Consumo alimentar e perfil antropométrico de bailarinos de uma companhia de dança contemporânea de Goiânia, Goiás

Carolina Lôbo de Almeida Barros, Maria Claret Costa Monteiro Hadler

Resumo


Objetivo
Avaliar o consumo alimentar e o perfil antropométrico, comparar a composição corporal entre os sexos e analisar a adequação da ingestão alimentar às necessidades de bailarinos profissionais e semiprofissionais.
Métodos
Foram analisados 16 bailarinos de ambos os sexos, com idade entre 20 e 35 anos, de uma companhia de dança contemporânea, de nível internacional, de Goiânia (GO). Foram coletados peso; altura; dobras cutâneas tricipital, peitoral,
subescapular, axilar média, suprailíaca, abdominal e da coxa; e dois recordatórios de 24 horas. Para ingestão energética, as recomendações utilizadas foram a do Institute of Medicine, e, para macronutrientes, Institute of Medicine e American
College of Sports Medicine. Os dados foram digitados no Epi Info 6.04 de analisados no Statistical Package for Social Sciences 18.0. Foram aplicados os testes Shapiro-Wilk, Mann Whitney e Wilcoxon, com nível de significância de 0,05.
Resultados
A única medida corporal que diferiu entre os grupos foi, no caso das mulheres, a dobra tricipital, com menor valor no grupo profissional (p=0,03). As dobras cutâneas tricipital e da coxa (p<0,001), peitoral (p=0,007) e suprailíaca (p=0,009)
diferiram entre os sexos, sendo maiores entre as mulheres. A ingestão energética foi inferior às necessidades tanto para as mulheres (p=0,01), quanto para os homens (p=0,02).
Conclusão
Não houve diferença significativa na composição corporal entre indivíduos do mesmo sexo. A porcentagem de gordura e as dobras cutâneas tricipital, peitoral, suprailíaca e da coxa foram maiores entre as mulheres. Os consumos de energia,
carboidratos e proteínas foram inferiores às recomendações.
Termos de indexação: Antropometria. Composição corporal. Dança. Ingestão de alimentos. Ingestão de energia.

Palavras-chave


Antropometria. Composição corporal. Dança. Ingestão de alimentos. Ingestão de energia.

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DOI: https://doi.org/10.24220/2318-0897v20n5/6a577

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Revista de Ciências Médicas

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