveu a aplicação de questionários com os idosos e o mercado imobiliário, foi realizada com base nos parâmetros de qualidade e nas características arquitetônicas e urbanísticas compiladas na <xref ref-type="table" rid="t4">Tabela 4</xref>. Para a realização da tabela a seguir, foram utilizadas as recomendações citadas neste capítulo, tendo como base a organização de <xref ref-type="bibr" rid="B8">Ferreira et al. (2012</xref>).</p>
			</sec>
			<sec>
				<title>Habitação multifamiliar capixaba frente ao envelhecimento populacional</title>
				<sec>
					<title>Idosos jovens e a habitação multifamiliar capixaba</title>
					<p>A partir da compilação dessas características, foram elaborados questionários de modo a compreender as principais demandas dos jovens idosos e verificar como o mercado imobiliário da Região Metropolitana da Grande Vitória incorpora tais necessidades. Sendo assim, em relação aos questionários aplicados com o público idoso (I), a amostra considerou um total de 107 (cento e sete) respostas obtidas. Dentre os participantes, 68,2% (73 pessoas) consideraram-se do gênero feminino e 31,8% (34 pessoas) do gênero masculino. Logo, assim como a população do Brasil e do estado do Espírito Santo, o percentual de idosos que respondeu ao questionário foi, em sua maioria, mulheres.</p>
					<p>Já em relação ao estado civil, grande parte do público que participou da pesquisa encontrava-se casado 50,5% (54 pessoas), entretanto, percebeu-se que parte significativa da amostra (49,5%), mesmo em condições sociais diferentes, não se encontrava com um cônjuge. Em relação ao local em que residem, verificou-se que a maioria (68,2%, ou seja, 73 cidadãos) dos respondentes residiam no município de Vila Velha. Quanto à faixa etária, o número de “idosos jovens” (idosos entre 60 a 79 anos) correspondia a 78,5% dos indivíduos participantes da pesquisa. Enfatiza-se que o questionário foi aplicado também para pessoas com mais de 50 anos devido à necessidade da compreensão das demandas dos futuros e atuais idosos jovens.</p>
					<p>Em relação à Renda Familiar Mensal por Salário-Mínimo (SM), a pesquisa atingiu, em maior parte, o público de classe B e C, no qual se refere a 45,4%, bem como as classes A e B (total de 43,2%). Outra caracterização importante refere-se ao número de aposentados: 56,1% (60 pessoas), representando a maioria dentre a amostra em questão. Outro aspecto importante para compreender o perfil dos idosos jovens, foram os arranjos familiares. Destaca-se o percentual de pessoas que moram sozinhas, cerca de 33,6%, bem como o percentual daqueles que residem junto a outros familiares (20,6% cônjuges e filhos; 14% filhos e 4,7% filhos e pais).</p>
					<p>Dentre os participantes da pesquisa, verificou-se que 74,8% (80 pessoas) moram em edifícios de apartamentos (habitação multifamiliar vertical) e 25,2% (27 pessoas) moram em casa (habitação unifamiliar). Dentre aqueles que moram em residências unifamiliares, as principais motivações estão ligadas a existência de quintal/área externa e a garantia da privacidade, justificada pela existência de animais de estimação e pela possibilidade de cultivar plantas e hortaliças.</p>
					<p>Dentre os que residem em habitações multifamiliares verticais, 46,3% moram em edifícios de apartamentos por mais de 25 anos; seguido da população que habita nessa tipologia entre 5 e 15 anos (27,5%, ou 22 pessoas); e, uma minoria, aqueles com menos de 5 anos (13,8%, ou 11 pessoas). Em relação ao tamanho das unidades habitacionais (<xref ref-type="fig" rid="f1">Figura 1</xref>), 31,3% habitam em unidades entre 100m² a 150m²; 27,5% (22 pessoas) em apartamentos maiores que 150m²; seguidos por aqueles entre 75m² a 100m² (25%, ou 20 pessoas). Analisando o número de quartos por unidade habitacional (<xref ref-type="fig" rid="f2">Figura 2</xref>), a maioria do público-alvo reside em edifícios com unidades de 3 quartos ou mais, o que compreende a 75% (60 pessoas) dos respondentes.</p>
					<p>
						<fig id="f1">
							<label>Figura 1</label>
							<caption>
								<title>Tamanho das Unidades Habitacionais.</title>
							</caption>
							<graphic xlink:href="2318-0919-oculum-22-e2513143-gf1.jpg"/>
							<attrib>Fonte: Elaborado pelos autores, 2023.</attrib>
						</fig>
					</p>
					<p>
						<fig id="f2">
							<label>Figura 2</label>
							<caption>
								<title>Número de quartos.</title>
							</caption>
							<graphic xlink:href="2318-0919-oculum-22-e2513143-gf2.jpg"/>
							<attrib>Fonte: Elaborado pelos autores, 2023.</attrib>
						</fig>
					</p>
					<p>Em relação à unidade habitacional, considerando todos os respondentes, os ambientes de maior preferência foram a sala de estar (33 pessoas, ou seja, 30,85%) e o quarto (29 pessoas, o que corresponde a 27,1%). A sala de estar foi sinalizada em virtude da possibilidade de receber amigos e familiares e por ser o ambiente onde se encontra a televisão, evidenciando a importância deste equipamento, em especial para a faixa etária dos entrevistados. O quarto foi destacado por ser o local da casa que apresenta maior privacidade, apesar alguns terem sinalizado a preferência por cômodos específicos, como por exemplo: o quarto/ateliê de costura e quintal/jardim.</p>
					<p>Um número representativo (45%, o equivalente a 48 pessoas) respondeu estar satisfeito com a sua moradia e não gostaria de realizar alterações. Entretanto, aqueles que apresentaram queixas, citaram a necessidade de reformas, em especial, na cozinha com vistas a aumentar as dimensões do espaço e adaptações nos mobiliários. Além da cozinha, observou-se que o banheiro e a área de serviço também foram citados diversas vezes devido ao tamanho reduzido desses ambientes, ressaltando que, na maioria dos apartamentos, os espaços das áreas úmidas são pequenos e inadequados para as atividades diárias. Ainda em relação às possibilidades de alteração, outro ponto evidenciado refere-se ao redimensionamento da sala, varanda e quantidade de quartos.</p>
					<p>Foi ainda questionado aos participantes, caso tivessem a oportunidade de morar em um outro edifício de apartamentos, que fossem sinalizados 05 (cinco) itens em cada uma das três escalas que fossem considerados essenciais em um edifício de apartamentos. As principais características sinalizadas pelos idosos jovens encontram-se compiladas na <xref ref-type="fig" rid="f3">Figura 3</xref>.</p>
					<p>Sendo assim, os resultados apontam que na Escala da Inserção Urbana, as características mais assinaladas foram: “Proximidade ao comércio”, “Proximidade a praias, praças e parques” e “Existência de vias arborizadas e bem iluminadas”. Em contrapartida, aquelas menos evidenciadas foram: “Proximidade a pontos de serviços básicos educacionais”, “Existência de ciclovias no entorno do edifício” e “Proximidade a pontos turísticos e culturais”. Dentre àqueles que sugeriram outras particularidades, destacam-se, ainda na escala da inserção urbana, a preferência por vias e locais calmos, com pouca existência de ruídos; presença de coleta seletiva de lixo no bairro, bem como proximidade da edificação de locais para passear com animais de estimação. Percebe-se, portanto, a preferência por habitações multifamiliares verticais próximas ao comércio e espaços públicos de lazer (praças, parques e praias), além de locais mais planos, tranquilos e verdes, com vias arborizadas, acessíveis, bem iluminadas e com jardins para <italic>pets</italic>.</p>
					<p>Já em relação aos parâmetros na Escala da Implantação, as que obtiveram maior destaque foram, em ordem decrescente: “Existência de elevadores no edifício” e “Existência de garagem”, “Existência de portaria; “Existência de rampas para acesso ao edifício” e “Existência de área para festas”. Já os itens que menos sinalizados foram: “Existência de lojas no térreo dos edifícios”; “Existência de quadra poliesportiva”, “Existência de bicicletário” e” Existência playground e salão de jogos”. É necessário lembrar que, dentre aqueles que mostraram preferência pela presença de quadra de esportes e área para jogos e brincadeiras, selecionaram esses itens tendo em vista o uso dos netos. Outra particularidade citada, foi a necessidade de inclusão de local para <italic>pets</italic> no condomínio, enfatizando novamente a importância dos animais de estimação para o público dos idosos jovens.</p>
					<p>Quanto aos parâmetros da escala da unidade habitacional, os itens mais evidenciados foram: “Boa ventilação”; “Boa iluminação” e “Boa acústica, características essas relacionadas ao conforto e a qualidade ambiental da edificação. Destaca-se também os aspectos relativos ao “Dimensionamento dos cômodos do apartamento”, em especial dos quartos e banheiros. Em contrapartida, os itens de menor ênfase foram: “Móveis adequados ao tamanho e perfil familiar”; “Banheiro com ventilação externa” e “Facilidade de acesso à unidade habitacional”. Outra característica especificada pelos idosos jovens foi a necessidade de banheiros com portas largas,</p>
					<p>
						<fig id="f3">
							<label>Figura 3</label>
							<caption>
								<title>Principais características urbanas, da implantação e unidade habitacional, demandadas em edifício de apartamentos, considerando o público de idosos jovens.</title>
							</caption>
							<graphic xlink:href="2318-0919-oculum-22-e2513143-gf3.jpg"/>
							<attrib>Fonte: Elaborados pelos autores com base nos questionários (I), 2023.</attrib>
						</fig>
					</p>
					<p> pelo menos 80cm (oitenta centímetros), e <italic>layout</italic> que permita a circulação de cadeira de rodas. Mesmo que não haja necessidade imediata de equipamentos que auxiliem na locomoção do indivíduo (cadeira de rodas, muleta, dentre outros). É preciso lembrar da possibilidade futura de uso. Logo, ainda que ativos e saudáveis, os “idosos jovens” consideram a possibilidade de atingir idade mais avançada ou até mesmo sofrer acidentes e precisar de um desses apoios.</p>
					<p>Compreende-se, portanto, com base nos questionários, que as pessoas entre 60 e 79 anos priorizam habitações multifamiliares verticais que possibilitam o contato com o exterior e garantam a segurança em seu entorno. Além disso, preferem locais que facilitem a possibilidade da socialização entre a vizinhança, amigos e família. Também é importante ressaltar que, o dimensionamento, o conforto térmico e o conforto acústico do empreendimento foram fortemente sinalizados. No entanto, ao se pensar no dimensionamento adequado dos ambientes da unidade habitacional, aqueles de maior relevância foram os quartos e banheiros, seguidos da cozinha, sala de estar/jantar e varanda.</p>
				</sec>
			</sec>
			<sec>
				<title>Mercado Imobiliário e a Habitação Multifamiliar capixaba</title>
				<p>A fim de examinar como o mercado imobiliário capixaba incorpora as necessidades e demandas dos idosos jovens nas habitações multifamiliares verticais, o questionário (II) foi aplicado a representantes do mercado imobiliário, dentre as 27 (vinte e sete) respostas, 44,4% (12 pessoas) foram de corretores de imóveis; 29,6% (8 pessoas) de engenheiros civis e 11,11% (03 pessoas) empresários da construção civil.</p>
				<p>Para 44,4% (12) dos profissionais, os idosos jovens (60 a 79 anos) estão entre a 10% a 25% de seus clientes; com destaque também para uma parcela de 15% dos profissionais que disseram que esse público representa entre 25% a 50% dos seus clientes. Mesmo que os idosos entre 60 a 79 anos não seja a maioria do público que busca um novo edifício de apartamentos, para 96,3% (26) das empresas questionadas, os idosos são considerados um nicho de mercado a ser explorado, em especial considerando que 85,2% dos profissionais disseram que adultos entre 40 e 59 anos representam seus principais clientes, público esse que se encontra em processo de envelhecimento, na fase chamada “pré-velhice”. Destaque para os comentários de dois profissionais em relação ao público de “idosos jovens”: um deles relatou que “neste perfil, os casais buscam apartamentos menores e mais compactos como forma de diminuir os custos e a manutenção” (Profissional A), outro ainda registrou que “falta produto específico para a terceira idade” (Profissional B).</p>
				<p>Dessa forma, percebe-se que a amostra de indivíduos representantes do mercado imobiliário capixaba está ciente das mudanças do perfil de seus clientes com o envelhecimento populacional Esses profissionais compreendem a necessidade de serem incorporados novas parâmetros arquitetônicos e urbanísticos nas habitações multifamiliares verticais, visando atender as necessidades do público idoso cada vez mais ativo e autônomo. Entretanto, para 59,3% (16) dos respondentes, os edifícios de apartamentos disponíveis no mercado capixaba, até o ano de 2023, atendem parcialmente às necessidades do público idoso e 25,9% afirmam não atenderem. Apenas 14,8% (04) qualificam os empreendimentos atuais como adequados às exigências e necessidades dos idosos jovens.</p>
				<p>Assim como ocorreu no questionário com os idosos, também foi solicitado aos participantes representantes do mercado imobiliário que sinalizassem 05 (cinco) itens, em cada uma das 3 escalas, considerados por eles essenciais em um edifício de apartamentos, tendo em vista o atual o cenário de envelhecimento populacional. As principais características sinalizadas pelo mercado imobiliário encontram-se compiladas na <xref ref-type="fig" rid="f4">Figura 4</xref>.</p>
				<p>
					<fig id="f4">
						<label>Figura 4</label>
						<caption>
							<title>Principais características da inserção urbana, implantação e unidade habitacional de acordo com o mercado imobiliário.</title>
						</caption>
						<graphic xlink:href="2318-0919-oculum-22-e2513143-gf4.jpg"/>
						<attrib>Fonte: Elaborados pelos autores (2023), com base nos questionários (II).</attrib>
					</fig>
				</p>
				<p>As principais características na Escala da Inserção Urbana em edifício de apartamentos mais assinaladas pelos profissionais do mercado capixaba foram: “Proximidade ao comércio”, “Proximidade a praias, praças e parques” e “Existência de calçadas e rampas acessíveis no entorno do edifício”. Em contrapartida, aquelas menos demandas, segundo a opinião dos profissionais, foram: “Proximidade a redes de transporte público”; “Proximidade a pontos de serviços básicos educacionais”; e “Proximidades a pontos turísticos e culturais”. Dentre outras particularidades, também foi sugerido apartamentos com locais para animais de estimação, já que muitos idosos visitam imóveis acompanhados de seus <italic>pets</italic>.</p>
				<p>Já em relação a Escala da Implantação, os principais parâmetros sinalizados foram: “Existência de elevadores no edifício”; “Existência de rampas para acesso na entrada do edifício”; “Existência de portaria física e vagas para embarque e desembarque”. Em contrapartida, os menos assinalados foram: “Existência de sauna e piscina”, “Poucas unidades de apartamentos”, e “Existência de bicicletário”. Além disso, dentre àqueles que sugeriram outras particularidades destacam-se salas com equipamentos de pilates, pista de dança e local para máquina de café.</p>
				<p>Por último, os principais parâmetros na Escala da Unidade Habitacional demandados foram: “Boa ventilação”; “Boa iluminação” e “Bom dimensionamento de quartos e banheiros”. Já os menos apontados pelos profissionais destacam-se: “Número de quartos do apartamento”; “Bom dimensionamento da cozinha e área de serviço” e “Móveis adequados ao tamanho e perfil familiar”</p>
				<p>A <xref ref-type="table" rid="t5">Tabela 5</xref> sintetiza, a partir dos questionários, as principais características arquitetônicas e urbanísticas para edifícios de apartamentos sinalizadas pelo público dos ‘idosos jovens” e pelo mercado imobiliário capixaba. Percebe-se que as cinco (05) características de maior relevância em cada escala de análise (urbana, implantação e da unidade habitacional) coincidem-se em quase todos os aspectos, com exceção daquelas evidenciadas em negrito.</p>
				<p>
					<table-wrap id="t5">
						<label>Tabela 5</label>
						<caption>
							<title>Principais Características Arquitetônicas e Urbanísticas demandadas pelas pessoas de 60 a 79, de acordo com o mercado imobiliário e idosos jovens.</title>
						</caption>
						<table style="width:100%; border-collapse: collapse ; border-top:2px solid black; border-bottom:2px solid black">
							<tbody>
								<tr style="border-bottom:2px solid black">
									<td align="left" style="width:15%">Escala de Análise</td>
									<td align="center" style="width:30%">Principais características demandadas pelos Idosos Jovens</td>
									<td align="center" style="width:30%">Principais características demandadas pelo Mercado Imobiliário</td>
									<td align="center" style="width:15%">Outras</td>
								</tr>
								<tr style="border-bottom:1px solid black">
									<td align="left">Inserção Urbana</td>
									<td align="left">•Proximidade ao comércio;<break/> •Proximidade a praias, praças e parques;<break/> •<bold>Existência de vias arborizadas e bem iluminadas;</bold><break/> •Edifício situado em rua/terreno plano;<break/> •Proximidade a pontos de serviços de saúde.</td>
									<td align="left">•Proximidade ao comércio;<break/> •Proximidade a praias, praças e parques;<break/> •<bold>Existência de calçadas e rampas acessíveis no entorno do edifício;</bold><break/> •Proximidade a pontos de serviço de saúde;<break/> •Edifício situado em rua/terreno plano.</td>
									<td align="left">Proximidade a locais para passear com <italic>pets</italic>.</td>
								</tr>
								<tr style="border-bottom:1px solid black">
									<td align="left">Implantação</td>
									<td align="left">•Existência de elevadores no edifício;<break/> •Existência de garagem;<break/> •Existência de portaria física;<break/> •Existência de rampas para acesso na entrada do edifício;<break/> •<bold>Existência de área para festas.</bold></td>
									<td align="left">•Existência de elevadores no edifício;<break/> •Existência de rampas para acesso à entrada do edifício;<break/> •Existência de portaria física;<break/> •<bold>Existência de vaga de embarque e desembarque;</bold><break/> •Existência de garagem.</td>
									<td align="left">Existência de local para pets.</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left">Unidade Habitacional</td>
									<td align="left">•Boa ventilação natural no apartamento;<break/> •Boa iluminação natural no apartamento;<break/> •Boa acústica no apartamento;<break/> •Bom dimensionamento dos quartos e banheiros;<break/> •<bold>Bom dimensionamento da sala de estar/jantar e varanda.</bold></td>
									<td align="left">•Boa ventilação natural no apartamento;<break/> •Boa iluminação natural no apartamento;<break/> •Bom dimensionamento dos quartos e banheiros;<break/> •<bold>Revestimentos de pisos que garantam a segurança;</bold><break/> •Boa acústica no apartamento.</td>
									<td align="left"> </td>
								</tr>
							</tbody>
						</table>
						<table-wrap-foot>
							<fn id="TFN50">
								<p>Fonte: Elaborados pelos autores com base nos questionários (2023).</p>
							</fn>
						</table-wrap-foot>
					</table-wrap>
				</p>
				<p>Para cada escala de análise houve apenas uma característica arquitetônica e urbanística que se diferenciou dentre as principais. Na escala urbana, os idosos jovens enfatizaram a “existência de vias arborizadas e bem iluminadas”, já os profissionais do mercado imobiliário, a “existência de calçadas e rampas acessíveis no entorno do edifício”. Na escala da implantação, foi sinalizado mais vezes pelos idosos a “existência de área para festas”, enquanto para os corretores de imóveis e donos de construtoras foi sinalizado a “existência de vagas para embarque e desembarque”. Já na escala da unidade habitacional, o “bom dimensionamento da sala de estar/jantar” foi assinalado mais vezes pelos idosos, sendo que para o mercado imobiliário capixaba, sobressaiu-se mais a presença de “revestimentos de pisos antiderrapantes”, a fim de evitar quedas.</p>
				<p>Apesar da maioria das respostas dos questionários dos idosos e profissionais do mercado capixaba serem parecidas, percebe-se que, para o mercado imobiliário, as características voltadas para a acessibilidade e mobilidade - tais como a “existência de calçadas e rampas acessíveis” e “vagas para embarque e desembarque - bem como aquelas relacionadas à segurança, em especial quanto prevenção de quedas com o uso de revestimentos adequados, possuem maior relevância. Já para os idosos, a vizinhança, a segurança, a possibilidade da socialização, o dimensionamento adequado das áreas úmidas e o adequado conforto térmico-acústico do empreendimento são considerados itens de maior relevância em uma habitação multifamiliar vertical.</p>
			</sec>
		</sec>
		<sec sec-type="conclusions">
			<title>Considerações Finais</title>
			<p>O aumento da população idosa no Brasil e no mundo resulta na necessidade de desenvolver parâmetros arquitetônicos e urbanísticos que melhor atenda as dificuldades e anseios advindos do processo do envelhecimento. Vê-se, pois para garantia de uma melhor qualidade de vida, o envelhecer de maneira ativa e saudável deve ser estimulado entre os idosos. A partir deste contexto, destaca-se o papel da arquitetura e do urbanismo na promoção do envelhecimento.</p>
			<p>Tendo em vista o acelerado envelhecimento da população brasileira, fica cada vez mais urgente o desenvolvimento de estudos, estratégias e políticas públicas direcionadas aos idosos jovens a fim de atender suas demandas e necessidades, auxiliando-os em uma vida mais ativa e saudável. Ademais, como foi apontado na pesquisa, a habitação faz parte dessa demanda, pois se configura como o local onde o indivíduo vivencia experiências diárias, vínculos pessoais, culturais e seu bem-estar.</p>
			<p>O objetivo proposto na presente pesquisa consiste no questionamento de como as habitações multifamiliares verticais da Região Metropolitana da Grande Vitória podem melhor atender aos anseios dos “idosos jovens” e como essas podem contribuir para o envelhecimento ativo e saudável. Este foi alcançado por meio da aplicação dos questionários, que revelaram características arquitetônicas e urbanísticas da qualidade habitacional consideradas mais importantes para o público em questão.</p>
			<p>Compreende-se que os idosos priorizam edifícios de apartamentos próximos a comércios, serviços e espaços públicos de lazer que possibilitem o contato com ambiente externo, espaços livres e lugares para <italic>pets</italic>, inseridos também em vias arborizadas e bem iluminadas. Optam também por edifícios com áreas coletivas que facilitem a socialização, a comodidade e a segurança dos moradores, com destaque para edifícios com elevadores, rampas de acesso, portaria física, garagem e vagas de embarque e desembarque. Já na escala da unidade habitacional, o conforto térmico e o acústico do empreendimento e a dimensão adequada dos ambientes - com destaque para quartos e banheiros - resultam ser mais importante do que quantidade desses. Nota-se, também, a seguinte contraposição: os idosos jovens demarcaram a preferência por morar em edifícios de apartamentos próximos a comércio, entretanto não desejam existência de lojas no térreo da própria edificação.</p>
			<p>Também foi possível observar, através dos questionários aplicados ao mercado imobiliário capixaba que, mesmo com a existência de uma demanda para o público dos idosos jovens (60 a 79 anos), os modelos de habitações multifamiliares verticais da Grande Vitória possuem falhas projetuais diante aos anseios deste público em relação à qualidade habitacional. Evidencia-se que escala da unidade habitacional é a que mais apresenta lacunas no projeto de um edifício de apartamentos.</p>
			<p>Durante a realização da pesquisa, perceberam-se oportunidades para aprofundamento e novos direcionamentos. Logo, com o intuito de divulgar expandir as reflexões sobre a temática estudada, na sequência, apresentam-se recomendações para futuros trabalhos:</p>
			<p>
				<list list-type="bullet">
					<list-item>
						<p>Realizar o estudo em questão a fim de compreender os anseios dos idosos jovens em outros tipos de habitação, como: habitação unifamiliar, habitação de interesse social, dentre outras;</p>
					</list-item>
					<list-item>
						<p>Realizar a pesquisa em outras cidades e regiões do país, a fim de compreender como o mercado imobiliário de cada cidade está incluindo os idosos jovens nos projetos de habitações multifamiliares verticais;</p>
					</list-item>
					<list-item>
						<p>Aprofundar-se em alguma escala específica da habitação multifamiliar vertical (urbana, implantação ou unidade habitacional) a fim de estudar mais afundo as necessidades e anseios do público de 60 a 79 anos em relação a cada uma delas;</p>
					</list-item>
					<list-item>
						<p>Compreender estratégias de ensino e aprendizagem, direcionados para o curso de arquitetura e urbanismo, que contribuam para o processo criativo e projetual com foco no público de idosos jovens, a fim de compreenderem características habitacionais que favoreçam o envelhecimento ativo e saudável.</p>
					</list-item>
				</list>
			</p>
			<p>Destaca-se, por fim, que este estudo vem a contribuir para projetos de arquitetura e urbanismo mais inclusivos aos idosos jovens, ao direcionar profissionais e o mercado imobiliário, no despertar de possibilidades de projetos específicos para este público. Conclui-se que uma habitação multifamiliar vertical que atenda às necessidades dos idosos jovens não se resume no acesso à moradia, mas também inclui condições adequadas de infraestrutura urbana, habitabilidade dos edifícios e da sua unidade habitacional e o convívio humano como forma de favorecer o cotidiano em todas as etapas de vida durante o processo de envelhecer.</p>
		</sec>
	</body>
	<back>
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					<source><italic>Demografia da população idosa</italic>: dados e tendências</source>
					<publisher-loc>Rio de Janeiro</publisher-loc>
					<publisher-name>Editora ENS</publisher-name>
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					</comment>. Acesso em: 20 out. 2023.</mixed-citation>
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					<article-title>Instituições de longa permanência para idosos: uma realidade emergente</article-title>
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				<mixed-citation>Villa, S. B. <italic>Morar em apartamento</italic>. São Paulo: Oficina de Textos, 2020.</mixed-citation>
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			<fn fn-type="other" id="fn4">
				<label>4</label>
				<p>Artigo elaborado a partir da dissertação de mestrado de I. C. Bazzarella, intitulada “Habitação Multifamiliar Vertical Contemporânea: Desafios Frente Às Mudanças No Perfil Etário Da População”. Vila Velha, 2023.</p>
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				<label>Como citar este artigo/How to cite this article:</label>
				<p> Bazzarella, I. C.; Ramos, L. L. A. Habitação multifamiliar vertical contemporânea: desafios frente às mudanças no perfil etário da população. Oculum Ensaios, v. 22, e2513143, 2025. https://doi.org/10.24220/2318-0919v22e2025a13143</p>
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