Deus e o diabo: parceiros na linguagem (neo)pentecostal? | God and Devil: Are they partners in the (Neo)Pentecostal Language?

Marina Aparecida Oliveira dos Santos Correa

Resumo


Este artigo tem como objetivo apresentar uma abordagem acerca da Linguagem Religiosa Pentecostal, sob o olhar do cientista da Religião, bem como analisar os gestos, narrativas e maneiras como algumas dessas linguagens perpassam as comunidades religiosas e atingem a sociedade de maneira geral. O Brasil conheceu a Linguagem Pentecostal no início do século XX. O pentecostalismo veio de baixo; no primeiro momento cresceu juntamente com as comunidades periféricas e atuou fundamentado numa teologia evangelística agressiva, adicionando ao ato religioso o sensacionalismo e o espetáculo. De lá para cá, a nação brasileira aprendeu a manusear a Bíblia e a utilizar os dons do Espírito Santo com orações, “línguas estranhas” (glossolalia), curas, expulsão de demônios em nome de Jesus, utilizando-se da linguagem religiosa para transmitir as suas convicções, transformando o modus vivendi de mais de quarenta e dois milhões de brasileiros nas diferentes vertentes desse ramo. Esta reflexão deve ser considerada inicial, sem a pretensão de esgotar o tema Religião e Linguagem, mas com a intenção de apresentar o problema, proceder a delimitações iniciais e oferecer uma confi guração de Religião e Linguagem entre Ciências da Religião e Teologia, com a fi nalidade de promover articulações de diferentes abordagens em torno da temática.


Palavras-chave


Experiência religiosa. Linguagem. Pentecostalismo. Religião.

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DOI: https://doi.org/10.24220/2447-6803v44e2019a4364

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